DESP(ED)IDA IDEIA
Francisco Coimbra

ed/i/ficante

agora que estou bem vivo
nasce uma tristeza feia
de saber que hei-de morrer
depois da última ceia
em palavras que convivo

agora que vou a escrever
despida sem despedidas
a poesia quer ser idéia
feita palavras despidas
onde morte encontre ser

sentido último vivência
feita a arte que se esteia
alma para o corpo viver
com sua última ciência
aqui só breve penitência


Fevereiro/2005
Música: O Mio Bambino Caro - Puccini

 

 
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