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Vai minha pombinha, branca como
as nuvens que deslizam no céu, suave como um lírio, delicada como uma
música de ninar...
Desperta nos corações dos soldados, que se preparam para matar, desejos de
perdão, de afeto, de compaixão, de solidariedade.
Lembra para os líderes do mundo o mal que as guerras produzem: as famílias
destruídas, o ódio fermentando novas guerras, o desejo de vingança, as
crianças sem futuro, as esperanças queimadas, o caos, o desânimo, o medo,
a tristeza.
Lembra a todos a suavidade e força das palavras de Cristo: irmãozinhos,
amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
Pousa em cada mente adormecida e lhe traz bons sonhos, de reconciliação
com a natureza, tão tristemente destruída.
Nós não queremos a guerra. Chega de regar o solo abençoado deste planeta
com sangue. Chega de holocaustos, deserdados, órfãos, mutilados, herdeiros
de explosões nucleares, refugiados. O mundo não precisa de soldados cujo
trabalho é destruir a vida.
Precisamos de novos líderes, que pensem em seu povo com amor, que não
fechem as fronteiras dos seus países como se fosses planetas separados dos
demais, que organizem exércitos contra a fome, a miséria, a desagregação
familiar e social, a falta de perspectivas, o desamor.
Chega de estupidez, de acreditar que somos eternos, que a riqueza de uns,
as suas opções de vida, as suas fraquezas, justificam a violência de
outros.
Se um país tem mais poder e dinheiro que os outros, que o utilize para
melhorar a vida de todos. Deus abençoará esse país pela sua capacidade de
expandir amor, de festejar a vida, de multiplicar a alegria. Sua liderança
será reconhecida por todos os países, seu povo será mais feliz porque
receberá dos outros reconhecimento e afeto. Do contrário, agindo como
senhores absolutos da verdade, dominando pela força das armas, receberão
como resposta o ódio dos demais. E todos seremos condenados a sobreviver
numa terra empobrecida, devastada, ou morrer sem ver, sobre a terra, o
sonho da felicidade entre todos os seres vivos.
Não há vitória nas guerras, todos perdemos e pagamos um preço incalculável
para o resto de nossas vidas.
Nesse precioso momento em que o mundo pode mergulhar, mais uma vez, na
estupidez de uma guerra, causando imprevisíveis prejuízos a todos os
países, transformando a maior nação do mundo na mais odiada, castigando,
mais uma vez, a terra e o nosso ânimo de viver com a perversa energia da
destruição, cada um de nós deve empunhar sua bandeira branca, buscar no
mais puro recanto do seu coração os desejos de paz, orar com todas as
forças ao Deus em que acredita. Fazendo uma grande corrente pela paz na
terra com os homens e mulheres de boa vontade. Para os atuais governantes,
pedindo ao nosso Deus que os ajude a criar juízo e assumir as suas
responsabilidades de líderes de pessoas de bem e não de vassalos da
humanidade. Pedindo a todos os deuses que se unam a nós, seus inquietos
filhos, e que se reconciliem nos céus. Se um dia se revelaram a povos
diferentes, supliquemos, que não nos abandonem cada vez que os canhões
ameaçarem destruir as flores e calar as vozes, que se manifestem juntos,
acabando com as diferenças, unindo todos os seres vivos desse planeta num
abraço único.
Que a paz esteja conosco: deuses e humanos, plantas e animais. Que a mãe
terra nos perdoe o milenar desamor e não nos negue os seus frutos. Que não
deixemos, com a nossa indiferença, a vida sobre a terra ser transformada,
apenas e eternamente, numa mera lembrança cósmica. |