- Desgaste do uso de um termo, em uma realidade a ser considerada -
Dra. Elane Tomich

 

 

O problema mais comum na clínica psicológica hoje, é o grande número de pessoas que procuram ajuda para o sofrimento causado pelos sintomas de grande ansiedade: arritmias cardíacas, suores gelados, adormecimento das extremidades, tonturas, insônia, confusão mental, medos aparentemente infundados, compulsões (vícios de qualquer espécie); ou de depressão: perda da vontade, apatia, perda ou oscilações freqüentes de humor, sensação de perigo iminente, dores no peito, falta de ar, etc...

Os sintomas da tão falada síndrome do pânico, da ansiedade e da depressão mesclam-se num mesmo quadro, sendo que a a etiologia (estudo da origem das causas) sempre apontará para um quadro depressivo, que pode ser circunstancial ou crônico, dependendo do que diz a história do sujeito e a análise de seu momento de vida atual.

A origem dos sintomas apontará para tratamentos diferenciados.

Relacionados com stress e pressões excessivas, orgânicas e emocionais,depressão, pânico e ansiedade são fenômenos detectados e nomeados já na mitologia grega.

Por exemplo, pânico vem de Pã, figura monstruosa e cruel que, de tão feio, assustou sua mãe Géia, ao nascer. A verdade é que tais sintomas têm aumentado e hoje é comum termos crianças num grau elevado, fazendo tratamento de stress, fobias e pânico.

Eu, por exemplo, tenho numa clínica de 50 pacientes por mês, em média, 10 crianças entre 09 e 11 anos, de classes sociais variadas, sendo que 08 são do sexo masculino.

Apresentam, junto com os sintomas de medo disfarçado, uma queixa freqüente que sugere impotência e fracasso, ou seja, baixa auto-estima, sendo a escola o grande panorama onde este quadro se desenrola. Talvez hoje, por ser mais comum a ida ao psicoterapeuta, este quadro se evidencie... mas minha experiência clínica me alerta para algo novo que deve ser observado na hora de educarmos, falarmos, exigirmos, dizermos sim e não, estabelecermos valores e limites quando nos dirigimos às nossas crianças.

Sei que se me alongar muito será cansativo.

Fica o alerta; observem se seus filhos, adolescentes ou quase.

Segue-se este roteiro simples, de observação do nível de auto estima:

  1  - Auto-eficiência e auto-respeito;

  2  - Alegria e entusiasmo; curiosidade pelo novo;

  3 - Receptividade ao amor e elogios (saber receber é uma forma tão generosa quanto saber dar e no equilíbrio entre ambas as formas de ser, está a fórmula da sabedoria).

  4  - Autenticidade;

  5  - Capacidade de doar-se... ser solidário;

  6 - Capacidade de elaborar planos ou projetos de vida a médio e longo prazo;

  7 - Centrar-se no presente, observar o seu mundo, buscar soluções para os problemas do dia a dia. Não viver só de sonhos;

  8  - Senso de humor e criatividade;

  9  - Capacidade de fazer e conservar amigos.

10 - Livrar-se do excesso de melindres; pessoas que se magoam à toa e com muita freqüência podem ser apenas "mimadas" mas com um auto conceito baixo;

11 - Saber reivindicar, mas não "rodar a baiana" por qualquer coisa. Firmeza junto com empatia (saber ver, ouvir e considerar os motivos alheios) andam juntos com uma boa auto-estima.

São apenas dicas. O assunto é inesgotável, como inesgotáveis são as possibilidades de expansão dos nossos corações e mentes.

E não se esqueçam: a grande mágica para se educar é o AMOR, ASSIM BEM GRANDE, CHEIO DE BUSCAS, E APRENDIZ

 

 
Música: End of Time
 
 


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