Falávamos eu e Leda Galvão sobre comportamentos. Do quanto alguns doam e outros tomam.

E de como temos entre nós essas pessoas, isso quando não somos um dos próprios.

O Professor Wilson Uieda, Professor do Departamento de Zoologia, Instituto de Biociências, UNESP/Botucatu vai fazer a abordagem cientifica e Leda Galvão o contraponto do Vampirismo Comportamental.

Leda tratará do um vampirismo social. Iniciará falando da escravidão indígena, dos negros, da mulher e da criança. Depois o do político que vampiriza o cabo eleitoral e vice-versa, o do agiota etc.; na parte cultural e artística, cito exemplos de músicos cujas obras têm trechos de outros (plágio), de poetas, de escritores, de pintores..

Sobre o assunto escrevi em fevereiro-2002 - um poema, cujo titulo bem retrata o tema desta nossa nova página.

 

VAMPIROS
Delasnieve Daspet

Tem pessoas vampiras.
Vampirizam até "amigos do peito".
Debulham a vida alheia
Como num jogo de vídeo-game.

São pessoas fofoqueiras.
Maldosas - que falam por falar.
Aliás - falam por deleite,
Por puro prazer -
Possuidores que são - do vírus da mal!

Mas existem outros grupos
- Os dos melhores -
Falam porque se acham os tais....
He, he, he..... para provarem sua teoria
Precisam falar a exaustão!

O que faz mal é o que sai da boca.
E em tempos de NET:
O que sai do email....

Mas o divertido de tudo
É que o algoz é sempre vítima de sua língua,
Mordaz língua ou dedos!
- O que é uma lei natural -
O castigo a quem agride!

Tem gente que cultiva esse hábito,
Desce lenha nos outros!
Cuidado, uma hora esse "amigo"
Fará o mesmo contigo!

E quando menos se espera,
Se tem o desprazer de se ver envolvido
Numa imensa teia, de maledicências, óbvio!

Sempre questiono:
O que leva uma pessoa a ser tão ignóbil?
E - eu mesmo respondo que talvez seja o abandono
Que ela mesmo se relega!

Ou a necessidade de afirmar-se,
De ser aceito,
No grupo que quer pertencer!

Pois digo:
Cuidado com tua língua, maltrapilha moral!
Não olvides que qualquer comentário
Sobre alguém, sempre faz mal!

No fundo, bem no fundo,
Não passas de um ser invejoso,
Que sempre quer para si
O que é do outro!

Vá te catar, canseira!
Ao invés de querer o que é dos outros,
Procure ter o que deseja.

Deixe tua língua dentro da boca,
Os dedos longe do teclado,
Não cuspa, não te coces,
Cuidado que te envenenas!
******************
06-02- 2002 -
Campo Grande MS
 
 

COMO SURGIU A IDÉIA
Leda Galvão

Correram boatos de que uma linda estudante do Campus de Botucatu, da Unesp - nome mantido em sigilo - e seu namorado foram atacados por uma pessoa não identificada. Nada demais, se o namorado não se lembrasse de coisa alguma no dia seguinte e sua namorada aparecesse com hematomas e mordidas no pescoço. Segundo consta, alguns estudantes enamorados ficaram em estado de catalepsia ou hipnose, e criaram a Frente Anti-Vampiros.

Incrédulos sobre a existência de vampiros, docentes e funcionários do Hemocentro do Hospital das Clínicas recusaram proteção policial e mantiveram normalmente suas atividades. Segundo um dos docentes, "no Hemocentro quase sempre falta sangue, então eles não virão atacar nossos estoques, pois normalmente não os temos". Por via das dúvidas, uma funcionária passou a carregar com ela uma cabeça de alho, a fim de exorcizar o vampiro se este aparecesse.

Preocupadas com a dimensão tomada pelos acontecimentos, pois os alunos continuavam receosos, as famílias dos pacientes começavam a colocar réstias de alho nas portas dos quartos e nas janelas das enfermarias, as professoras Marney Cereda e Selma Dzimidas resolveram estudar o assunto. Leram dezenas de livros, desde os místicos até os científicos, e consultaram diversos especialistas em vampirismo.

Apresentaram a sugestão à Associação dos Docentes, que aceitou que este tema fizesse parte de um círculo de atividades culturais. Com este sinal verde, as duas professoras arregaçaram as mangas, protegeram os pescoços e seguiram em frente.

Chegaram à conclusão de que há registros milenares dando conta de personagens vampirescos, o primeiro deles datado de 1013. A histeria religiosa talvez tenha sido a responsável pela verdadeira enxurrada de "casos documentados" de vampirismo que ocorreram na Europa Central no século XVIII.

A imagem, entretanto, do vampiro tal qual a conhecemos, nasceu mesmo sob a pena de Bram Stoker (Abraham Stoker - Dublin, 1847 - Londres, 1912, autor de Drácula - 1897, adaptado para o cinema pela primeira vez em 1931). Ele popularizou a Romênia como a terra do Rei dos Vampiros. "Ele comete um deslize ao dizer que a Transilvânia ficava ao norte, quando na verdade está ao sul", corrige Selma.

Para dar vida ao personagem, o escritor britânico inspirou-se em Vlad Dracul Teps (1431-1476), príncipe de Valásquia, região a sudoeste da Romênia, cuja fama de sanguinário atravessou os séculos. Era valoroso aliado do Sacro Império Romano Germânico, mas deu as costas a Deus e à Igreja depois que foram negadas as bênçãos finais à sua esposa suicida Elisabetha.

Era também conhecido como "O Empalador" por sua forma de tortura favorita. Mestre dos suplícios, torturador crudelíssimo e déspota absoluto, combateu os turcos e participou de lutas fratricidas entre ramos de sua família, liqüidando todos os parentes.

Bram Stoker, é claro, adicionou ingredientes fantásticos à biografia de Teps. A porfiria, por exemplo, moléstia que aumenta a sensibilidade da pessoa ao cheiro, originou a repugnância do vampiro ao alho. O insuportável mau hálito, a tez pálida e o fato de não refletir a imagem no espelho, também são características surgidas a partir da imaginação de Stoker.

A fim de que pudesse ser construída uma história natural e real dos vampiros sob seus mais diversos aspectos, as professoras convidaram pessoas que se interessavam pelo assunto a fim de fazerem pequenas palestras num primeiro momento e, num segundo, participarem de uma Mesa Redonda para debate dos temas apresentados.

Palestras e palestrantes serão apresentados a seguir e seus E-mails colocados à disposição dos membros do Grupo Luna´s a fim de que se tornem debatedores via Internet.

 
 
 
 


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