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APRESENTAÇÃO
Por: Ceres Xisto
Falar, ou melhor,
escrever sobre uma poetisa como Rahna é uma
tarefa não tão fácil, não tão complicada, mas
certamente muito prazerosa.
Tão prazerosa quanto ler as lágrimas, os
sorrisos, as dores, as gotas de sangue, os
capítulos, enfim, de um livro imenso de poemas
que jorram da alma desta singular poetisa. Quem
lê os poemas de Rahna é quase sempre
surpreendido com a sutileza com que as palavras
envolvem o leitor em sentimentos densos, em
anseios não realizados, em sonhos, esperanças,
histórias... e muito, muito mais.
Rahna nos envolve com delicadeza neste desfolhar
infindo de facetas que é a alma humana em sua
eterna batalha, arraigada de alegria e tristeza,
entre o nascer e o morrer de cada dia, entre a
aurora e o alvorecer de cada vida.
Com seus versos multicores ela consegue
reproduzir todas essas vidas, que estupefatas
diante de uma folha de papel, ou da tela de um
computador, podem ver sua alma refletida num
punhado de palavras. Palavras, que se tornam
muito mais que palavras. Tornam-se meios de
transporte, são veleiros, são viagens, que levam
mansamente dos nossos olhos atentos até nosso
coração, verdades que nos revelam segredos e às
vezes mesmo, nos fazem lembrar de quem realmente
somos.
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