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ORIGEM DO CINEMA - INVENTOS E INVENTORES - Parte III Durante o século XVIII, muitas pessoas experimentaram fazer aparelhos que fizessem um desenho apresentar movimento. No decorrer deste século, surgiram diversos aparelhos que trabalhavam com projeções de imagens. Estes aparelhos apresentavam-se como uma nova forma de entretenimento, auxiliando na concepção do cinema como forma de espetáculo. No final deste mesmo século, inventores da França, Inglaterra e Estados Unidos tentaram descobrir maneiras de fazer e projetar filmes; depois de vários fracassos, o sucesso veio para vários deles, quase ao mesmo tempo.
Avançando pelo
século XVIII, o cinema tem no Século das Luzes um grande impulsionador. O
princípio da liberdade religiosa foi fator decisivo para os progressos
econômico e científico. O livre arbítrio concedia uma maior autonomia
intelectual e propiciava o desenvolvimento da ciência e da tecnologia.
Abriu-se portanto, um espaço para os estudos da persistência retiniana e o
desenvolvimento dos aparelhos de percepção ótica. A retina é a membrana mais interna do globo ocular.
Nela encontram-se células nervosas especializadas em captar os estímulos
luminosos. No fundo do olho está o ponto cego, insensível a luz,
porque é o lugar por onde passa o nervo óptico. Esse nervo conduz os
impulsos nervosos para o centro da visão, no cérebro. Este longo caminho começa a revelar-nos o conhecimento científico que irá permitir perpetuar a imagem. Nos finais do século XVIII encontramos o francês Jacques Alexandre Charles a obter as primeiras impressões fotográficas. Atingimos, neste momento, a fase da chamada "sombrologia". Falta-nos contudo algum tempo para que se obtenha a primeira autêntica reprodução fotográfica. E também vamos encontrar o escocês James Watt a tentar imprimir as primeiras fotografias, embebendo papel em nitrato de prata. No processo químico, já haviam conhecimentos desde o século XVII de que certos compostos que continham sais de prata escureciam quando expostos ao sol, apenas não sabiam se essa reação química era causada por calor, ar, ou luz.
Só por volta se 1823, será concretizado este sonho, pela mão de Nicephore Nièpce mas, o tempo necessário para a reprodução fotográfica está, neste momento, situado em cerca de 14 horas. Anos mais tarde, Louis-Jacques Mandé-Daguerre, consegue diminuir o tempo de exposição para cerca de meia hora e inventa os chamados " daguerreotipos " que, aplicados à "lanterna mágica" de Kircher puderam, pela primeira vez, ser projetados. A história registra que o francês Joseph Nicéphore Niepce, em 1827, obteve a primeira fotografia colocando asfalto no fundo da câmara obscura. Em oito horas, uma imagem invertida ficou ali gravada. Louis-Jacques Daguerre, seu sócio, logo substituiu o asfalto por uma placa de iodeto de prata e reduziu o tempo de exposição necessário para o registro da imagem. Mas foi William Talbot, um inglês, quem fixou a imagem em um papel muito fino no lugar da placa metálica, processo de nome calótipo. A fotografia, desenvolvida simultaneamente por Daguerre e Niepce, e as pesquisas de captação e análise do movimento representam um avanço decisivo na direção do cinematógrafo. Assim, algum tempo
antes vamos encontrar a "roda de Faraday" criada por
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