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SERÁ, MINHA PALAVRA,
POESIA?!...
(Carvalho Branco)
Quedo-me em silêncio, ouço o nada...
mas penso... e, quando penso, falo....
com a mente... idéia dependurada
pela raiz, pelo galho, pelo talo!...
E surge-me uma vontade insana
de escrever meus versos, de dizer poema...
e lá se vão palavras, uma a uma, em caravana...
letra por letra, fonema por fonema...
Nem sei ao certo se o que escrevo é poesia...
se o que me move à escrita é a emoção,
se o que de mim brota é pura fantasia,
simples falar de meu pobre coração...
Dentro de mim, acordes, sinfonia,
sublimes sons que eu mesma orquestro...
Palavras loucas, ouvidos moucos à poesia...
De tais palavras, sou autora e sou maestro!...
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