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Diariamente nos deparamos com pessoas no
exercício de atividades, as mais
diferentes e estranhas que se possa
imaginar, com desenvoltura. E nos leva a
pensar o porque das pessoas darem conta do
trabalho, assim naturalmente. Aparenta ser
fácil...
Antes, é sabido que trabalhar é preciso no
sentido de sobrevivência em primeiro
lugar, sim. O povo diz: "O trabalho
enobrece". O trabalho alavanca possibilita
ganho a ser transformado em qualidade de
vida, consumo, lazer, conhecimentos e etc.
e tal. Aparenta ser fácil...
Observa-se, trabalhar naquilo que gosta é
fundamental e o resultado é no mínimo
satisfatório, a maioria fica acima da
expectativa, de bom a ótimo. Os produtos e
serviços realizados pela pessoa focada no
que faz com gosto, automaticamente têm
algo a mais em benefício do consumidor,
seja na forma de elaborar os produtos e
apresentá-los ou no aspecto do
atendimento, expressando alegria
contagiante a cativar a simpatia dos seus
semelhantes, na área do trabalho e externa
dele. E, a pessoa em si, contenta-se em
ver estampado no semblante do próximo, o
desejo de "quero mais". Uma realização sem
preço, íntima. Aparenta ser fácil...
Pessoas, por força das circunstâncias
ficam impedidas de trabalhar, tornam-se
problemáticas, porquanto o trabalho é modo
de terapia. Na labuta, as horas passam,
voam (para os satisfeitos) dá até para
esquecer um pouco das dificuldades, e onde
passam mais horas do dia e conseqüente da
vida. Os fatos são compreensivos e mais,
nos locais de trabalho são criados
vínculos, relações de amizades,
familiares, comerciais, ao longo da
jornada. Vira uma "cachaça". É impossível
alguém esquecer "passagens" pitorescas,
sentimentais (alegres e tristes) onde
trabalhou ou trabalha. É marcante.
Esquecer só em face de motivos condizentes
e/ou subjetivos. Aparenta ser fácil...
Num outro enfoque, o quê conduz pessoas a
irem a hospitais prestar solidariedade aos
enfermos, pessoas que nem conhecem. Deixam
seus afazeres, cidadãos de múltiplas
formações. Lá, levam palavras de conforto,
encorajamento, carinho e chegam a se
transformar em palhaços para alegria das
crianças, adolescentes e adultos/idosos.
São agentes anônimos, desprendidos de
materialidade e praticam atos de
benevolência de fórum íntimo, de dar
"inveja". Aparenta ser fácil...
Ninguém tem condições de tudo fazer e
querer, por mais abastado que for. Para
consecução de suas vontades, sempre
necessitará contar com os préstimos de
outrem. O quê seria se não houvesse, por
exemplo: Os coveiros, coletores de lixo,
carcereiros, camareiras, mordomos,
acompanhantes de idosos, faxineiros,
bombeiros, entre outras atividades, são
inúmeras. Uma calamidade. Aparenta ser
fácil...
De tudo que é prestimoso e aparenta
facilidade na feitura, sempre terá a mão
do homem na frente ou detrás. O valor é
reconhecido no momento da precisão. Uma
mão é capaz de apoiar e também de
empurrar. O que aparenta ser fácil, requer
disciplina, ordenamento e vontade. É o
caso, por exemplo, dos colonos, levantam
cedo e saboreado o "quebra torto" de
imediato vão para a lida: tratar dos
animais, ordenhar, cuidados com a horta,
lavoura e mais isso e aquilo
diuturnamente, entra ano e sai ano.
Aparenta ser fácil...
Os avanços tecnológicos se sucedem a todo
instante, uma realidade. A diminuir o
emprego da mão do homem, em quantidade nas
produções e serviços, a automação está aí.
O homem alijando o homem, em troca de mais
produção em menor tempo, a custo baixo e
maior rentabilidade. Para transpor os
obstáculos urge ao homem adquirir
conhecimentos e manter-se atualizado.
Aparenta ser fácil... |