quem
será que me bate à porta?
será Ela, aquela que conforta?
será Ela, a cura pr'alma torta?
será Ela, água pra minha horta?
será Ela, Vida pra hora morta?
será Ela, o Bem que aqui aporta?
será que o Amor Ela comporta?
MoacirÍndioJr.
Mudo de quarto
Ele mudo, farto
Eu na varanda
Quem manda?
Ninguém...
Eu me mudo!
Celito Medeiros
Na vida há
sempre oportunidades
Para todos e a qualquer hora
Essa é uma das verdades
Até quando se está de fora
Deus nunca fecha uma porta
Sem deixar aberta uma janela
Falta a coragem para entrar por ela
Francisco Libânio
Nada casa Nesta casa
Carranca de madeira
Guarda
Indefinida
Figura Obscura
Que espia....E não vem..
A outra leve e
loura se libera
Vai ao sol À vida quando lê
Acima...À esquerda Ve..Vê....Além...
Helena Armond
Queria despir-me
inteira das fantasias,
ser tua e tão completamente,
que estar à beira de meus dias,
seria um prazer somente,
não apenas o passar das águas
sob uma ponte,
que de tão fria, já está dormente.
odeteronchibaltazar
na lembrança
de infância
a casa é palafita
e entre a vala e o mau cheiro
apenas o sonho
e um vaso sem flores
encantando o dia
qual bosque sem fada
Lílian Maial
Em ruínas
ou reconstrução
Não sei
Reergo-me
Inteiramente sozinha
Quase pronta
Quase nua
Novamente, outra vez!
Passeia, menina
vagueia.
Na cabana sobre as águas,
sente as ondas,
observe a maré subindo
lavando a alma
de gente sofrida
Fatima Dannemann
Guardo-te ó poesia viva que anda e pensa...
Vejo-te gema a germinar
Coberta de lençol e rimas
Busco-te nos porões da vida e...
Quisera ter um amor e uma cabana,
para na aurora tocar-te Dama.
Me escondo-te nos símbolos e depois o cigarro...
E no trilhar
de cada passo
Caminham sonhos, tênues delírios
Há uma inquietude à espreita
Buscando quiçá uma porta aberta
Talvez a fragrância de um sorriso
Colorindo os lábios da saudade
Onde a vida não conjugue a solidão
Fernanda Guimarães
Menina ou
mulher?
Mais parece uma menina,
À procura de alguém,
Numa brincadeira de esconder.
Mas uma mulher,
Dirigindo -se às escondidas,
a um encontro de amor,
Também poderá ser.
Vyrena
... e sonâmbula,
enrolo-me em lençóis ,
saio pé ante pé...volto ao nosso refúgio de amor.
quem sabe tu estarás, como antes, me esperando..
Contando horas, minutos ...segundos..
quem sabe tu já acendendeste o fogo ,
quem sabe tu já esqueceste a dor?
e novamente pensas em tu e eu como sendo : Nós...
Em delírio encontro-me,
juventude em flor.
Divagando com os pés desnudos, massacrando as aparas da vida.
Enrolada em lençol de pureza.
Apenas juventude e mais nada.
Apenas sonhos, mais atirada...
Eternamente jovem, abençoada.
Em secretos suspiros, interiormente renovada...
Cristina Pilan Oliveira
Procuro Amor...
Espero que ainda tenho tempo para o amor,
não é fácil, tento primeiro me livrar dos restos de paixões.
Sonho nas poucas noites que durmo e saio por aí.
Não sei por onde começar, procurei, visitei muitos amores e nada.
Encontro pistas, mas em corações falsos, alguns impuros
e em outros corroídos, abandonados há tempos.
Quem vai me ocupar de amor, me tomar e fazer seu?
Ando caminhando
a esmo,
recordando o passado,
tudo me lembra você.
Num instante de nossas vidas
deixamos os sonhos morrer...
nos perdemos um do outro,
sem retorno, a sofrer.
Eva Aune
Volto à casa
da minha infância, janelas e portas fechadas!
Vasos de gerânios vazios, onde antes aquele canto enfeitava.
Sob a casa, sustentada por vigas envelhecidas,
corria um braço de mar onde outrora eu brincava.
Seguiu seu curso sem pensar na dor da minha saudade,
ao ver meu espaço ocupado por águas paradas de um triste alagado!
Iracema Zanetti
Houve sempre
lúdica magia no seu semidespir!
Ele o era macio, mas rangia qual madeira velha,
ele cheirava a carvalho rasgado pelo frio húmus,
ele suave andava em tropel no cio de égua xucra,
suava venenos como o orvalho em doce sândalo,
deleitava o imaginário em loucas e vãs fantasias,
e excitava só pela alvas curvas dos seus ombros.
© gabriel ribeiro
Na palafita,
A moça, envolta em fitas,
Parada, fita
A tumultuada ausência...
Delasnieve Daspet