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Exercício Poético

Luna & Amigos

 

Varal n° 49

 

 

 

 

essa rosa tem espinhos;
derrama sangue nos caminhos;
corta a pele nos cantinhos;
faz doer sem remansinhos;
nos mantém bem pequeninhos;
mas a Tua Rosa tem Carinhos
e os Amores, os seus Ninhos!
 
MoacirÍndioJr.
 
 
 
Com a rosa ensangüentada
te entrego meu coração
também banhado em sangue
pelas feridas abertas
por este amor desajustado
que tanto me fez sofrer
até perder a razão.
 
Neli Neto
 
 
 
Deste-me uma rosa...
esqueceste dos espinhos
que picam.... causando dor!
Além disso...
me causas mágoa...
com tuas falsas juras
de grande e eterno amor!
 
Vyrena
 
 
 
em mim , a flor arrancada do vaso
passos na madrugada
sensação de abandono.
 
na casa , o cheiro do teu perfume
o papel do bombom no cinzeiro
marcas da tua presença.
 
Na minha vida - a dor da tua ausência.
 
Maria Izabel
 
 
 
 
Nunca soube dos espinhos sem a flor,
do sorriso sem a tristeza, da paixão sem a dor.
Sentindo uma destas sensações, descobri que amo demais.
Palavras que ficaram gravadas no peito, não foram esquecidas.
Vamos colher vida, como flores junto vêm os espinhos,
o amor protege as mãos que afagam e o coração que ama.
Hoje eu aprendi, apesar de tudo, te quero.
 
Caio Lucas
 
 
 
Se me perguntar porque te dou flores
é porque recebi carinho, compreensão
e todo Amor, que tranborda em meu coração.
Assim, quando de der um beijo
eleve-se ao som de um arpejo
alma amiga, e deleite-se
com o perfume do meu desejo.
 
Rosy Beltrão
 
 
 
na esquerda mão repousa o verdugo hastil 
que alimenta e suporta a cândida rosa
cravando espinho como projétil
na pálida palma rósea
gotas vermelhas por escorrer
avulsão das pétalas em bem-me-quer
ou mal-me-quer...
 
Plínio Sgarbi
 
 
 
 
Mas dela ,vocês nada sabem
e nem nunca saberão,
pois nela nada viveu.
Se foi silenciosa,
manchando apenas a rosa.
O sangue que havia  na mão,
 jorrava do coração.
 
Rosa Pena
 
 
 
Oh... Por que me feriste tão cruelmente, 
fragmentando em formato de mosaicos cristalizados
 meu coração há tanto fragilizado?
Meus dedos ainda sangram com a crueldade dos espinhos
do botão de rosa que me deste ao te despedires, levando minha alma de mim!!!
 
Iracema Zanetti

 

 

 

Sangra-me a alma nos versos esculpidos em sangue...
Na mesma rosa que exala o perfume
lastra o veneno fotossíntico
na protecao ambigua que folhas camuflam...
Amar-te em grandes mãos
que seguram todo o amor voraz,
em versos que jazem flores. Sangro-me em ti...
 
Amaso Nib Nedal

 

   
   

Edição 

Olga Fonseca

23.11.02

 

 

Música seqüenciada por:

Marcelo Bello de Oliveira

© direitos autorais reservado

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