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O problema mais comum na clínica
psicológica hoje, é o grande número de
pessoas que procuram ajuda para o
sofrimento causado pelos sintomas de
grande ansiedade: arritmias cardíacas,
suores gelados, adormecimento das
extremidades, tonturas, insônia,
confusão mental, medos aparentemente
infundados, compulsões (vícios de
qualquer espécie); ou de depressão:
perda da vontade, apatia, perda ou
oscilações freqüentes de humor,
sensação de perigo iminente, dores no
peito, falta de ar, etc...
Os sintomas da tão falada síndrome do
pânico, da ansiedade e da depressão
mesclam-se num mesmo quadro, sendo que
a a etiologia (estudo da origem das
causas) sempre apontará para um quadro
depressivo, que pode ser
circunstancial ou crônico, dependendo
do que diz a história do sujeito e a
análise de seu momento de vida atual.
A origem dos sintomas apontará para
tratamentos diferenciados.
Relacionados com stress e pressões
excessivas, orgânicas e
emocionais,depressão, pânico e
ansiedade são fenômenos detectados e
nomeados já na mitologia grega.
Por exemplo, pânico vem de Pã, figura
monstruosa e cruel que, de tão feio,
assustou sua mãe Géia, ao nascer. A
verdade é que tais sintomas têm
aumentado e hoje é comum termos
crianças num grau elevado, fazendo
tratamento de stress, fobias e pânico.
Eu, por exemplo, tenho numa clínica de
50 pacientes por mês, em média, 10
crianças entre 09 e 11 anos, de
classes sociais variadas, sendo que 08
são do sexo masculino.
Apresentam, junto com os sintomas de
medo disfarçado, uma queixa freqüente
que sugere impotência e fracasso, ou
seja, baixa auto-estima, sendo a
escola o grande panorama onde este
quadro se desenrola. Talvez hoje, por
ser mais comum a ida ao
psicoterapeuta, este quadro se
evidencie... mas minha experiência
clínica me alerta para algo novo que
deve ser observado na hora de
educarmos, falarmos, exigirmos,
dizermos sim e não, estabelecermos
valores e limites quando nos dirigimos
às nossas crianças.
Sei que se me alongar muito será
cansativo.
Fica o alerta; observem se seus
filhos, adolescentes ou quase.
Segue-se este roteiro simples, de
observação do nível de auto estima:
1
-
Auto-eficiência e auto-respeito;
2
-
Alegria e entusiasmo; curiosidade pelo
novo;
3
- Receptividade ao amor e elogios
(saber receber é uma forma tão
generosa quanto saber dar e no
equilíbrio entre ambas as formas de
ser, está a fórmula da sabedoria).
4
-
Autenticidade;
5
-
Capacidade de doar-se... ser
solidário;
6
- Capacidade de elaborar planos ou
projetos de vida a médio e longo
prazo;
7
- Centrar-se no presente, observar o
seu mundo, buscar soluções para os
problemas do dia a dia. Não viver só
de sonhos;
8
- Senso de humor e criatividade;
9
- Capacidade de fazer e conservar
amigos.
10
- Livrar-se do excesso de melindres;
pessoas que se magoam à toa e com
muita freqüência podem ser apenas
"mimadas" mas com um auto conceito
baixo;
11
- Saber reivindicar, mas não "rodar a
baiana" por qualquer coisa. Firmeza
junto com empatia (saber ver, ouvir e
considerar os motivos alheios) andam
juntos com uma boa auto-estima.
São apenas dicas. O assunto é
inesgotável, como inesgotáveis são as
possibilidades de expansão dos nossos
corações e mentes.
E não se esqueçam: a grande mágica
para se educar é o AMOR, ASSIM BEM
GRANDE, CHEIO DE BUSCAS, E APRENDIZ |