Imagem de difícil interpretação!
Estarão indo ou vindo?
Os corpos parece que vão...
Mas os pés não os querem acompanhar...
Pois os vejo virados para trás!
Para essa imagem confusa...
Explicação não consigo encontrar.

Vyrena

 

 

Amante
Não entendo suas tristezas,
não são sonhos de uma amante, 
não exponha seus amores,
deixe que sequem no peito.
Debruce sobre seus fantasmas e fique triste por instantes, 
abra as portas, desamarre seus sentimentos e vá.

Caio Lucas

 

 

Solte-se um dia, uma noite e fará sempre, 
ame-se e não guarde coisas dentro de si,
livre-se dos males, 
chore o frio, sofra,
cante a vida e mostre-se ao amor. 

Caio Lucas

 

 


Eu tinha um guarda-roupa de corpos.
Foi há muito, muito tempo passado...
Todos possuíamos corpos andróides.
Depois, finalmente, conseguimos criar...
Conseguimos criar um corpo composto vivo!
Por isto nos chamam hoje de animais ou criaturas,
porém não somos os corpos, nenhum deles, nem criaturas!

Celito Medeiros

 

 


Copas, espadas, paus ou ouro!
Qual carta virar para a sorte chegar?
Quem será dos eleitos o escolhido?
O belo, jovem, leal e sedutor valete,
ou um homem com a estirpe dos reis,
será a nobre dama fogosa e coquete
ou o curinga que tanto faz, tanto fez?

© Gabriel Ribeiro

 

 


Imponetes em amarras
Acreditam ver no horizonte 
(via secagem final)

Fêmeas fazendo lume

...errantes...
Em busca de um homem perfeito
Elas foram à caça...

Helena Armond

 

 

Há  reflexos soltos de nós
varais dos nossos eus,
que balançam ao vento da estrada, estada...
que nos pregam,
nos secam,
nos movem,
infinita via, vida.

Jane Lagares

 

 

Por todas as noites de meus dias
busquei as luzes do arrebol...
Apenas lembranças fugidias
dos homens presos à linha de meu anzol...
pendurei-os todos num varal... simples palhaços de carnaval!...
Dentre todos, apenas um se diferencia, pegou-me pelo pé...
... pai de meus filhos ele é!...

Carvalho Branco

 

 

pendurado aqui varo eu a noite,
sentindo o frio como açoite;
procuro abrigo que me acoite,
um lugar para o meu pernoite.
cansado estou desse aloite,
pareço eu, assim, passa-noite.
o Amor é minha Luz na sonoite.

MoacirÍndioJr.

 

 

O nó que aperta, suspende o corpo.
Estranha passarela de lenho torto.
Finda, talvez, uma história antiga.
Olhe e sinta... há quem maldiga!
Verdugo mutante de sina sofrida
Caronte, leve a alma que agita
através dos campos e da vida.

Pezente.

 

 

Engana a vista a imagem rápida:
Quem disse que viu... não viu nada.
A figura flutua como mágica
com os pés acima da alvorada.
Veste negra, uma sombra hachurada ,
suspensas na corda toda estirada.
Faces ocultas... somente imaginadas...

Pezente.

 

 


Homens desempregados, angustiados,
vistos pelos poderosos apenas como trapos,
farrapos humanos!
Desacreditados pela sociedade
que vêem neles somente o lado negro.

Iracema Zanetti

 

 

sem pensar até quando a matéria
suportará o escárnio que os massacram,
fazendo deles
estáticos fantoches
dependurados, olhando o horizonte,
azul esfumaçado,
tentando ver o rumo que suas almas tomaram!

Iracema Zanetti

 

 

suspensos como um " til "
na palavra ilusão
para interpretar a ação
no meio da multidão
as vezes é compreensível
que não se tenha
os pés no chão

Plínio Sgarbi

 

 

Eterna dúvida!...
Seriam quatro
homens de terno
ou um homem terno
que tem quatro ternos
Ou seriam só ternos?
Dúvida eterna!...

Lenise Resende

 

 

Pendurei meu passado
amores sem qualquer sentido
frustrados, desgovernados
depois de serem lavados
pro tempo poder secar.
Minha alma, agora bem limpa
aguarda o futuro que vai chegar.

Neli Neto

 

 

É duro ... duro !
mas, te penduro.
E, dependuro todos sem dó.
E .... duro, duro...
o resto dos meus dias, só  !

Kate Weiss

 

 

Ah, se soberania fosse direito de fato...
O homem podia ir e vir sem ninguém a lhe inquirir
O dizer não sabia da censura
(Que há ainda que seja impura)
Ser menos capacitado não seria ser marginal
As nações seriam livres num sentido lato
E alcançaríamos o chão além do varal

Francisco Libânio

 

 

No sol para secar
meus anseios,meus receios
minha alma, tua calma.
Expostos ao sol,
no imenso varal
Tua irreverência,maledicência
Minha cumplicidade.

Maria Izabel

 

 

De tanto penar tão mal nos sentimos
Que, no desamor, enfim vos deixamos
Morramos de pé inda que descalços
Fiéis ao que fomos e a como estivemos
Garganta cortada nos gumes, fitamos
Aquele horizonte que tanto buscámos
Onde nasce a esp'rança que não alcançámos!

Maria Petronilho

 

 

Loucura, Demência...
Mistérios da mente
SERPENTE...
Que leva ao abismo
a ALMA...
Clemência...no varal da consciência.

©Arlete Maria

 

 

Ao longe balançavam
Ondulantes ao vento,
Imagens de corpos pendurados,
- como num varal -
Eram as lembranças que tentavam
Atravessar o Tempo....

Delasnieve Daspet

 

 ________________

Edição
Olga Fonseca
27.10.02

 

Varal|index|poetas|especiais|e-book|livros|grupo|busca interna|livro de visitas|e-mail|home

 


Para receber nosso
Boletim de Atualizações
cadastre AQUI o seu email


Envie esta página
para alguém especial