O JOGO, AGORA É OUTRO!
Nelson Vieira de Souza

 

Passadas as "intempéries" alusivas a "Copa do Mundo", com resquícios a abrandar com o passar do tempo, o povo volta-se à realidade no país, onde quem trabalha come e quem não trabalha por opção, também come. Maravilha!

Aproximam-se as eleições, partidos fizeram alianças, coligações ou não. Já decidiram pelos candidatos as eleições majoritárias e proporcionais. A mídia faz as divulgações e coleta dados relativos aos candidatos, para melhor informar os eleitores, fim esclarecê-los, sobre condutas, ou melhor, quem é quem na ordem do dia. Lógico que falamos da mídia que merece crédito, não comprometida com A ou B. A mídia neutra. Será que é utópico? Utopia ou não, a mídia é importantíssima, não coloquemos todos no mesmo saco.

A política toma paulatinamente os espaços antes reservados a participação da hoje falecida, seleção brasileira de futebol, na "Copa do Mundo", depois de realizados os "serviços funerários" com direito a choradeiras, velas e sepultamento. E, começam as discussões, as propagandas, os cabos eleitorais suando as camisetas com imagens dos candidatos em destaque, comícios, entrevistas, panfletagem, não isso não, induz a sujeira e vai até a data permitida.

Os candidatos, fazem atos de comprometimentos, promessas, visitam vários locais, de preferência onde há grande fluxo de pessoas. Distribuem "santinhos", abraços, apertos de mão a rodo. Vão para o corpo-a-corpo, à medida que aproxima a fase derradeira da campanha. Comem, bebem, faz de tudo um pouco na tentativa de granjear simpatia, junto à camada eleitoreira, mesmo a contragosto. O quê os candidatos são capaz? Todo o sacrifício é válido.

O importante é obter informações as mais verídicas possíveis acerca do(s) candidato(s), e não se deixar levar pelas aparências e conversas "bonitas". O bom seria ter conhecimento da vida pregressa do(s) candidato(s), o mínimo necessário para análise. Uma oportunidade de coletar dados referentes ao(s) candidato(s) é durante o período que antecede as eleições, muita coisa vem à tona, é só ficar atento e procurar separar o trigo do joio, para tomada de decisão.

Por isso a tarefa de escolher pessoas que tenham senso público, do bem comum, vontade de servir o próximo, independente de credo e raça é primordial, peneirar é básico. O exercício do voto é fundamental, arma eficiente que o povo tem no regime democrático, e mudar é sempre salutar, caso seja do interesse da maioria.

Então, vamos jogar bem! O resultado dependerá da nossa escolha. Lembrem-se nós é que escolhemos quem irá nos representar, portanto o desempenho dos nossos representantes por delegação significa o controle permanente de suas ações. Nós somos responsáveis por aqueles que conduzimos a ocupar cargos eletivos. Temos que aprender a seguir suas pegadas para ter certeza que estão no caminho certo.

O jogo, agora é outro!

 


Música:  La Donna Imobile - Verdi

 

 
 
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