SER POETA É...
Sicouza
 



Ser como o sal da terra
Que salga,que salva e conserva;
Ser como a relva que molha
E apaga das flores a sequidão do dia anterior,
Ser como o Sol que seca ardente,
Os excessos da chuva de inverno persistente,
Que faz brotar flores e frutos,
Pra alimentar toda esta gente
Aqui e acolá,nos confins da terra;
Ser como água que brota do chão
E corre formando riachos, regatos
Que matam a sede do seres viventes,
Sem importar-se se fêmeas ou machos;
Somos os espúrios e pobres,
Ditos seres infortunados,
Por trazer no coração e na alma
A chaga que nos faz uma casta
De homens e mulheres apaixonados!
Cheios de amor e paixão pela vida,
Ainda que a dos outros,
Pela natureza,
Ainda que não seja a nossa
E finalmente somos cognominados
De filhos da lua por trazer no nosso íntimo
A luz que clareia,que afaga os sonhos
E os faz perceber que a vida não é
Um mar de amarguras mesmo que o amor
Que se pretendeu nos deixou na rua
E com outro foi viver,
Pois é sofrendo por amor
Que fazemos a vida renascer!

 

Sicouza

 

Edição: Neli Neto
Música: L'Ultimo Romantico - Pino Donaggio (parte)

25.03.06

 
 
 


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