ORIGEM DO CINEMA - INVENTOS E INVENTORES - Parte V

Mas, só a descoberta da fotografia instantânea, feita por Janssen, permitirá a evolução técnica necessária.

Em 1872, O fotógrafo Eadweard Muybridge, desafiado em uma aposta pelo governador da Califórnia, Leland Standford, desenvolve uma experiência para provar que havia uma posição no galope do cavalo em que nenhuma das quatro patas do animal tocava o chão. Para isso, Muybridge, auxiliado pelo engenheiro John D. Isaacs, utiliza-se de uma série de 24 câmaras escuras (cada qual com uma chapa emulsionada), que abriam-se progressivamente à medida que passava o cavalo. Na sua corrida, este tocava sucessivamente em fios, devidamente esticados, para acionarem os obturadores das câmaras. Pelo notável resultado prático desta experiência, costuma-se atribuir a Standford e Muybridge as honras da descoberta do processo de analisar o movimento fotograficamente.

Em 1874, o astrônomo gaulês Janssen registrou a passagem do planeta Vênus diante do sol com um aparelho chamado "Revólver astronômico", no qual uma chapa de Daguerre girava em movimento circular e, a intervalos regulares, era exposta aos raios luminosos.

Em 1877, o desenhista de tiras Émile Reynaud inventou o "Praxinoscópio", um aparelho que projeta na tela imagens desenhadas sobre fitas transparentes. A princípio uma
máquina primitiva, composta por uma caixa de biscoitos e um único espelho, o praxinoscópio é aperfeiçoado com um sistema complexo de espelhos que permite efeitos de relevo. A multiplicação das figuras desenhadas e a adaptação de uma lanterna de projeção possibilitam a realização de truques que dão a ilusão de movimento. Ele inventa os desenhos animados, que projeta no seu "Praxinoscópio". Esta sua máquina possibilita a noção perfeita de movimento e obtém uma menção honrosa na exposição de Paris de 1878. Tal como os projetores dos filmes, todos os brinquedos com imagens em movimento se apóiam na visão intermitente,  o observador vê cada imagem muito rapidamente. A maior parte usava uma fenda estreita para permitir um olhar breve de cada desenho, mas isto tornava os desenhos turvos e difíceis de ver. Contudo, no praxinoscópio de Reynaud, os espelhos substituíram as fendas. As imagens refletidas tornaram-se assim mais brilhantes, combinando-se entre si de forma a dar uma impressão mais suave do movimento. Este aparelho foi um enorme sucesso.

A partir de 1880 ele efetua algumas apresentações públicas do seu evento. Já em 1888, uma engrenagem movia a tira de papel desenhada e o praxinoscópio à projeção, ou teatro ótico, possibilitava exibir as imagens na tela. Em 11 de Outubro de 1892, no Museu Grevin, Reynaud inicia a exploração comercial, em Paris, exibindo 3 filmes. Apesar das dificuldades técnicas, que o levaram a interromper alguns espetáculos, porque os filmes se derretiam, ele vai levar as suas "pantominas luminosas" a mais de meio milhão de espectadores de Paris e Ruão, entre 1892 e 1895.

Em 1878 o fisiologista francês Étienne-Jules Marey liberou a imaginação e desenvolve o fuzil fotográfico espécie de arma com uma chapa fotográfica circular como munição.
O fuzil fotográfico consistia de um tambor forrado por dentro com uma chapa fotográfica circular.
Contudo, as reproduções obtidas são tão pequenas que se tornam improjetáveis. Só a evolução da química fotográfica poderá solucionar esta questão.

Seus estudos se baseiam na experiência desenvolvida, em 1872, pelo inglês Edward Muybridge, que decompõe o movimento do galope de um cavalo. Muybridge instala 24 máquinas fotográficas em intervalos regulares ao longo de uma pista de corrida e liga a cada máquina fios que atravessam a pista. Com a passagem do cavalo, os fios são rompidos, desencadeando o disparo sucessivo dos obturadores, que produzem 24 poses consecutivas. Marey dedicava-se ao seu método gráfico de reprodução dos movimentos animais e, segundo dizem, sofreu grande influência das experiências de Muybridge com o registro de movimentos. Após empreender um breve retrocesso no desenvolvimento da técnica da fotografia animada, com sua "cronofotografia de placa fixa", Marey desenvolve o "Cronofotógrafo de Película", no qual uma fita de papel emulsionada desenrola-se a espaços regulares; era nessa época o parente mais próximo das atuais câmaras de filmar, mas não se deve atribuir a Marey o título de inventor da cinematografia pelo fato de que só conseguia enxergar a aplicação destes recursos para fins científicos.

 

 

 
 
Sétima Arte|poetas|especiais|busca interna|livro de visitas|e-mail|home 
 


Para receber nosso
Boletim de Atualizações
cadastre AQUI o seu email


Envie esta página
para alguém especial