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Paulicéia
lisieux
Frio terrível lá fora,
frio aqui, dentro de mim...
Neblina no Taboão
neblina no olhar de breu,
ferida no coração
ser errante, que sou eu...
E em meio às avenidas,
desta louca paulicéia,
tua imagem me acompanha...
No meio dos edifícios
eu me dou, em sacrifício,
sobe aos céus, a minha queixa...
Eu me escôo nas sarjetas
e me troco por trocados
para me aquecer do frio...
E me perco, em desvario,
pra me esquecer dos teus olhos
marejados de garoa,
que me piscam, dos letreiros...
Sigo na Paulista, à toa
- olhos também transbordantes -
pensamentos delirantes,
largados, esvoaçantes,
sedentos de liberdade...
prisioneiros da saudade,
esquinas desta cidade...

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