PEQUENAS INDULGÊNCIAS
Nelson Vieira de Souza

 

Vivemos numa época em que o tempo não pode ser desperdiçado. As informações pululam, contribuindo para o corre-corre diário, e isto faz com que os momentos de lazer, de descontração fiquem escassos, relegados a um porvir. Por vezes inexistindo, absorvidos por responsabilidades do cotidiano (trabalho, estudos e outros afazeres).

E quem não tem vontade de realizar sonhos, de ver concretizado desejos? De uma maneira ou outra, pretendemos, almejamos fazer isso ou aquilo, não é mesmo? De dar o luxo de cometer algumas estripulias, que podemos taxar de "Pequenas Indulgências". É próprio do ser humano. É lógico que nem sempre é possível. Entra aí uma série de variáveis, como: Falta dinheiro, disponibilidade de tempo e etc. e tal.

Então, "Pequenas Indulgências" é se dar o prazer de realizar o quê parece impossível, numa determinada hora, dia, mês e ano, com base em ações planejadas. Ações estas em beneficio próprio ou de terceiros, do tipo: Auto-presentear e/ou dar presentes.

Por exemplo: Quem não gosta de ir a um restaurante e saborear um "prato apetitoso, delicioso"? Dá para ir freqüentemente? Para a maioria, cremos que não. Daí ser necessário programar-se.

Por outro lado, praticar indulgência se nos afigura como algo subjetivo, pois que "o pouco para alguns, é muito para outros e vice-versa". É pensar em algo (objetos, viagens, eventos, degustação e por aí vai...) que você quer, e,  está no alcance de suas posses, mesmo com certa dificuldade, e que cabe tomada de decisão.

E, por convicção, em face de não sermos donos da verdade, entendemos que "Pequenas Indulgências" é praticar ação(ões) com a vontade de satisfazer o "ego".

 


Música:  Valse - Chopin

 

 
 
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