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Observo a verve do
Barros
Os detritos, os nadas, o barro
Imensidão de coisas inúteis
São sinfonias de poesia em suas mãos
Incompreensíveis para tantos
Mas inconfundivelmente
Belas e raras.
Sou poeta de "luas"
As lesmas são libélulas
Os besouros são estrelas
As pedras? Sóis incandescentes
E os nadas, são vertigens de primavera
Nas retinas de minha verve
Barros, o barro em suas mãos
Tem a eloqüência dos versos inusitados
A imensidão de coisas inúteis
Ora, são coisas úteis
Para o levitar
De um poeta
pantaneiro
Observo então meu
poema
E num passe de mágica
Ele sai encharcado de barro
Infiltrando-se em meu sangue
Metamorfose poética.
E o meu céu
transforma-se em "chão"
Chão de barro para o Barros!
Sagramur
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