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Na visão poética de minhas retinas, a
vida tem as cores do Azul e do Rosa.
Mas quando olhamos para o sol e seus raios
luminosos, reluz natureza, a vida se torna
Amarela, cheia de brilho e esplendor, fios
dourados benevolentes de energia.
Quando olhamos para o chão e sentimos as
gramíneas brotarem do solo fértil
anunciando esperança, a vida é Verde,
tapete de sonhos a nos dizer - siga.
Quando as crianças brincam na inocência da
idade em ludicidade e liberdade, a vida é
Branca, reinante de paz e alegria -
trenzinho de felicidade.
Quando a inquietação, permeia
coraçõezinhos adolescentes, a vida é um
degradê de Alaranjado - experimentar as
nuances, faz sentido - dá vigor aos
desafios de não se conter.
Quando a solidão faz "aconchego" na boca
do estômago prenunciando azia, a vida é
Marrom, plena de melancolia. Dorzinha
doída, que dói, dói, dói, machucando o
Verde.
Quando à noite, a lua aparece e os
enamorados se entrelaçam em paixão
desenfreada, a vida é Vermelha em estágio
de imaginação e fulgor. O coração
bate-bate, saltitante de entregas e
fantasias.
Quando alguém do outro lado da linha, de
peito aberto diz: "oi amiga, oi amada", a
vida é Maravilha, o coração fica cheio de
júbilo, rimos a toa, bailamos na ilha do
mar sereno.
Quando os sentimentos negativos nos domina
e não encontramos alternativas, a vida é
Cinza, acinzentado desamor, desabrigo de
estrelas.
Quando a escuridão fecha nossos olhos para
sempre e a terra nos consome por inteiro,
a vida é Preta, sem luz, sem brilho, sem
alma e sem nenhuma chance.
Quando o amor acaricia o nosso olhar em
gestos de doce magia, a vida é Dourada,
palpitante e reluzente. Voa-se horizontes
sem fim, flutua-se o colorido das
estações.
E quando paramos para refletir a vida... A
vida é um Arco-íris, todo pintado
pelas cores da nossa escolha e da nossa
imaginação. |