Matilhas
cerram fileiras I
ordena no trono
o tirano
quero em minha mão
o mundo
chora o homem
no deserto
levem o petróleo
todo
grita lhe de lá o
outro
Quero o mundo,
arrasem tudo!
*
Matilhas cerram
fileiras II
rosnam de cima dos
tronos
de pescoços eriçados
os lobos arreganhados
em matilhas
assanhados
trazem bombas fomes
febres
trazem desgraça nas garras
as patorras bem-tratadas
que nos traçam
as sentenças
de estilhaços
de doenças
*
contra as prepotências
cantemos a paz
poetas!
Maria Petronilho
Lisboa (almada) - Portugal
5 FEVEREIRO DE 2003
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