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ORIGEM DO CINEMA - INVENTOS E INVENTORES - Parte VIII E a 15 de Fevereiro de 1895, Lumière registra o seu "cinematógrafo".
Exatamente no dia 28 de dezembro, acontece no Grand Café, em Paris, a primeira exibição política das produções dos irmãos Lumière. Entre os pequenos e rudimentares filmes exibidos estavam A Saída dos Operários das Usinas Lumière, A Chegada do Trem na Estação, O Mar e O Almoço do Bebê. Os irmãos Lumière iniciam, no salão indiano, na cave do Grand Café, Boulevard des Capucines nº 14, em Paris, a apresentação pública do seu invento tendo na primeira sessão, uma receita de 35 francos. Os filmes dos irmãos Lumière eram de curta duração (um minuto) e não contavam uma história. Apenas registravam cenas da vida cotidiana: a chegada de um trem na estação, a saída de operários da fábrica, a queda de um muro, um bebê sendo alimentado, etc. A novidade acolhe perfeita aceitação. O público acorre em massa. As sessões, entre as 10 e 11.30, as 14 e 18 e as 21 e 23 horas, geram filas intermináveis, pelas quais passa o nosso Eça de Queiroz. O êxito é total e apesar dos irmãos Antoine e Auguste Lumière pensarem que é efêmero o êxito do seu invento, pois para os irmãos Lumière, o cinematógrafo era apenas "uma invenção sem futuro", estamos a assistir ao nascimento de uma arte -a sétima - o cinema.
Ultrapassado o problema técnico, inventada a máquina, faltam-nos apenas os criadores de sonhos. O primeiro deles é - sem dúvida - Georges Méliès. O francês Georges Méliès não pensava no cinematógrafo ser apenas "uma invenção sem futuro" e sendo assim ele comprou uma máquina de filmar. Como Méliès era mágico e diretor de teatro, conseguiu dar uma expressão dramática a seus filmes usando atores, cenários e figurinos. Seu filme Viagem à Lua, de 1902, é considerado a primeira ficção científica do cinema. Dura 13 minutos e é inspirado nos romances de Julio Verne. Apesar de recaírem nos irmãos Lumière os louros da invenção do cinema, o seu trabalho não foi obra do acaso ficando e dever-se à acumulação de diferentes conhecimentos científicos. Só o contributo científico de vários homens - separados no tempo por alguns séculos - nos permitiu o conhecimento necessário para a eclosão do cinema.
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