Ainda está presente em mim,
A descarga elétrica, o mar feroz,
A incontida alegria em romper
Os elos da tétrica corrente,
Que me fez reviver, respirar...
Para te amar eternamente!

Paulo Izael




Sofri! Chorei! Mares de lagrimas derramei
Sob elas ergui com minha mão os elos da esperança
Os quais me levavam para o tronco do martírio
Quantas e quantas irmãs minha morria!
Por recusarem tarefas árduas executar
Mas tudo isso ajudou nascer a Carta de Alforria
E os raios do universo vieram testemunhar.

Alci Santos Vivas Amado




Faço meus estes grilhões
de preconceitos e dores
calejadas e sangrentas
minhas rimas surgem rotas
nestes versos afogados
meu grito avança na luta
emergindo em esperança.

Gerci Oliveira Godoy




Numa delirante desmedida
De um breve momento trevoso
Afluem desejos sufocados
Dos abissais subterrâneos pensantes
Quebrando normas e estigmas fugazes
Antes escravos de mentes retrógradas
Agora libertos raios profanos

Otávio Coral




SOS meu amor perdeu-se no mar
Afogou-se nas perjuras mentirosas
Das tempestades vivenciais de nós
Foi-se nos relâmpagos impulsivos
Das palavras feias a queimar amor
Espero calmaria no barco da poesia
No arco-íris que enfeitará o amanhã

Vilma Duarte




As mãos são proteção,
correntes são prisão.
Mãos indicam direção,
correntes, paralização.
Mãos são poder e decisão,
correntes, escravidão.
Mãos são para libertação.

Lourdinha Biagioni®




Entre raios e trovoadas
Nossas noites de cavalgadas
São solitrárias e silenciosas cantatas...
Você me vê, mas não me vê.
Você me quer, mas não me quer.
As correntes estão em minhas mãos.
Ou me aprisiono ou acorrento você!

Fernanda Barros de Matos




Acorrentei meus delírios,
joguei no fundo do mar
tentando me encontrar.
Queria afogar meus medos,
queria me libertar.
Foi erro não perceber
que o medo sabe nadar.

Altamirando Filho




Há noites em que me sinto como só, no mundo...
Solitária, vejo - me na escuridão, no silêncio...
É como estivesse afundando num pântano
de areias movediças, sufocando minhas
pungentes lágrimas, sem ter ao lado, nem
mesmo um elo, da minha "corrente", para
me resgatar desse espinhoso fadário...

Arianne Evans




Acorrentado a mim mesmo,
já nem lembro quem eu sou...
Me conformei com a sorte
de um tempo que já passou...

Angela Lara




No mar perdido de um ilusão vadia
Com a força de um herói os elos vou partindo
De uma corrente a me querer afogar no mundo
Mas vou arrancando forças das entranhas
Que me leva a mares revoltos de esperanças
Em ver o dia amanhecer sorrindo
E viver na noite na luz fria da lua... um amor profano

Wilson de Jesus Costa




Nossas mentes são como profundos oceanos
Que em suas abissais, escuras e frias águas,
Guardam medos, tristezas e mágoas.
Ódios lancinantes são elos que nos atam ao passado,
Mas que devem ser quebrados em trabalho de reforma íntima.
A libertação é tarefa que depende unicamente de nós mesmos;
Basta querermos... Mas devemos lutar em busca de porto seguro.

Dirceu Thomaz Rabelo




Mergulhado preso
Sob raios do tempo
Elos de aço presos entre dedos
Corpo submerso
Água escura, sem cor
Pele suja pela escuridão da água
Braço forte como aço

J.Hilton




Enfim...

Rompem-se grilhões
Entre troadas de desespero.
Noite de liberdade.

Mardilê Friedrich Fabre




São mãos arrastando correntes
por mares as vidas levando
as cruzes sofridas do exílio
as vozes, lamentos de África
marcando passado e presente.
Ainda injustiças!
Ainda incertezas!

Vitória Paterna




Na tempestade de minha alma,
As correntes que me seguram,
São as asas da minha liberdade,
Que me embalam em lembranças profundas...
No silêncio do meu viver,
Me solto das lembranças que ainda tenho de você...

Patricia Andrea




Chegaram de longe, de terras distantes
Cresceram em meio a campos abertos, mas
Naus, com interesses escusos lhes prenderam.
Açoitaram-nos! Escravos moribundos sois vós!
Anseio de luz... Ah! O mar tem a chave para os grilhões!
Atiraram-se às aguas revoltas, rumo à liberdade espiritual.
Seus corpos afundaram, flutuaram e suas almas voaram.

Meg Klopper




Prisioneira do meu eu segui muitos enganos,
elos, algemas, correntes,fez-me ser diferente,
mudaram completamente da minha vida os planos.
A dor atroz contida transformou-se em oceano
um maremoto se fez... Arranquei do meu profundo
O forte que me abatia, arrasava, me implodia!
Tal qual, garganta na forca... Forte é o que controla a força!

EstherRogessi




Mão bandida, acaso terá o teu dono,
Arrependido, erguido os grilhões,
Num desesperado gesto que pede socorro?
Os raios, que riscam o céu com estrépito,
Serão avisos da morte que, célere, se aproxima?

Daladier Carlos




Uma mão infame jogou
O negro indefeso ao fundo
Correntes roçaram pousou
A areia do abismo do mundo
O navio na noite dualidade
Estacionou, era milagre sim
Veio á tona a mão, a liberdade

Sonia Nogueira




Emergi das profundezas de minhas trevas íntimas.
Agarrei-me com mão de Hércules
às pesadas correntes dos sofismas humanos. Parti-as.
Esmaguei-as com a fúria da esperança
florida na magia vertida de incandescentes relâmpagos.
Voei, abandonei o lodo e segui a liberdade que há no pensamento.

Jania Souza




Jogaste-me uma corrente
Em vez de uma bóia?
Bem sabias não ser necessária:
Não sei nadar.
Por saberes que não me amas,
Por que não jogastes teu coração?!
Pelo menos, pouparias minha vida...

Antônio Fonseca




Dos males de agressões antes silenciosas
da ganância e desleixo humano,
explodem com fúria, o oceano,
acorrentado por mãos perversas!
Lixões, óleos, gases, venenos escapando
e toda sua vida agonizando e morrendo...
Ele pede socorro! E as respostas? Apenas conversas!

Maria Barros




Rompeu-se o elo
Naufragou o que era belo
A liberdade na corrente da ilusão.
Do céu um raio em clarão,
É como se Deus irado com a falta de amor entre os homens
Reclamasse pela falta de compaixão.
Mas, a mão forte submergiu com coragem e venceu a subversão.

Cesar Moura




Como a própria fênix, que mesmo depois de morta
das próprias cinzas era renascida,
assim, vou renascendo em meio às tempestades
que venham a podar minha paz, minha liberdade,
ressurgindo da força das águas torrentes.
E, tendo nas mãos, as correntes de ferro rompidas,
me liberto de tudo que aprisiona e polui as águas da minha vida!

Socorrinha Castro (florzinha)




seguro a cadeia
certo da erguer
segurando alta
acima de água
como se colar
elos pesados
com ancora?

Francisco Coimbra




tudo o que se quer é liberdade
liberdade para se viver
liberdade para amar
liberdade para rezar
liberdade para votar
o coração é quente
em qualquer um de nós

carlos assis




Ate-me (se te fizer feliz)
Jogue-me numa cela escura e suja
Nem assim me calará.

Deixe-me exteriozar meu sentir.
Minhas palavras (reflexos de mim mesma)
Serão sempre livres.

Andréa Motta




Do abismo profundo
do caos que sufoca-devora
dos gritos-prantos
do berro eco que vai e não volta
choro sem ter mais lágrimas
pela perdida alma
jamais devolvida !

Maria Thereza Neves





Há um momento que não nos permite
Sair do poço, da lama,
Lutamos contra os raios que nos lançam
Novamente ao fundo mais devastador...
Queremos apenas respirar!
Mãos dadas em correntes solidárias, elos
Fortes de amor, só assim voltaremos à tona!

Marília Bechara




Raios que iluminam
Noites que se descortinam
Mãos que apascentam
Os grilhões arrebentam
Água que purifica
A todos no fundo abriga
Mãos, grilhões, noites, raios, trovões

Pedro Alberto Skiba




O aço do preconceito
As nódoas do egoísmo pigmentam a alvura
onde jaz encarcerada a solidariedade
Os sonhos náufragos adormecem solitários
Na lama tóxica do caminhar humano
Os vociferam bradando raios e trovões
e o ocaso da vida desfalece na cor viva do preconceito.

Janete Medeiros.




Noite do final dos tempos, os relâmpagos se ramificam em seus clarões...
A água turva pela poluição anuncia a morte de todos os seres viventes...
Mas u'a mão emerge das águas escuras e profundas
agarrando-se a uma corrente, buscando uma sobre-vida...
denotando a sua resiliência, o seu afã pela vida...
Haverá outros casos como esse ?
E socorro ? Ajuda ? Nessa hora, só Deus ....

Marla Otto

 

 

Edição: Olga Fonseca
20.11.10
Música: Fuga

 

 


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