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ORIGEM DO CINEMA - INVENTOS E INVENTORES - Parte IV John Ayrton Paris inventou o taumatropo na Inglaterra em 1826. É o brinquedo mais simples baseado na persistência da visão que apareceu pela primeira vez lançado por W.H. Fintton. Trata-se de um disco de papelão onde, em uma das faces, vê-se o desenho de uma gaiola e na outra o de um passarinho. Ao girar esse disco, tinha-se a impressão de que o pássaro estava dentro da gaiola. Como há imagens em ambos os lados do disco, ao fazê-lo rodar sobre o fio esticado, fundem-se as imagens.
No século XIX, vamos encontrar o belga Joseph Plateau a desenvolver este fenômeno. Com um disco dentado, rodando-o em velocidade adequada Plateau descobre que as ranhuras se vão unir numa linha contínua. A partir desta observação ele vai desenvolver as "leis da persistência retiniana" e estabelecer os princípios científicos que estão na base do cinema, como o concebemos na atualidade. Em 1829 Plateau aperfeiçoa a sua roda dentada e desenha em cada dente um momento diferente ; rodando o disco a velocidade adequada, ele obtém a noção de movimento da imagem. Este aparelho, conhecido cientificamente por "Fenacistoscópio", será aperfeiçoado, em 1831, pelo austríaco Stampler, que lhe irá dar usos industriais. Aos poucos o movimento das figuras, desenhadas nos dentes, torna-se menos sacudido e a relação entre a velocidade do desenho e a "persistência retiniana" aperfeiçoa-se.
O físico belga, Joseph-Antoine Fernand Plateau procede diversas experiências sobre a persistência das imagens na retina, e encara a possibilidade da reconstituição deste movimento pela visão intermitente dos corpos animados. Ele foi o primeiro a medir o tempo da persistência retiniana. Para que uma série de imagens fixas dêem a ilusão de movimento, é necessário que se sucedam à razão de dez por segundo. O belga Plateau se propôs a medir o "apagar as luzes" da visão. Olhava direto ao sol, fechava os olhos e procurava anotar o tempo que a imagem persistia na mente. Teve como resultados problemas na vista e a invenção de um brinquedo ótico de funcionamento simples. Esse físico belga, que pesquisava o olho humano, em 1832, criou um brinquedo para enganar nossa visão, o fenacistoscópio, que foi o primeiro aparelho a produzir a ilusão de movimento num desenho. Plateau inventou o aparelho formado por um disco com várias figuras desenhadas em posições diferentes. Ao girar o disco, elas adquirem movimento. Ou seja, é um disco giratório perfurado de forma eqüidistante e com figuras seqüenciais desenhadas ao redor. Girando-o de frente ao espelho e fixando o olho nas perfurações, as figuras pareciam se movimentar. Plateau colocou dois discos em dois diferentes eixos. Desenhou ao longo da borda de um dos discos um objeto e no outro disco fez orifícios. Quando ambos os discos eram girados na mesma velocidade, quem olhasse, através dos orifícios, tinha a impressão de que os desenhos se moviam. Ele foi o precursor da animação. Por volta de 1860, vamos encontrar vários cientistas a aplicar à fotografia os princípios de Plateau.
O matemático inglês William George Horner (1786-1837) cria o "Zootropo" aparelho que obedece ao mesmo princípio do Fenacistoscópio, que é patenteado em 1834. O "Zootropo" era uma espécie de cilindro que girava de um eixo vertical. Na parte superior do cilindro, foram abertas fendas eqüidistantes e os desenhos eram agrupados em uma fita ( precursora da película cinematográfica ) colocada na parte inferior do cilindro, ficando cada desenho em correspondência com o intervalo de duas fendas consecutivas. Olhando pelos orifícios, podia-se ver a superfície interior do aparelho, onde ficava a tira com as imagens. Ao girar o tambor tem-se a ilusão de movimento do desenho. O tempo de animação limitava-se ainda aos 360º da circunferência. Em 1852 Duboscq lança o "Bioscópio", aparelho que substitui as fendas e desenhos do Zootropo por lentes e fotografias. Apesar deste aparelho já apresentar seqüências fotográficas animadas, estas não eram feitas em "live-action" e sim através de poses fixas. Em 1870, Henry Renno Neyl, apresenta pela primeira vez um espetáculo de "fotografia animada", utilizando uma "lanterna Mágica" de Kircher, com um disco de 18 aberturas.
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