Exercício Poético

Luna & Amigos

Varal nº  23  - Ano I

 

Violência

 

 

Violência, tu agrides a humana Consciência;
Tu és o último reduto da incompetência.
Tu ensombreces e aniquilas toda a paciência;
Tu fazes sofrer a gente numa penosa indigência.
Tu escarneces da Bondade e da Decência;
Tu és obra da desumana inclemência.
Tu! Saia já da minha presente existência!

MoacirÍndioJr.


A violência que avilta minha vida
é o preço que pago pela omissão,
pelo insensível descaso dos sentimentos.
A angústia me aflige o coração,
causando um sofrimento que atinge a alma.
A emoção aflora, e sem controle domina a razão
culminando com o flagelo de palavras vãs!

Eva Aune


Esta é a condição de meu viver,
sou menino criado na vida, solto na rua,
sou violento sem querer.
Quero ser manso e não um banido,
preciso da brandura, do apoio, da família,
careço do carinho, preciso ser igual,
onde está a paz, quando será minha vez de ser normal?

Caio Lucas



Ódio: aversão a uma pessoa ou coisa,
inimizade, raiva, rancor, antipatia.
Sinônimos conhecidos como coisa corriqueira,
entre os povos do mundo, desde os primórdios tempos!
Há de se escolher um sentimento mais singelo que o ódio,
ao falarmos de energias negativas enraizadas no peito
de pessoas que proclamam-se amigas!

Iracema Zanetti


Só,
no meio do pânico que me rodeia cerrei os dentes e amarrei o coração...

Vêm-me notícias pela rádio de assaltos e mortes enraivadas.
No meio do medo cerrei os dentes e amarrei o coração.

Talvez não sinta menos medo, que o medo que sinto à minha volta,
Só que, no meio do pânico que me rodeiacerrei os dentes
e amarrei o coração.

¨Luis Felipe Esteves

É quando silencia a voz do dia
Ao por do sol no céu que invade
O olhar que já não brilha
É a sombra de um sonho que se matou no intimo
Na inocência do sorriso no horizonte
De um tempo já perdido todo ele preenchido
De um vazio que se inunda de saudade

© Clivânia Teixeira

Sou anjo em minha roupagem
Quando não me agridem ou fazem mal.
Pois se acontece, viro bicho, um verdadeiro animal
brigo com unhas e dentes defendendo um ideal
Saio munida de armas, me tornando um vendaval
Fico com olhos de cega defendendo meus princípios,
Destruo, bato, arrebento, a quem vier se meter comigo.

Neli Neto


Vi a violência seqüestrar contornos de sorrisos
sulcar feridas eternas descolorir telas de vidas.
Vivi a violência vendida nas esquinas das escolas
executada nas varas de família destruindo-se pela infidelidade.
Vi e re-vivi a violência no palco nosso de cada dia
vilania veloz e voraz
viciando de vingança a Vida.

Gabriel Ribeiro



Enquanto reza o Papa, suplicando ao Senhor,
o povo dança e canta: "Paz e Amor!..."
Porém no lar, na rua, campeia a violência
e ganha força... e o grito de clemência
dirigido ao algoz, parece mais uma ofensa
à figura do agressor... Divina Presença,
Deus-Pai!... Onde a lição do Filho: "Amai!..."¨

Carvalho Branco


Violência é ter limites, não sonhar. Guerra é rompê-los e vivê-los
Violência é deixar-me pesadelos. Guerra é não matá-los mas vencê-los
Violência é amar a loucura de ser
Guerra é ignorá-la e no paralelo ter
Violência é sobrepor a escrita comum
Guerra é abortar um poema por dia e sentir
Paz sem saber se poeta ou apenas sobrevive!

Rosária Coc.


Violência
O tumulto anda solto nas ruas...
A paz vive encarcerada!
Enquanto a violência impera. Nas consciências nuas
De amor ... serenidade e harmonia...
Inocentes sofrem na carne
As agressões do dia a dia!

A . Nery Vanti


Fala-se tanto em violências,
Guerras, Ódios Raciais,
Intolerância.
Mas a violência começa
Em não conseguirmos viver as diferenças!

delasnieve daspet

 

 

Música: Adágio for Strings (para cordas)
James Barbes

Seqüenciada por Luís Filipe Esteves

 

Edição

 Olga Fonseca

03.04.02

 

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