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Lá vai o poeta,
divagando em seus delírios,
superando barreiras
vagando pelo espaço,
rompendo fronteiras,
fuga ou destino?
Lá vai como um mago,
desvendando mistérios;
alma, corpo, cérebro,
além de horizontes,
espaço infinito,
poção de magia,
pura alquimia.
Lá vai o poeta,
amores e arroubos,
sorrindo para flores,
chorando mal de amores;
fluindo desejos,
encantos, ensejos.
Lá vai o poeta,
olhar as estrelas,
buscar no mar,
reflexos dourados,
encontros imaginários,
e assim poetar.
Lá vai o poeta
pelo mundo perene,
onde existe tanto mal.
Pega sua pena,
transforma em poesia
a vida peregrina
e torna-se imortal.
Tânia Regina Cardoso
Edição: Neli Neto
Música: L'Ultimo Romantico - Pino Donaggio (parte)
25.03.06 |