SONHO DE AMOR
Carlos Alberto Caldeira

 

A água cristalina do lago,
Em reverência idílica,
apenas sussurrava na praia.

Nos arvoredos a avezinha rútila
desferia gorjeios de célica harmonia.

Ás sombras dos esplendorosos eucaliptos e pinheiros
dois corações apaixonados brindavam ao amor.

Regado a vinho, esse néctar divino,
merecedor até mesmo de um hino,
cantaram poesias feitas à lua, ao sol, ao mar...

A natureza discreta, que tantos segredos guarda,
silenciou.
Silenciou, talvez, temendo sobressaltar as duas almas.
Silenciou, talvez, para não macular o idílio.

Ao lado, bem ao pé do pinheiro,
um vaso de cinerária ornamentava,
com suas flores violetas,
a benquerença.

Ele a tomava em seus braços
e em fortes abraços
segredava a sua paixão.

Extasiado...
deslumbrava pela face daquela mulher:
a poesia, o amor, a candidez...
jóias que cintilam pelos mais vivos fulgores.

Essa mulher...
cuja alma é um escrínio,
onde se guarda os mais cândidos sentimentos.

Quem na sua marola navega
sempre arriba ao porto do seu amor.

Por isso, ergueu mais um brinde,
pedindo aos céus conceder-lhe a dita de tê-la sempre:
em sonho de paz... em sonho de amor...
 

 

 


27.08.07
Música: Serenata Nightingale birds

 
 

Sonhos de Amor|index|poetas|especiais|e-book|livros|grupo|busca interna|livro de visitas|e-mail|home

 


Para receber nosso
Boletim de Atualizações
cadastre AQUI o seu e-mail


Envie esta página
para alguém especial