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Nesta entrevista, Doutor Iso Jorge
Teixeira, médico psiquiatra,
livre-docente de Psicopatologia e
Psiquiatria da Faculdade de Ciências
Médicas (FCM) da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (UERJ),
coordenador do Curso de Pós-graduação
Lato Sensu de Psiquiatria, há mais de
10 anos, denominado Curso de
Especialização em Psiquiatria -
FCM-UERJ, nos fala sobre Depressão.
Belvedere
-
1
- O que é a depressão, quais seus
tipos e sua origem?
Dr. Iso Jorge
-
R
- Resumidamente podemos definir a
Depressão como uma síndrome (isto é,
um conjunto de sintomas e sinais que
correm juntos no tempo), que se
caracteriza, principalmente, por
3(três) sintomas: tristeza, inibição psicomotora e lentificação do fluxo do
pensamento. Além destes sintomas,
destacamos a insônia ou hipersonia e a
anedonia, isto é, falta de prazer para
quase todas as atividades da vida.
É importante não se confundir tristeza
normal com depressão.
Nesta, há perda da auto-estima,
naquela não. Em essência, a qualidade
da tristeza do deprimido implica
sempre um desalento, um pessimismo e
uma atrofia do porvir, isto é, há
sempre na depressão uma alteração da
dinâmica do tempo vivido, que não
avança, e, freqüentemente, até
retroage...
Podemos classificar a Depressão,
baseados na Classificação
Internacional de Doenças da
Organização Mundial de Saúde (OMS) nos
seguintes tipos:
a
- Depressão no Transtorno Afetivo
Bipolar (antiga Psicose
Maníaco-depressiva), de origem,
basicamente, genético-constitucional;
b
- Episódio Depressivo (único), podendo ser de origem genética ou
psicológica, isto é, derivada de
traumas psíquicos ou neuroses;
c
- Transtorno Depressivo Recorrente,
com intervalos de normalidade entre as
fases depressivas, também de origem
basicamente genético-constitucional;
d
- Depressão secundária a transtorno
orgânico. Originadas de doenças
orgânicas, como a arteriosclerose
cerebral, sífilis cerebral, tumores
cerebrais, doenças da tireóide,
diabetes, portadores de HIV e doentes
de SIDA, alcoolismo crônico, etc.
e
- Transtornos persistentes do humor (ciclotimia
e distimia). A ciclotimia
caracteriza-se por uma alteração da
personalidade, isto é, a pessoa tem o
modo de ser anômalo, alternando por
breves períodos a alegria e a
depressão leve, mas crônica. E a
distimia seria um transtorno crônico
da personalidade, com um modo de ser
pessimista, muito freqüente em
neuróticos.
Belvedere
-
2
- A história da
depressão no Ocidente passa por fases
bastante distintas; poderia, em
síntese, comentá-las? Como eram
tratados os pacientes, nessas diversas
fases, antes que chegássemos aos
tratamentos atuais?
Dr. Iso Jorge
-
R
- A Depressão, ou
melhor, a Melancolia foi um termo
criado pelo médico grego HIPÓCRATES, o
Pai da Medicina, no século IV a . C.
Para ele, esta doença seria decorrente
do excesso de "fluido" negro no
organismo - a "bílis negra". Segundo
HIPÓCRATES, as saúde seria a
resultante do equilíbrio dos fluidos
(humores) no organismo, na sua célebre
"Teoria dos humores". Assim, o
tratamento proposto para a Melancolia
era, basicamente, a sangria...
A tese hipocrática prevaleceu durante
vários séculos. Somente no século 19
este tipo de concepção foi mudado,
definitivamente, através do psiquiatra
alemão EMIL KRAEPELIN, em que a doença
(Psicose Maníaco-depressiva) foi
descrita em seu curso natural, isto é,
com fases bem marcadas de euforia
(mania) e depressão, com "intervalos
lúcidos" entre ambas as fases. Nesta
época ainda predominava a idéia da
degeneração, iniciada em 1857, que
desembocou mais tarde no conhecimento
da Genética e Bioquímica cerebral.
A partir da década de 1930,
descobriu-se, por acaso, a ação
terapêutica, benéfica, da
eletroconvulsoterapia (ECT). Assim, os
tratamentos pela ECT generalizaram-se
pelos ótimos resultados conseguidos,
pois antes da descoberta da ECT, os
medicamentos utilizados eram
excitantes do sistema nervoso central
, os quais, desinibindo a motórica dos
pacientes, levavam-nos facilmente ao
cometimento de suicídios...
Em meados do século 20, com a
descoberta de substâncias
antidepressivas, e melhor compreensão
da fisiologia cerebral, o conceito de
Depressão ampliou-se muito, a nosso
ver, propiciando a venda cada vez
maior de medicamentos antidepressivos.
Paralelamente, a partir do início do
século 20 houve o desenvolvimento da
Psicanálise e o entendimento maior do
Ser humano, do ponto de vista
filosófico, através da Antropologia
existencial, por isso, a Depressão foi
mais bem compreendida do ponto de
vista psicológico e existencial e,
portanto, iniciou-se o tratamento
psicoterápico nestes pacientes.
Belvedere
-
3
- Como é tratada,
atualmente a depressão?
Dr. Iso Jorge
- R
- O tratamento atual
da Depressão é feito através de
medicamentos denominados
antidepressivos. Há vários tipos de
antidepressivos. Em última análise,
objetiva-se aumentar o nível de aminas
cerebrais nas terminações nervosas
(nas sinapses cerebrais), pois vem
sendo demonstrado, que há uma
funcionalidade menor destas aminas
cerebrais na Depressão, especialmente
da Serotonina e da Noradrenalina.
Atualmente, ainda tem sido aplicada a
eletroconvulsoterapia para os casos
graves de Depressão, com resultados
muito bons.
Já o Lítio, uma substância considerada
moduladora do humor deve ser utilizado
preventivamente em pessoas que tiveram
Depressão, no Transtorno Afetivo
Bipolar, embora o Lítio seja
predominantemente mais útil nos casos
de mania (euforia).
Belvedere
-
4
- Como são tratados,
atualmente, os pacientes que sofrem de
depressão?
Dr. Iso Jorge
-
R
- Bem, essa
distinção da nossa amiga
entrevistadora, parece-me importante.
Uma coisa é tratar a depressão, outra
é tratar o deprimido. Sendo o homem um
todo bio-psico-sócio-cultural e
espiritual, o tratamento do deprimido
não deve se ater, somente, ao aspecto
biológico da Depressão... É preciso
que, aliado ao tratamento
medicamentoso, que se faça uma
psicoterapia no paciente deprimido,
buscando que ele assuma projetos
futuros, pois, como o dissemos, há no
deprimido uma atrofia do porvir.
Além disso, as interações
sócio-familiares devem ser abordadas
para que seja observada a eventual
valência patogênica, maior ou menor,
do meio e para que o familiar saiba
como lidar melhor com o deprimido, por
exemplo, que não o julgue um
"preguiçoso", ou "vagabundo", como
muitos já se referiram assim a estes
pacientes.
Belvedere
-
5
- Que danos ao organismo
pode causar a depressão não tratada?
Dr. Iso Jorge
-
R
- A Depressão, em
si, não é danosa para o organismo,
mas, se não for tratada
convenientemente ela acarretará,
certamente, complicações orgânicas;
pois, o paciente apresentando aquela
tríade de sintomas, que destacamos no
início desta entrevista, poderá não se
alimentar por inapetência e,
conseqüentemente, alterar-se a
Fisiologia orgânica em geral.
Além disso, a insônia, sintoma muito
comum, também acarretará complicações
orgânicas.
A inibição psicomotora do deprimido
leva-o a descuidar-se do seu corpo, da
sua higiene pessoal, o que poderia
conduzir a infecções bacterianas, etc.
e até com risco de vida.
Belvedere
-
6
- Qual a relação entre
depressão e suicídio?
Dr. Iso Jorge
-
R
- As estatísticas
não são uniformes, mas há uma nítida
correlação entre Depressão e suicídio.
Estima-se que 10 - 15% dos pacientes
deprimidos tentam contra a própria
vida , há autores que elevam este
percentual para 28-70 %, que me parece
um exagero e uma imprecisão. No
Brasil, não existem estatísticas com
boa metodologia.
O paciente com depressão, não tendo
perspectivas, permanece ruminando o
passado em tudo que ele possui de
ruim, e só vê como "alternativa" para
sua problemática o suicídio, por isso
este é muito comum nos estados
depressivos.
Gostaríamos de ressaltar que nem
sempre quem tenta o suicídio deve ser
considerado "deprimido". Este é um
erro que está se alastrando na
Sociedade, inclusive, colegas
psiquiatras estão sendo envolvidos por
essa errônea concepção, especialmente
pela propaganda da indústria
farmacêutica.
Por exemplo, já recebi inúmeras
propagandas de Laboratórios com
ilustrações de quadros de Vincent VAN
GOGH, afirmando-se que ele teria
sofrido de "depressão"...
Sabemos que VAN GOGH suicidou-se, mas
não aceitamos tal diagnóstico. A
atitude impulsiva ao cortar a própria
orelha, após uma briga com GAUGUIN, as
crises com perda de consciência, além
de outros atos impulsivos em sua
biografia, falam a favor de epilepsia
psicomotora, e não de depressão. A
nosso ver, o suicídio de VAN GOGH foi
um ato impulsivo, e não depressivo.
Belvedere
-
7
- Quando a depressão
pode levar o paciente à internação ?
Dr. Iso Jorge
-
R
- A nosso ver, o
paciente com depressão deveria ser
internado quando o seu caso for muito
grave, isto é, quando na sua
sintomatologia incluírem-se sintomas
denominados psicóticos (idéias deliróides de ruína, de culpabilidade,
de negação dos órgãos, etc.), além de
risco iminente de suicídio.
Belvedere
-
8
- Existe no país uma
política de saúde adequada para o
diagnóstico - detecção e tratamento da
depressão?
Dr. Iso Jorge
-
R
- A política de
Saúde em nosso País está quase falida.
Os Hospitais e Ambulatórios de
Psiquiatria estão quase totalmente
desaparelhados do ponto de vista
material e de pessoal. A política de desinstitucionalização, aparentemente
buscando a "humanização" do
tratamento, na realidade vem piorando
a situação dos pacientes em geral,
pois o "neoliberalismo" outrora
criticado pelo Partido do Governo, vem
sendo implementado, ao se afirmar que
as famílias que cuidem de seus
doentes, embora se prometa um salário
mínimo para as famílias carentes
manterem seus doentes em casa,
não-internados... Paralelamente,
existem os CAPS (Centros de Atenção
Psico-social), inspirados na chamada
Antipsiquiatria, em que tais Centros
trabalham baseados no sofisma de que a
Sociedade é que seria doente, e o
doente (a quem chamam de "usuário")
seria menos doente do que a Sociedade,
porque se alhearia dela... Foi com
essa falsa Dialética, que o Projeto
Paulo Delgado tornou-se Lei há alguns
anos e nada de produtivo trouxe do
ponto de vista epidemiológico para a
saúde mental das pessoas...
Nos CAPS o que se vê é um descuido,
cada vez mais crescente, pelo
diagnóstico, e há casos em que alguns
psicólogos chegam ao cúmulo de
aconselharem pacientes deprimidos
graves para que abandonem os
medicamentos (dos quais eles
desconhecem o mecanismo de ação), pois
seriam "muito tóxicos", o que me
parece uma irresponsabilidade. A
estes, costumamos denominar,
jocosamente, "pepsicólogos"...
Belvedere
-
9
- A depressão , nos
tempos atuais, ainda é uma doença estigmatizante?
Dr. Iso Jorge
-
R
- Sim, a Depressão
ainda é uma doença estigmatizante...
No passado, houve um excesso de
aplicações da eletroconvulsoterapia e
uma campanha contra tal tipo de
terapêutica.
Conseqüentemente, os doentes que se
submetiam a este tipo de tratamento
foram estigmatizados. Mesmo
atualmente, com a diminuição drástica
da eletroconvulsoterapia, e o simples
uso de drogas psicotrópicas, ainda
conduz à estigmatização dos
deprimidos.
Além disso, há um aspecto subjetivo
das pessoas deprimidas, que usam
antidepressivos e outros psicotrópicos,
que contribuem para a permanência do
caráter estigmatizante não só dos
deprimidos, mas dos doentes mentais em
geral... A este respeito, vamos citar
um pequeno trecho do livro "O Demônio
do Meio-Dia - Uma Anatomia da
Depressão", de ANDREW SOLOMON, onde o
autor relata a sua história pessoal de
vários episódios depressivos. Disse
ele:
"A prescrição constante da medicação é
um lembrete de minha fragilidade e
imperfeição; e sou perfeccionista,
preferiria ter atributos inviolados,
saídos da mão de Deus". (op. cit, Ed.
Objetiva, Rio de Janeiro, 2002, p.
58).
Há empresas que não aceitam pessoas
para o trabalho, se souberem que eles
estejam em uso de medicação
psicotrópica; ou seja, tanto o
paciente, quanto a própria Sociedade
ainda estigmatizam não só o paciente
depressivo, como também os doentes
mentais em geral. Os Hospitais
psiquiátricos ainda são
estigmatizantes, mas a solução não
seria fechá-los, como está sendo
realizado, após a aprovação da "Lei
Paulo Delgado", e sim humanizá-los!...
Tal atitude da antipsiquiatria faz-nos
lembrar aquela piada em que o marido
que tem sido traído no sofá da sua
própria residência e que ao tomar
conhecimento do fato, resolve
solucionar o problema tirando o sofá
da sala...
Belvedere
-10
- Qual o tempo
necessário para que um medicamento
antidepressivo comece a surtir efeito?
Dr. Iso Jorge
- R
- Bem, como o
dissemos, há vários tipos de antidepressores. Os Laboratórios têm
trabalhado para, cada vez mais,
diminuir o tempo de início da ação dos
antidepressivos. Assim, o milnacipram
agiria a partir da 4 ª semana de uso.
A fluoxetina, a paroxetina e
escitalopram a partir da 3 ª semana; a
venlafaxina, na 2 ª semana e a
duloxetina na 1 ª semana....
Quanto mais rápido for o início de
ação do antidepressivo, menor é o
risco de suicídio.
Belvedere
-
11
- Por que ocorre a
depressão pós-parto?
Dr. Iso Jorge
-
R
- O trabalho de parto é um processo
fisiológico no organismo da mulher,
gravidez não é doença; não obstante,
há uma série de modificações
neuro-endócrinas do organismo na
gravidez. Se esta for acompanhada de
muitos traumas psíquicos, conflitos
emocionais e se a mulher tiver uma
predisposição genético-constitucional,
ela poderá apresentar a chamada
"depressão pós-parto"; enfim, no
pós-parto só ocorre depressão se
houver predisposição, psíquica ou
genética.
Belvedere
-12
- As mulheres sofrem mais de depressão
que os homens?
Dr. Iso Jorge
-
R
- Sim, segundo as
estatísticas, concordantes
mundialmente, a mulher sofre mais de
depressão do que o homem, na proporção
de 3 para 1.
Por isto, questionou-se se não haveria
uma alteração específica no(s)
cromossoma(s) X, pois se sabe que o
par de cromossomas feminino é XX, ao
passo que no homem é XY. Depois de
muita pesquisa, a conclusão dos
estudos de marcadores ligados ao
cromossoma X em Transtorno Afetivo é a
seguinte (cf. BELLIVIER F et LEBIYER
M. - Encycl. Méd. Chir., Paris, 1997):
"O conjunto dos dados sugere a
existência de uma heterogeneidade
genética, imputável seja à existência
de diferentes formas da doença
(ligadas ou não aos marcadores do
cromossoma X) e/ou à presença de
vários fatores de suscetibilidade
sobre o cromossoma X".
Belvedere
-13
- Acredita que um dia o
ser humano conseguirá viver sem
depressão, levando-se em conta os
avanços tecnológicos?
Dr. Iso Jorge
- R
- O avanço
tecnológico poderá conseguir, sim,
debelar a depressão e até preveni-la;
mas, só cessarão de existir os
deprimidos, quando a humanidade
estiver regenerada, isto é, quando os
seres humanos respeitarem-se
mutuamente e não houver mais traumas
psíquicos. Seria esta uma utopia
nossa? Que seja! Como disse o escritor
irlandês e teatrólogo BERNARD SHAW:
"Alguns homens vêem as coisas como
são, e dizem 'por que'? Eu sonho com
as coisas que nunca foram e digo 'por
que não'?".
Belvedere
-
14
- Deixe uma mensagem aos
leitores, com enfoque no tema da
entrevista.
Dr. Iso Jorge
-
R
- A Depressão é um
Transtorno do Humor de difícil
tratamento, especialmente quando ele é
recorrente, recidivante, e possui
caráter genético-constitucional. A
lentidão psicomotora do deprimido não
deve ser confundida com "preguiça",
"vagabundagem", etc...; a Depressão é
uma Doença do Ânimo, que pode conduzir
a um fim trágico, inexorável e
indesejável.
A idéia de suicídio deve ser tratada
imediatamente, pois o livre-arbítrio
da pessoa deprimida está comprometido,
não há liberdade neste ato do
deprimido. O suicídio não é solução, e
sim um grave problema, segundo todos
os segmentos religiosos e mesmo para
aqueles que não são adeptos de nenhuma
religião...
Todos nós devemos nos comprometer com
projetos futuros, autênticos, e, como
dizia o poeta RILKE, devemos "caminhar
para a morte com os lábios sorrindo",
ou seja, a morte (deixar de Ser) não
deve ser encarada com uma fatalidade e
sim como possibilidade,
especificamente humana, em sua
transcendência; assim, ela não deve
ser temida nem desejada, porque em
ambos os casos seria viver na
inautenticidade, de forma doentia.
Finalmente, gostaríamos de agradecer à
ilustre escritora e poetisa BELVEDERE
BRUNO pela oportunidade ímpar que nos
concedeu para esta conversa com seus
fiéis leitores sobre assunto tão grave
e atual. A poetisa BELVEDERE BRUNO
revela nas suas perguntas a
versatilidade de uma verdadeira
escritora, numa entrevista sobre
assunto científico, que exige rigor,
precisão; por isso, parafraseando os
antigos navegadores, especificamente
POMPEU, o Grande (ano 70 a.C.), não
bem entendido por muitos, pela
confusão semântica entre precisão e
necessidade, concluiremos assim:
"Tratar a depressão é preciso, mas
tratar o deprimido não é preciso". A
vida é para ser VIVIDA. E em homenagem
à grandeza de alma da nossa
poetisa-entrevistadora BEL, fica aqui
um trecho do grande poeta português
FERNANDO PESSOA, que também deve
servir de estímulo àqueles que sofrem
de Depressão:
"Valeu a pena? Tudo vale a pena.
Se a alma não é pequena.".
(15 de outubro/2005) |