O vento frio fustiga,
o gelo toma conta,
na longa avenida de árvores despidas...
No traçado da estrada e da alma...
é o inverno no coração outonal
que me acompanha...

DELASNIEVE DASPET



Outono chegou sem ser Outono
Somos como a alameda
Caminhamos lado à lado
Como as árvores que a ladeiam
Formando um túnel, no fim dele
Há o inverno, a primavera e o verão.
Verão, de novo é Outono.

ABITTAR



É tarde de inverno. Chove.
No claustro te escrevo estas parcas linhas
Para que saibas que não te esqueci.
Escrever-te me acalma a sôfrega alma.
Tantos sonhos eu tinha...
Não tem jeito:
Sem ti, sinto saudades de mim!

SANDRA L. FELIX DE FREITAS



Andar contemplando a linda paisagem
nas tardes frias de um triste outono,
E a certeza de que perderia o sono
recordando aquela fatídica viagem.
Hoje,sozinha na avenida sem flores,
o chão molhado, sinto ainda vertigem
só de pensar em tantos dissabores.

DORINHA YOSHINAGA



Uma tarde silenciosa
chuva que traz saudades
de um amor perdido
que ficou no tempo
como música que toca
o fundo de minha alma.

LUIZA PORTO



A natureza em repouso absoluto,
Recolhida em suas entranhas,
Espera ansiosa o fim da melancolia...
O cenário que se transforma em poesia...
A alegria, a algazarra da passarada...
O brilho do sol, o perfume das flores...
A vida e a passagem desta invernada.

AVANY MORAIS



lá, em Paris, foi que A encontrei,
dans un bois de Hinver A avistei.
tão logo eu A vi eu me apaixonei,
e os meus olhos, dELA, não tirei.
ELA me olhou, sorriu... e A amei,
disse-LHE 'daqui não mais sairei'.
o Amor é a Bem-Aventurança, sei!

MOACIR ET SELENA



O frio úmido que congela,
em paisagem-dia cinzento,
é reflexo d'uma alma de donzela,
passeando em tempo lento.
Não há pressa em chegar,
sem lugar para aquecer;
apenas coração revivendo e por viver...

VERONICA DE NAZARETH - NOIC@



Percorro as ruas,absorta...
Tristeza ancestral se imanta à minha alma.
Passos trôpegos, anseios inconfessos.
Lágrimas,rosto macerado,soluços travando sonhos,
que, ainda ontem, eram parte de mim.

BELVEDERE



o céu nem sempre amanhece no azulado
... nos caminhos do Amor nem tudo é colorido
a mestiçagem das penas tem seus cantares
passeando só ou acompanhado
enxertos nos galhos darão luz as novas ramagens
um coração pode se manter sereno florido
entre uma das paisagens em preto e branco...

ROSANGELA ALIBERTI



Túnel vegetal... Galhos entrelaçados
Unem-se como mãos a se acariciarem
E a canção que entoam com o vento
Levam até você... meu pensamento
Nem sei quantas vezes
Passamos debaixo desse arvoredo
Hoje, meu coração chora em segredo!!!

MARINEZ STRINGHETA - MARAPOETA



ah! o olhar de ver que fotografa!!!
dois pontos de vista...
vindo... a ser... em primeiro plano
da paisagem desnuda do inverno
a arte viva... e o calor humano
=======
HELENA ARMOND



Deixando para trás asperezas da vida
Lava o universo, desnuda-o
Aí sim siga o caminhar
Novas estações vibrarão
Serão portos, pontos, sinais
com a inteireza do recomeçar

REGINA ROMEIRO



Não temo as estradas congeladas
nem este frio que me dói nos ossos
não temo a dor nos lábios rachados
nem as mãos enrijecidas pelo frio
nem a solidão que o inverno inspira
porque sei que teu amor aquecerá
igualmente meu corpo e minh’ alma

BETO MOURA



entrelaçados galhos secos cantam minha solidão
umidez me sobe pelo corpo, no frio da saudade
dos idos tempos em que me cobria de paixão
meus passos lentos clamam vigor da mocidade
que lenta foi se afastando, me deixando curvo
alquebrados passos, em direção ao pó do nada
sonhos, somente pedaços ao longo da estrada

WATFA RAMOS



Tudo é belo para alma poeta.
A natureza vestida de cinza
brilha, em cores de prata antiga,
um palco de inverno em esplendor.
E no caminhar da vida, os enamorados
de mãos dadas, já se apressam para
o encontro da primavera em flor.

TAHYANE RANGEL



Junho traz a fria paisagem
de um outono adormecido
em lençóis de úmidas folhas
a farfalharem sonhos
que ontem
acordaram em segredo
trazendo um sinal...

ANGELA LARA



Nuas, as árvores abraçam a alameda chuvosa.
Bancos solitários espreitam um triste noturno
em que sonhos, antes loucos, envelheceram
e tornam sombrios os momentos de adeus.
Ao longe, dois amantes... os passos vazios...
Suas mãos, em despedida, acariciam o ar frio.
Na cinza garoa, ninguém é feliz... somos tão sós.

VITÓRIA PATERNA



Solidão
É este vento gelado
Que tem um canto tão triste
Lembrando um amor que ainda existe
Num lugar abandonado
Coração
Que se perdeu numa estrada longa,cinzenta,vazia...

REGINA REIS



Uma manhã tão fria e cinza
irei devagar, irei em silêncio...
Irei pensando em você
Deixando desfolhar meu amor
Qual folha das árvores
Despindo-me de você...

PATRICIA ANDREA



Primavera, verão, outono, inverno...
galhos secos para o alto.
Meu coração bate e sabe:
seu objetivo em cada salto,
assim como o de um rio,
é tornar-se
uma gota no oceano...

LOURDINHA BIAGIONI®



A estrada fez-se deserta, sombria...
Devia de amor estar toda florida.
Mas... Ai, que não fechou a ferida!
Nunca soube se vinhas ou se ias.
Portanto, no lamento que ora solto,
Sozinha, tu deves em frente seguir,
Pois sozinho neste adeus eu volto.

DANIEL




As brumas sonolentas
Desembrulham a manhã chuvosa
Pela alameda, árvores nuas e cinzentas
Anunciam a solidão do vento frio que assola

Caminhando solitária e entristecida
Me dou conta da sua ausência
Doendo na alma... Me sinto perdida...

SÔNIA MARIA GRILLO - BABY®



Um beijo, pedido e perdido
Chuva fina
Apenas desejos de beijar-te a boca
Sonhar-te acordada ainda fogoso e faceiro
Surge em mim estranhos desejos
Sem razões e sem destinos
Sequer origens tem!

ANNA PAES



Caminhamos pela estrada da vida,
Em dias de chuvas e trovoadas,
Já é longa a nossa jornada...
Não importa... Se, é inverno...
Se, as folhas já caíram...Se, o frio é constante...
Caminhamos lado a lado,
Como almas errantes...

DULCE PEIXOTO



Adentrei por esta estrada linda
Onde saberia que encontraria
os meus sonhos mais sonhados...
Deixei-me envolver na mais linda melodia
Que encantou todos os meus dias
Que me deu tantas alegrias
Que encheu meus olhos da mais linda fantasia...

PENHAH CASTRO



Amplitude, amplidão. Quietude, solidão.
Meus passos a me levar onde não quero ir.
Caminho ermo, gélido, inóspito, ausente florir
que não traz alento de vida ao meu coração.

Alma dorida, molhada em prantos, qual a alameda
Retira-te, enquanto tens força, do palco das humanas labaredas
Busca, então, alhures, por uma verde-musgo, humana vereda!

MAGA DE BARIRI



Tingido
de cinza
amanheceu o dia
Sente-se no ar cheiro
de
melancolia
nos olhos garoa fina

ANDRÉA MOTTA



fogem-me as palavras
nos versos secos
despojados de primavera

MARIA THEREZA NEVES



As estradas que trilhamos são tão... longas...
São estreitas, largas, frias, mornas... quentes;
Cicatrizes, marcas, rastros nessa estrada
São sinais de que estão... dentro da gente...
O amor é um transeunte dessas vias
Arredias
Do destino... Inconseqüente.

LUIZ POETA (LUIZ GILBERTO DE BARROS)



Céu cinzento, árvores sem folhas, desgalhadas...
Sigo o caminho em busca de luz e de floradas.
Sei que vou em direção à neblina e à chuva fria
Mas, também tenho certeza que encontrei alegria.
Alegria pura pautada na PAZ que procuro agora.
Além... há o túnel que chegarei alguma hora.
Após o túnel há luz, PAZ e alegria espalhadas

JOYCE - LU@ZUL



É ainda Outono... Quase Inverno...
Chove... Uma chuva fina, mansa, melancólica...
Bela tarde gris para minh'alma...
Chumbada embora, é leve como a folha ao chão...
Lava minhas lágrimas... Leva minhas Dores...
Traz tua lembrança aos olhos da Memória...
Saudade! Distância! E esta presença tua em tua ausência!

J.J. OLIVEIRA GONÇALVES



Mesmo nos tristes momentos
ainda que com tão cinzentos
andemos na mesma estrada
compartilhando nosso abrigo
amando-nos no amor amigo
até o final de nossa jornada.

SUELI DO ESPÍRITO SANTO



Longínquas lembranças disparam-se;
- Neblina em estrada gélida onde as
Árvores secas se tocam sem calor,
Num sombrio e soturno inverno sentido.
Recordação de alagamento de lágrimas
Torrenciais, em térmico choque, na tão
Fria alameda após aquele súbito adeus.

VÉRA LÚCIA DE CAMPOS MAGGIONI®



Chuva, solidão, silêncio denso
lembranças ora fortes, ora delicadas
esperança gritando no peito faminto
uma fome dolorida não de alimento
fome fremente - fome de VIDA.

MARINEIDE MIRANDA



Visão desoladora deste inverno,
Sem nada verdejante sob o olhar,
O casal sob a chuva e frio externo,
Tem de enfrentar o tempo e trabalhar.

Na floresta fantasma de verdura,
Somente galhos secos aparecem,
A neve é para as folhas sepultura.

BENEDITA AZEVEDO



estrada vazia
lampejos de ilusão
em silencio cerrado
de sombras cercado
num túnel formado
de total solidão!!!

ZÉLIA BALBINA



Não construo castelos no ar
Crio rebanho de lágrimas
Que pastam no peito da amargura
Cultivo flores de desilusão
Palavras que caminham na imaginação
Vinho tinto para a carne fria
Cidade cinza nos meus olhos

CARLOS ASSIS



Tal como uma paisagem
em fim de outono
com suas árvores sem vida,
aguardando a chegada do frio
e das chuvas do inverno,
assim se encontra minh'alma
paralisada e vazia.

NELI NETO

 

Edição: Neli Neto
02.06.07

Música: Let me kiss you - Ernesto Cortazar (parte)

 
 
 


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