Dra. Elane Tomich

 

 

Você já percebeu como a natureza se apresenta chorosa, o céu com nuvens pesadas e escuras, e logo mais o sol brilha forte, o calor chega, as poças de lama secam e tudo está belo outra vez? Assim também é a vida.

A vida é preciosa demais para não ser vivida em totalidade. E vivê-la em totalidade é produzir coisas positivas, sentir-se feliz e fazer os outros felizes.

É contribuir para o bem estar de alguém. É ser responsável por uma criatura, uma planta, um vaso de flor, um animal, uma tarefa qualquer...

DEPRESSÃO é um termo amplo demais para, que o simples fato de pronunciá-lo signifique uma patologia.

A depressão esporádica e leve, uma vez ou outra, pode até ser um fator de reflexão e preparação para mudança de valores e melhoria de estilo de vida.

A depressão excessiva e constante é um mal dos tempos atuais e seus sintomas que são muitos, podem aparecer devido a fatores internos (histórico familiar, doenças, crises de crescimento e amadurecimento) e a fatores externos (perdas afetivas e materiais).

Antes de falarmos de depressão, falaremos de stress excessivo e das pressões que este provoca sobre o organismo físico, psíquico e espiritual do indivíduo.

O stress excessivo, desequilíbrio da energia que move os seres vivos é um dos grandes desencadeadores da depressão. Este tipo de stress é a constante sensação de peso e opressão, que supera nossas forças e mina nossa capacidade de reação para se viver um dia a dia saudável.

Há uma grande diferença entre o stress e o stress excessivo. Certa quantidade de stress é de boa para a nossa vida. Ela é fundamental para que nos tornemos realmente as pessoas ativas e criativas que desejamos ser. Pessoas capazes de encarar os desafios e suportar as pressões do dia-a-dia. A medida certa de stress ajuda-nos a pensar com a própria cabeça, a ter idéias inovadoras, a enfrentar apropriadamente as situações de emergência.

O stress excessivo, no entanto, é bem diferente. Ele é o inimigo a combater, especialmente quando ocorre por um tempo prolongado. Ele suga nossa energia, nos esvazia emocionalmente, dos deixa vulneráveis a todo tipo de problemas de saúde, físicos e psicológicos.

Para conquistar o melhor equilíbrio para sua vida, você deve aprender algumas coisas importantes segundo Markam:

a) Como reconhecer que está sofrendo de stress excessivo;

b) Como aplicar técnicas de alívio para enfrentar a situação estressante que estiver ocorrendo;

c) Como identificar os fatores que estressam você especificamente, e como estar preparada de modo que eles não tenham seu efeito corriqueiro;

d) Como lidar com situações de stress que não possam ser evitadas;

e) Como se recuperar dos efeitos do stress excessivo e como os controlar no futuro; onde encontrar ajuda externa, caso precise.

O QUE É STRESS?

Vamos dar uma olhada no que acontece com seu corpo quando você esta numa situação altamente estressante. Veja:

a) A necessidade de oxigênio aumenta;

b) A pulsação acelera;

c) A musculatura fica tensa e você começa a suar;

d) A pressão sangüínea sobe;

e) Uma quantidade extra de adrenalina é produzida.

Para as mulheres em particular: essas alterações acontecem tanto nos homens quanto nas mulheres, mas têm um efeito particular nas mulheres.

Quanto mais adrenalina é produzida em seu corpo, menos os hormônios femininos são produzidos. Basta observar o terrível ciclo que tantas mulheres enfrentam, um pouco antes ou no início da menstruação, para perceber os efeitos desse fenômeno.

Causa bastante tensão saber que "aquela época do mês" está chegando e, com ela, todo os seus respectivos desconfortos.

A tensão (stress) causa uma produção excessiva de adrenalina; finalmente, a adrenalina extra reduz a produção dos hormônios femininos. Isso tudo faz que o período menstrual seja ainda mais difícil de suportar, tanto no aspecto físico quanto no emocional. E o que é pior, esse sofrimento causará ainda mais tensão no mês seguinte.

Continuaremos depois.

Se quiserem enviem perguntas para: elanetomich@oi.com.br

Baseado nos textos sobre depressão da Dra. Ursula Markham e nas observações clínicas que faço.

 

 
Música: End of Time
 
 


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