|
São Paulo
Quem não cresceu a ouvir
Sobre um distante lugar
Onde arranha-céus havia
Que o céu queria alcançar?
E pra lá, em caminhão,
Desciam os nordestinos
Que deixavam o sertão
Com mulher, mala e meninos...
Mais tarde, mano Caetano,
Com seu jeito de menino
Fez do seu poema “Sampa”
Mais que música, um hino.
Mesmo quem não te conhece
Tem muito que se orgulhar
E os que ti viram, não esquece,
Tua grandeza sem mar...
Parabéns, grande São Paulo!
De gente brava e altaneira
No teu solo se fundiu
Nova raça brasileira
Eliza Teixeira de Andrade

|