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Não bastasse a fome que
consome, não bastasse a miséria, a ignorância, as peste e a doença, o
homem ainda ousa reinventar a guerra, ousa fazer ameaças, ousa espalhar
desgraças e pavor, falando de Paz ...
A Paz ,que pretende todas as bênçãos, não pode ser concebida entre rajadas
de metralhadoras, entre granadas e explosivos ultra poderosos, não
dilacera corpos, não desperdiça vidas, não quer uma nação de órfãos, não
extermina crianças, não chega sorrateira dentro das noites, não acende os
clarões do despero, não quer que o sol testemunhe a realidade destroçada
pelas mãos do ódio.
A Paz não é preconceituosa. Escuta, reflete, entende, cava túneis e
estabelece pontes, nada que faça é sacrifício, pois tudo é ideal cravado
no fundo do peito, é dever e é direito. Ela abraça, estreita, protege,
repete e se repete incansavelmente, na tentativa de um entendimento que
não afaste o outro, mas que torne o próximo ainda mais próximo...
A Paz não é um monossílabo , mas um conjunto de todas as palavras que
possam expressar o Bem e a União entre os povos, por mais diferentes que
sejamos, pois é sobre a mesma Terra que pisamos, é sob o mesmo céu que nós
estamos, somos da mesma espécie e também somos, todos, habitantes do mesmo
planeta azul.
Não é justo que, em nome da Paz, a juventude não possa florescer, que o
mais forte assombre o pequenino, que obscuros interesses prevaleçam, que
as piores armas estejam no pensamento, gerando atos de violência.
A guerra é a maior das covardias, é o prejuízo da maioria, é um mal sem
medidas.
Assim sendo, não há justificativa para qualquer guerrra, pois nada que nos
faça o mal, pode ser para o nosso bem.
- Que Deus desarme o coração dos homens !
12/02/2003 - 17:11h
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