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A
perplexidade toma conta da população, haja
vista os acontecimentos pululantes no
país, no tocante as ações de violências.
Gente está demais, aonde vamos parar.
Há violências no campo, nas cidades, de
todo tipo inimaginável. Não nos sentimos
mais seguros nem nos nossos lares, uma
calamidade. As famílias ficam angustiadas
diariamente, porquanto seus familiares têm
que sair para trabalhar, estudar e
realizar atividades inerentes a cada um.
Todos ficam apreensivos, no aguardo do
retorno do familiar. Um alívio,
momentâneo, quando chegam sãos e salvos. A
coisa não está para brincadeira.
A violência eclode nas escolas. Gangues as
invadem, alunos desrespeitam os
professores, a ponto de ter casos de
agressões. Brigas internas e nas
proximidades das escolas. Assaltos em
interiores de ônibus e nos pontos, nas
ruas, nos estádios, nos estabelecimentos
comerciais. Muitos dos assaltos acrescidos
de atentados contra as pessoas, causando
ferimentos e óbitos. E agora, bombas
começam explodir.
Nos presídios, verdadeira concentração de
"bombas humanas”, locais em que a
segurança deve ser excelência de
atendimento, com controle enérgico tanto
para os internos, como para terceiros,
observadas as normas existentes,
atualmente deixam a desejar e fica patente
a falência do sistema prisional, vigente
no país. Em decorrência disso, estão aí as
destruições dos presídios, acarretando
prejuízos à sociedade (aí inclusos os
presos).
Políticos envolvem-se em falcatruas,
fraudes e outras ilicitudes. Funcionários
do primeiro, segundo, terceiro e demais
escalões envolvidos no exercício de lesa a
pátria. Comissões Parlamentares de
Inquéritos são instaladas e, pouco ou
quase nada acontece. Acontece
corporativismo e muito. A justiça morosa,
também contribui e a impunidade campeia a
passos largos. E apesar disso, o país
cresce. Imaginem se houvesse mais vontade
e seriedade no trato da coisa pública, por
exemplo, no tripé, educação (para saber
deveres e direitos), saúde e segurança
(para estar sadio e tranqüilo para
produzir), ninguém seguraria o Brasil.
Mas ao contrário, as violências se sucedem
com invasões de propriedades particulares
e próprios nacional, tudo em nome da
democracia. O povo quer trabalho, ele não
quer esmolas. Aliás, esmola (é um
paliativo) origina dependência e fomenta o
vício. As pessoas têm orgulho próprio e
desejam adquirir o que necessitam pelos
seus próprios meios e não o que é imposto.
Uma das saídas é o meio rural. Entretanto,
para isso é necessário uma política que
forneça áreas que estão improdutivas
(casas, escolas e ambulatórios) e as
condições propicias para o preparo da
terra, plantio, colheita, armazenagem,
transporte e venda da produção. Com
certeza as invasões e os conflitos seriam
reduzidos e bens e projetos frutos de
pesquisas levadas a efeito durante anos,
com resultados benéficos em prol da
humanidade não sofreriam danos
irreparáveis.
Os agropecuaristas vivem um dilema
referente à política cambial que afetou os
contratos de vendas da produção e
aquisições de insumos e bens móveis, a
considerar também as intempéries, estão a
exigir dos governos meios e condições para
resolver seus problemas quanto a
pagamentos e recebimentos. Além disso,
pleiteiam, armazéns para estocagem dos
produtos, por melhoria das estradas,
segurança e preços reais. Alegam falência
e para chamar a atenção, interditam
rodovias e realizam manifestações. Gerando
clima de tensão, afinal são eles que
produzem os alimentos.
Enquanto isso as pessoas de bem,
cumpridoras das suas obrigações e cônscios
de sua liberdade, do direito de ir e vir,
estão se sentindo prisioneiras do sistema.
Instalam gradis, cercas elétricas,
alarmes, câmeras, contratam seguranças,
adquirem carros blindados ou mandar
blindar, helicópteros e tudo o mais que
for preciso, de conformidade com as suas
respectivas poses. E como fica quem não
tem meio disponível para minimizar o
problema segurança, que são a maioria.
Infelizmente ficam num beco sem saída,
contando com a fé nos anjos e
principalmente em Deus. Em comum, acabam
se encasulando, presas nas suas próprias
moradias. A prisão tem novo endereço.
A violência está ficando insustentável e
exige ações eficientes, até de forma
exemplar, enquanto ainda cremos haja
tempo. A paciência tem limites, a
população precisa de tranqüilidade. Chega
de estresses. Urge iniciativas
inteligentes de parte das autoridades, que
hoje parecem engessadas, sem forças de
reações, diante das proezas dos
infratores. Esses, a cada dia ganham mais
terreno, para aplicação e ampliação da
violência. Não precisamos de mais leis, e
sim cumpri-las. Seria prudente uma
guinada, no rumo da política do país?
O país mais parece um navio que está a
deriva, em alto mar. Falta pulso firme,
falta atitude. Cuidado, depois vão dizer
que: Nada sabiam. "O pior cego é aquele
que não quer ver”. |