|
A arma do Poeta é a pena
e, seu ideal, a sua inspiração
que brota de sua sensibilidade
vendo a vida como é na realidade,
mas tornando-a menos terrível e amarga
para poder sobreviver sem coação.
O Poeta não é um ser alienado
por fazer dos versos sua arma:
ele clama, conclama, desperta consciências,
mostra erros e só não vê isso quem não quer.
Pretende apenas mostrar que as violências
não levando a nada, tornam os homens apenas
bestas-feras
que se entredevoram pelo poder, pelo dinheiro e o
egoísmo
cobrindo o mundo com um manto negro ou cor de
sangue
quando a natureza mostra que a vida pode ser linda
e rosicler.
O Poeta ao fazer da pena sua mais forte arma,
chora suas dores e, suas lágrimas são pérolas
que guarda no escrínio de sua solidão.
Sua loucura - pois dizem todos ser o Poeta um
louco -
é tentar unir num círculo povos e crenças
é pedir mais paz e menos desavenças,
é fazer do mundo, sim, um campo de batalha,
numa arena única de fé e de esperança,
mas que as armas sejam sempre a pena e o coração.
Leda Galvão
Edição: Neli Neto
Música: L'Ultimo Romantico - Pino Donaggio (parte)
25.03.06 |