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Que a lâmina da espada
corte e esmague o ser!
Mate este ridículo poeta
que teima em escrever
Trovas sujas de ódio
de dor e de amor
Amor profano da
trigonometria inútil da vida!
Não me chamem de poeta!
Sou um ignorante das letras
Procuro as palavras nas sarjetas
da matemática da vida
Sujo os líricos poemas
com obscenos teoremas
Escrevo versos sem nexos
da nua realidade do dia
Por simples rebeldia
derramo o fel da hipocrisia
sobre o branco do papel!
Faço do céu o inferno
meu próprio céu!
Amasso versos soturnos
manchados de absurdo
e os jogos ao léu!
Rejeito guirlandas e láureos
dos insignes troféus!
Zena Maciel
Edição: Neli Neto
Música: L'Ultimo Romantico - Pino Donaggio (parte)
25.03.06 |