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Sou escritora porque
escrevo. Não sei da lida das palavras, em
todos os seus contextos, em todas as suas
expressões.
Eu sei de mim, e esta minha mão, sempre
inquieta sobre o papel. Eu sei de mim, e
de todos os vôos rasantes, que pratico
livremente sobre o meu interior.
Nasci no Rio de Janeiro, capital. Ah! Meu
Rio de Janeiro quanta saudade...
Atualmente, moro em Angra dos Reis,
interior do Estado, um lugarzinho
especial, entre a montanha e o mar, que
quando ainda na estrada, a Baía começa a
aparecer, e mostrar toda a imensidão de um
oceano, dá aquela sensação estranha e ao
mesmo tempo maravilhosa, de parecer que
abriram-se as portas do Paraíso sem
avisar...
Minha natureza é introvertida, tímida em
si mesma, e é no papel com a caneta presa
aos dedos, que minha intimidade aflora,
tão naturalmente também quanto nos
momentos em que silenciosa, esconde-se
neste corpo, hoje meu transporte pelas
estradas do destino.
Muito sensível, crítica e sonhadora,
comecei a escrever, por vocação mesmo já
que meu primeiro poema, saiu do coração
aos nove anos de idade, quando inocente
acreditei ter esbarrado com o amor dentro
de mim.
Minha existência é simples, gosto de
música, de olhar a natureza
displicentemente, de estar próxima aos
meus amigos, e neste aspecto, faço uma
referência particular de que a proximidade
é sempre relativa ao coração, e não, a
nossa condição de localização
geograficamente falando.
A mola mestra que me impulsiona é o
sentimento, especialmente o amor e costumo
dizer: "Quando os homens compreenderem que
somente através do amor, poderão mudar os
rumos da Humanidade, dizer " Eu te amo ",
terá o mesmo poder que despertar todas as
manhãs...
Somente assim, com tudo de simples e
infinito que o amor encerra, conhecerão o
verdadeiro sentido da felicidade, podendo
então partir em direção a todos os seus
sonhos cruzando por todos os céus da
liberdade ..."
Dayse Maria Moraes
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