Escultora.
Delasnieve Daspet
É tanta solidão que carrego.
É tanta saudade em meu peito.
Minhas noites sem nexo.
Amorfa existência.
Mas na condição humana
Na inspiração que me foi dada
Sou instrumento.
Minha arte é única.
Sofrível,
Dispare,
Inútil,
Escultora que sou
De palavras!
Trabalho pensamentos brutos,
Como pedras não lapidadas,
Inseguros sentimentos,
Tão humanos quanto eu!
Pensamentos de dores,
Minhas, de todos,
De todos os dias,
Esquecidas palavras.
Verbos perdidos na multidão
De sentimentos sem nome!
Esculpindo sonhos,
Lapidando vidas,
Entalhando utopias,
Nas formas brutas d'alma,
Vou distribuindo paixão
Na voz que não quer calar!
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Delasnieve Daspet
15,00 hs de 24 junho de 2001
Campo Grande MS
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