A DOR DA PARTIDA
Tahyane Rangel

Não me consola saber que a vida é infinita
que nada morre, que tudo é eterno.
Na partida definitiva, não há como fugir
da maior dor pelo ser humano sentida.
Separam-se os corpos, ah saudade doída!
Saudade que ofusca a vida
e que só o tempo ameniza a dor.

Laços que se desfazem
numa partida sempre inesperada
que bom seria se esta despedida
pudesse ser eternamente adiada

As lembranças que ficam, de imediato, atormentam
Onde buscar as cores, gestos e olhares,
Como dialogar com o silêncio?
Como tocar o nada? Como trazer tudo de volta?
Impossível! Ah dor infinita!

Resta apenas esperar e pedir para o tempo voar,
para a dor amenizar e ficar com a esperança
de que um dia, em algum lugar, com outros rostos,
possamos a história das nossas almas continuar.
É só o que resta para consolar!


Fevereiro/2005
Música: O Mio Bambino Caro - Puccini

 

 
 
Especial| poetas| especiais| busca interna| livro de visitas|e-mail|home 
 


Para receber nosso
Boletim de Atualizações
cadastre AQUIo seu e-mail


Envie esta página
para alguém especial