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A Sorte.
Que há navegante do tempo
Que hoje passa por mim
O tempo passa com o vento
Mostrando hoje o meu fim
Se hoje penso entender
Do tempo da minha sorte
Que no teu tempo não venha
Anunciando outra morte
E tendo a morte no vento
Que há na tua poesia?
Se me arrastei na tua
E a minha por um só dia?
Que há que possa fazer
Recusarei tua sorte?
Não me ensinaste a viver
E vens cobrar-me com morte?
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Adelmario Sampaio
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