EM CORES - CHEGA O NATAL!

 

Com guirlandas, árvores, em vermelho, branco e dourado, chega o Natal!

O clima natalino se instala em todas as casas e corações. Basta abrir os olhos e ver vitrines, casas, lojas iluminadas.

Chegou a data que oportuniza ao homem de se confraternizar e de tentar a realização de seus sonhos.

Realização de fantasias?!

A nossa realidade nos confirma que a confraternização esperada não existiu e não existe.

Quantas casas não terão sequer uma luz piscando em suas salas e nem ao menos uma côdea de pão para repartir entre olhinhos famintos?

Sim - olhos famintos de tanta beleza que se mostra nas ruas, nas televisões, nas mídias... quem há de modificar essa verdade?

Quem há de?!

Jesus - nasceu numa manjedoura, entre animais, natureza, noite de luar, ganhou perfumes e incensos - mas a essência da humildade/humanidade do Natal mudou.

Ou mudamos nós?!

Uma vez só por ano - é possível ignorarmos todas as nossas deficiências e imaginar um mundo possível?

Em torno da mesa farta e da mesa que falta nos deixemos sensibilizar e abrir as mãos e os corações e compartilhar.

Tudo é possível - o Ser Humano pode sim, modificar com o conhecimento, humildade, simplicidade e a bondade - a celebração da Vida!

Que as luzes todas as luzes se acendam, que todos os sorrisos retornem, que todos os sons se tornem presentes, que todas as vozes se acariciem, que todas as mãos se unam na Construção de um Mundo de Paz!

Um Natal de muita luz a todos os amigos e seus familiares!



DELASNIEVE Miranda DASPET de Souza (Luna)

www.delasnievedaspet.com.br
www.pantanalms.tur.br
www.lunaeamigos.com.br
http://www.delasnievedaspet.com.br/embaixadora_universal_da_paz.htm
http://www.poetasdelmundo.com/paises.asp?IDPaises=128 [Embajadora Brasil]

RENASCER - É NATAL ?!

No final de dezembro é comum
sentirmos que uma nova fase se inicia.
Comemoramos o renascimento....
Renascimento das esperanças!

E cresce o desejo de que tudo possa ser melhor,
Penso na igualdade, na serenidade, na paz
Que faltam aos nossos semelhantes.

É preciso repartir com todos
Para que todos tenham os mesmos direitos.
Em cada um fazendo a sua parte
Diminuiriam as diferenças sócias.

Muitos não tem acesso a esse brinde que é o viver.
Viver a vida é muito mais do que o existir...
E na diferença - os iguais - se exarcebam!

A vida real e a vida social
Caminham paralelas, infinitas...
Cumpre-nos perguntar:
Estamos cumprindo bem o nosso papel?

O que temos feito para contribuir com meu semelhante?
Que tenho feito pela Paz?
Qual tem sido a minha atitude frente à vida?
Tenho vivido o Natal?

Questões quase sempre sem resposta...
E segue a fome, o frio e a sede,
A ignorância campeia,
E a falta de vergonha - nos cobre!

Renascer - é Natal?!

Delasnieve Daspet



MONÓLOGO DE NATAL
Aldemar Paiva

Não gosto de você Papai Noel. Também não gosto desse seu papel de vender
ilusões à burguesia. Se os garotos humildes da cidade soubessem do seu
ódio à humildade jogavam pedra nessa fantasia.

Você talvez nem se recorde mais. Cresci depressa, me tornei rapaz, sem
esquecer no entanto o que passou. Fiz-lhe um bilhete pedindo um
presente e, a noite inteira, eu esperei contente. Chegou o Sol e você
não chegou.

Dias depois, meu pobre pai cansado, trouxe um trenzinho feio, empoeirado,
que me entregou com certa excitação. Fechou os olhos e balbuciou: "É prá
você, Papai Noel mandou". E se esquivou, contendo a emoção.

Alegre e inocente nesse caso eu pensei que meu bilhete, com atraso,
chegara às suas mãos no fim do mês. Limpei o trem, dei corda, ele
partiu dando muitas voltas.

Meu pai me sorriu e me abraçou pela última vez. O resto só eu pude
compreender quando cresci e comecei a ver todas as coisas com realidade.

Meu pai chegou um dia e disse, a seco: "Onde é que está aquele seu
brinquedo ? Eu vou trocar por outro na cidade".

Dei-lhe o trenzinho quase a soluçar, e como quem não quer abandonar um
mimo que nos deu quem nos quer bem, disse medroso: "O senhor vai trocar
ele ? Eu não quero outro brinquedo, eu quero aquele. E por favor, não vá
levar meu trem".

Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto que eu ainda
creio, tanto e santo, só Jesus chorou. Bateu a porta com muito ruído,
mamãe gritou; ele não deu ouvidos. Saiu correndo e nunca mais voltou.

Você Papai Noel, me transformou num homem que a infância arruinou. Sem
pai e sem brinquedos. Afinal, dos seus presentes não há um que sobre
para a riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com o Natal.

Meu pobre pai doente, mal vestido, para não me ver assim desiludido,
comprou por qualquer preço uma ilusão e, num gesto nobre, humano e
decisivo, foi longe pra trazer-me um lenitivo, roubando o trem do filho
do patrão.

Pensei que viajara, no entanto, depois de grande, minha mãe, em prantos,
contou-me que fôra preso. E como réu, ninguém a absolvê-lo se atrevia.
Foi definhando, até que Deus um dia entrou na cela e o libertou pro céu.




É Natal!
Que o Piazinho
da manjedoura de Belém,
repousado em berço de feno,
faça repouso,
neste Natal em seu coração.
E os anjos do Eterno,
em nome do Pai Eterno
comunguem, no seu lar
e no lar
dos seus amigos e familiares,
a Paz, a Paz, a Paz que desce do Pai Eterno.

João Justiniano da Fonseca



*- NATAL DE PAZ -*

Neste Natal queria apenas sorrisos
Nos rostos cansados, suados, maltratados
Só queria sorrisos nos lábios das crianças
Pobres, maltrapilhas, famintas...
Neste Natal não haveria correrias
Das compras sofridas.
Haveria apenas paz no coração.
Harmonia no abraço dado,
Suavidade no rosto cansado.
Apenas o silêncio do coração, em paz.
Haveria pausa sem corridas,
Para comprar-se tudo e não conseguir-se nada,
Queria um Natal de paz,
Sem estresses das lojas, dos camelôs
Corridos, roubados, levados...
Apenas sorrisos dados!
Abraços fortemente distribuídos

E, apenas a esperança no coração
De um Natal de Paz,
E muito amor fraternal,
Muito carinho distribuído
Neste Natal de paz,
Somente tranqüilos sorrisos,
Nos lábios de todas as pessoas,
Nos rostos dos meninos de rua,
Dos favelados e dos enfermos,
Dos amigos presidiários.
Apenas seria Natal...
Do nascimento do Deus-Menino,
Que veio ao mundo para salvar,
Amar, doar, repartir e auxiliar
E fazer as pessoas felizes,
Na noite de Natal,
Eu queria apenas um Natal de paz,
Na noite do nascimento,
Das esperanças nos corações
De todos nós.
De um Natal, apenas NATAL DE PAZ!

Leinecy Pereira Dorneles
-Rio Grande-RS



É Natal
Os anjos todos saíram em festa
O sol distribuindo sorrisos
Lastros de bonança sem frestas
Emudeceram temor das raízes
Braços abertos ao mundo
Salmos, cânticos, trombetas
Pâmpanos, sedas, azul ao fundo
Fogem em galopes, carrancas, caretas
É o Universo nas mãos devolvendo
Colheita do ano em sabedoria
Há auras de amor envolvendo
Lindas entregas de mercadorias
Damos graças humildemente
Pelas respostas aos pedidos
Curvamo-nos Jesus nesse instante
Louvando seu nome bendito!

Regina Romeiro



POEMA DE NATAL

Resolvi escolher um tema
E escrever um poema
Para ler em um sarau
Mas, tinha de ser
Um poema de natal...

Diante de uma platéia
Atenta e emocionada
Pois se o tema é natal
O coração se enternece
E ninguém jamais se esquece
Que é um tempo de prece
Que é tempo de paz.
A data é tão importante
Chega a ser contagiante
Todos se confraternizam
Esquecem velhos rancores
E se juntam em torno à mesa
Formando uma só família
Em sagrada união.
Não pode haver desavenças
Não pode existir solidão
Não pode existir violência
E nem discriminação.
É preciso esperança
Dentro de cada Ser
Amor em abundância
Sentimento de criança
Inocente coração.

Mas, natal não é só um dia
O ano todo tem de ser
Se não assim não seria
Uma vida de cristão
Partilhar tudo o que tem
Procurar fazer o bem
Matando a fome e a sede
De alimento e de saber
Passando conhecimento
Ensinando o povo a ler
Escolher, compartilhar
Formando uma corrente
De mãos dadas, povo unido
O natal comemorar
No seu único sentido!

Mas...
E o poema de natal que me dispus a fazer?
Deu-me um branco e a memória
Traiu-me sem compaixão
Tentei inventar uma história
Mas, simplesmente baixei meus olhos
E fiz uma oração...

Maria Ivone



Natal com vida, amor,
paz, calor, magia.
Natal com lua e poesia.

Marineide Miranda



É Natal, que a paz venha ao mundo
trazendo um amor puro e profundo
como ensinado pelo Deus-menino
para que sejamos todos abençoados
e em seu nome os bem-aventurados
para seguir a luz do caminho divino

Sueli do Espírito Santo



POLÊMICA

natal para mim
é outro dia somente
em que as pessoas mentem
fingem ter ficado boas
comem exageradamente
e gastam o que não podem

prefiro dias sem lente

tal como o dia dos mortos

Líria Porto



FELIZ NATAL

a cidade enfeitada de luzes
ofusca a estrela de Belém
para que tantas luzes
se uma só é bastante?
uma estrela, um galo,
uma manjedoura, um menino...
aqui começa uma história sem fim
história de reis e sacerdotes,
bandidos e imperadores
pobres pescadores
santas prostitutas,
abnegação e traição,
milhares de capítulos
são escritos a cada ano,
nascimentos e mortes,
mistérios e descobertas,
amor e ódio,
sexo e celibato,
pedidos e doações,
neste roteiro surrealista
renasce a cada ano
a figura do redentor
a nos lembrar,
ao menos no Natal,
que o amor é o caminho
cabe a nós, cristãos,
manter vivo este espírito
por toda a eternidade
geração após geração
cabe a nós humanos
deixarmos hábitos predatórios
preservarmos a natureza
praticarmos a solidariedade
não apenas no dia simbólico
de vinte e cinco de dezembro
mas todos os dias
e aí sim, de consciência limpa
festejarmos o aniversário de Jesus
acendermos todas luzes
badalarmos todos os sinos
fazermos todos os brindes
e, acima de tudo,
honrarmos a memória do Cristo.
quando chegar este dia,
todos nós teremos, de fato,
um Feliz Natal!

Beto Moura



É
Natal
novamente
onde estamos
e onde não estamos
Nas ruas
nas noites enfeitadas
o Natal chega
passo a passo
em cada dia de dezembro
E não há como fugir
já não há onde esconder
o encontro é inevitável
Há que se aproximar então
o coração aberto
o afeto dilatado
Deixar
se desprender de nós
fardos desnecessários
forjados impedimentos
e aceitar
Aceitar esta carga – condição de ser humano
É Natal
Há que se respirar
com novo fôlego
um outro ar
aqui
onde estamos
e onde jamais estaremos
o Natal nos transporta
como um barco incansável
É preciso deixar
esta água
fluir
é preciso aceitar
o mistério das fontes
Não podemos deixar morrer nenhum nascimento

Eunice Arruda



NESTE NATAL

neste Natal, eu quero ser franco,
ainda que nunca seja ele branco,
do coração a tristeza eu arranco
prá ver se de errar eu me manco.
se a Vida é um monte, barranco,
que se sobe com ou sem tranco,
no Amor eu ao Céu me alavanco!

Moacir et Selena



A chama da estrela
acende todas as velas
Hoje é Natal.

Isnelda Weise



NA MINHA ÁRVORE

Vou pendurar lealdade,
e também muita esperança...
laçarotes de igualdade
mansidão e confiança...

Vou enfeitar de amizade
os galhos da arvorezinha;
muitas bolas de bondade
e toda a ternura minha

Vou colocar um presente
para todos os amados:
o meu sorriso inocente,
meus sonhos iluminados.

Não quero um Papai Noel,
benfazejo e sorridente,
tentando trazer do céu
muito amor e paz pra gente,

Mas sim, o Cristo encarnado
que veio ao mundo, inocente,
pra nos salvar do pecado
e pra limpar nossa mente...

E à meia-noite, cansada,
perto do meu pinheirinho
vou quedar-me, ajoelhada,
e orar a Deus bem baixinho.

Vou ficar, por um instante
com os olhos fitos na Cruz...
Porque o aniversariante,
é o meu Salvador, Jesus!

Lisieux



NATAL, festa de um, de muitos amigos,
Que trazem no peito sentido,
O valor da renovação.
São alguns que, longe, distante,
Se fazem presentes, neste instante,
Juntando, par a par, um coração.

O Natal nos traz uma grande certeza...
Que viver com amor alegra a alma e o coração.
É o Senhor quem nos conduz por caminhos de felicidade.

Nesta noite Santa depositamos
Diante de tua presença todos os sonhos
E todas as lágrimas e esperanças.

Mercedes Silva



NATAL

Mas um fim de ano,
Mas um cerimonial
Viva a hipocrisia.
Banalização do amor e da amizade.
É tempo de fazer caridade
De lembrar dos pobres
Dos oprimidos,
Dos maltratados pela vida.
É hora de lembrar de tantos
A quem falta comida...
Mas um fim de ano...
Vou sobreviver
Mas um festival de glutonaria,
Mas um festival de amigos ocultos
E inimigos declarados.
Vou sobreviver
A mais um demonstração
De jogar migalhas aos pobres...
E amenizar a consciência gananciosa,
Que durante o ano inteiro
Explorou e esqueceu o próximo.
É hora de se virarem papais noeis boçais.
Mas para o pobre é melhor que nada...
Nada mais.
Mais um espetáculo de pão e circo...
Esquecemos o porque do natal...
Esquecemos que natal foi a oportunidade
Que Deus nos deu de liberdade
De amor e de fraternidade
Ao mandar seu filho, sob a forma de homem
Socorrer a humanidade.
O presente de Deus foi a primicia
Não foi restos...
Foi o seu filho único...
Que não teve palácio
Para que não valorizássemos casas...
Que não teve berço
Teve uma manjedoura... e o céu por teto.
Estou cansada desde natal comercial
Onde se dão de presente telefones,
Para nunca nos ligarmos,
onde se faz caridade,
pra esquecer o ano inteiro
que oprimimos o nosso irmão...
Natal, quando brincamos de perdão...
onde tanta gente solitária
anda pela rua...
Sem uma companhia...
Natal, dizem festa de família
Da família
Que o ano inteiro esta desagregada...
Bom...
Mas basta um dia...
Um dia de fantasia
Para um ano inteiro de agonia.

Tereza da Praia



FELIZ NATAL!

Eu creio que Papai Noel
É Anjo grande, no Céu...
Que visita as crianças
E renova as esperanças
De um melhor Novo Ano...

Que o Ano Novo seja Bom,
Muito presente, bom-bom
Pra alegrar a criançada
Que faz a sua alvorada...
Pra os adultos, novo plano...

Ver a vida com mais amor
Esquecer a mágoa, a dor,
Que acumulou no passado,
Entrar no Ano Novo preparado
Pra viver melhor, sem vaidade...

Pensar que somos passageiros
Que Deus nos fez Seus companheiros...
Que nesta Festa de Natal
Vejamos a Todos por Igual...
... Esta é a Nossa Oportunidade!...

Ricardo De Benedictis



POR QUE NÃO É SEMPRE NATAL?

Porque ainda vivemos num mundo de desamor
de egoísmo
do não entender aquele que caminha ao nosso lado
que não deixa de ser nosso irmão
pois viemos de uma Unicidade
e para ela caminhamos.
Natal hoje é poder
é ciranda monetária a governar
são ínfimos momentos que a alma
sente a sua essência
mas logo ignora esse lado lindo
que é o teu ser superior e divino
e plasma no material
nessa densa dimensão que ora vivenciamos.
O mundo carece de amor
não de doar a um dia só e alimentar a fome
daquele que mendiga tudo
vive na sombra e nas sarjetas da vida
Não digo que passemos a viver a vida deles
mas que ensinamos a pescar
a buscar o teu alimento
dando condições para que ele seja um cidadão
com os seus direitos e deveres
somente assim a violência ira ser sanada
ódio sendo dissolvido de cada alma
e as crianças teriam uma nova visão do mundo
onde poderiam ser crianças que brincam
e não escravos da máfia poderosa das drogas
e de todo mal que perpetua na humanidade.
Mas onde esta a consciência dos homens
que tem o poder em mãos e nada fazem
para sanar essa injustiça social
para que tudo possa ser mais no compartilhar
no amor incondicional
onde cada um possa mostrar teu potencial de luz
não de trevas matando e dissipando
os inocentes da vida.
Sim.... Todos os dias poderiam ser Natal
com esse sentir e elevar do nosso sentimento
onde cada um dê a mão ao outro
procurando se interagir numa paz e amor.
Porque não entendermos que todos
necessitam de sobreviver com dignidade
serem respeitados como cidadão
como ser humanos que são
e não vermes de uma pseudo sociedade
onde o egoísmo predomina
o desamor impera
cada um olha apenas para teu umbigo
não amplia teu olhar para o universo
que clama pelo amor e paz.
Que cada ser pare pense
que tudo na vida passa que daqui
nada levamos
a não ser o aprendizado
de nos amarmos cada dia mais
para que possamos amar o outro
como a nós mesmos.
Desculpe o desabafo,
mas minh'alma não pode calar
diante tamanha dor
desse mês que se comemora
O Tradicional Natal
o que não deixa de ser uma grande ilusão
de mesas cheias
onde a canção reflete
num mundo de misérias
de crianças morrendo de fome
em todos os sentidos
principalmente do nosso amor
nossa ajuda para que ele
possa ser um homem
não um marginal
com a cabeça a premio
quando completar sua maioridade.

Zelisa Camargo



A FESTA DO NATAL

Natal, um símbolo universal!
Uma festa de luzes coloridas
e de esperançosos rostos que sorriem,
corações que vibram de alegria
com a magia do Papai Noel.

Natal, um momento íntimo com Deus,
Uma festa particular em cada coração,
de paz, de amor e de gratidão.
Um momento sagrado de união!

Tahyane Rangel



NATAL DE LUZ

Natal é nascimento
                de uma nova vida.

Nascer e renascer,
nos corações dos homens.

Na praça da matriz
              crianças, jovens, adultos
esperam aquele doce momento.

Os sinos repicam com harmonia.
Estrela de brilho esplendor,
                  no céu anuncia
a esperança de um novo dia.

Meia noite.

Como num conto de fadas,
Papai Noel em seu trenó,
                 passa veloz, deixando pra trás
um pó mágico, como flocos de neve,
que harmonicamente,

como o Sol
         vai irradiando
amor... paz... harmonia...

É Natal que renasce,
anunciando um
novo amanhecer.
Natal de Luz!

Luiza Helena G.Viglioni Terra



PRESENTEIE-SE

Natal é tempo de pensar em todo mundo. Pensamos nos que são muito importantes ao nosso ser, nos que são menos e até mesmo naqueles que não pensamos muito durante o ano. Não é bom se esquecer de ninguém, mas de ninguém mesmo!

Quando digo isso, me refiro às pessoas que pensam em todo mundo, possuem um elevado grau de altruísmo e se esquecem que para se fazer o bem é necessário se estar bem.

E você? Há quanto tempo não tem pensado em si? Há quanto tempo não se ofereceu uma roupa nova, um perfume novo, não foi ao cabelereiro, não se fez feliz?

Se a resposta é "há muito tempo," saiba que você precisa e deve receber carinho como qualquer outra pessoa e que se você sabe cuidar dos outros deve, no mínimo, aprender a cuidar de si mesmo também.

É preciso pegar as rédeas da vida e direcioná-la! É preciso que você aprenda a se olhar no espelho e se olhar de novo e de novo, até que um brilho de contentamento apareça nos seus olhos.

Tenha em mente que Deus não faz diferença entre as pessoas, Ele nos olha a todos com o mesmo amor.

Se você acha que presente é questão de merecimento, está enganado. Isso é recompensa.

Presentes são coisas que partem do coração para atingirem outro coração, são dons e nada pedem, nada esperam. São amor em formatos e pesos variados.

Aproveite esses últimos dias do ano para pensar em si. Isso não quer dizer se esquecer dos outros, tornar-se egoísta, mas não se esquecer.

Presenteie-se, faça-se bem. Descanse, ofereça-se momentos de serenidade, dê-se oportunidades. Não espere que outros te dêem aquilo que você mesmo pode se oferecer e você nunca ficará decepcionado.

Ame-se e ame! Envolva-se com a capa da ternura!

Se a humanidade é um imenso jardim, você é uma flor entre tantas outras, na mesma medida.

Seja feliz! Sorria mais vezes!

Talvez você não saiba, mas uma pessoa que se perfuma nunca passa despercebida. Perfume-se de felicidade!

Tenha um abençoado Natal!

Letícia Thompson



O FILHO DO CARPINTEIRO

Ao nascer Jesus recebera
três visitantes ilustres
com três presentes reais.
Passaram a ser três a Sagrada Família.

Três vezes o asno participara
de Sua vida: no nascimento,
atravessando um deserto,
entrando na metrópole Jerusalém.

Ensinara aos doutores do templo
durante três dias;
e só fora batizado aos 33: três vezes onze,
ou três duas vezes.

Por três vezes Lhe tentaram,
após o tempo em que,
no deserto,
jejuara em orações.

As bem-aventuranças representam
uma tríplice imagem da trindade.

Ensinara três profissões: Pescador,
Pastor, Semeador.

Através dos fariseus, fica sabendo:
Herodes matá-Lo-ia. Eis as palavras:
“Vai dizer àquela raposa: Expulso demônios
e realizo curas hoje e amanhã”.

Três – João, Pedro, Tiago:
seus amigos mais caros.
Ao monte Tabor, três receberam
três entes divinos.

Comovido, por três vezes vertera
lágrimas. Não mais de três
foram os anúncios
de sua paixão.

Sob o chicote de cordas:
mesas e moedas espalhadas.
Prometera:
“Este é o milagre que farei:

destruam este santuário
(a casa de Deus,
então, transformada em mercado
e em três dias) levantá-Lo-ei”.

Três mortos ressuscitaram.
Pedro O renegara três vezes.
Embora houvesse, por três vezes,
revelado seu amor.

Três admoestações a Pedro
e aos filhos de Zebedeu,
no lugar chamado Getsêmani,
que não entrassem em tentação.

Três vezes voltara a orar
com insistência
ao Pai, o Único
que realiza o impossível.

Durante o julgamento,
três autoridades Lhe interrogaram.
Três vezes Pilatos manifestara
a declaração de sua inocência.

Caíra três vezes no caminho atroz
do conhecido Lugar da Caveira.
Três foram crucificados,
naquele dia da preparação dos judeus.

Três, duas vezes, a idade
na qual expirou,
por volta das três horas
duma tarde de sexta-feira.

Vendido por 30 ciclos.
Ressuscitara ao terceiro dia.
Três anos duraram suas doutrinas.
Três mulheres visitaram-No no sepulcro.

Perto da cruz,
onde O elevaram,
três mulheres tinham ficado em pé.
Após a ressurreição,

por três vezes
o Filho do Homem
manifestou-se aos seus discípulos.
Três a Trindade Santíssima.

Marcello Ricardo Almeida



É NATAL

É Natal.
As pessoas estão mais sensíveis
Paira no ar
Um cheiro de fraternidade.
As pessoas estão mais gentis umas com as outras.
A emoção esta a flor da pele.
Lágrimas brotam nos olhos
Com muita naturalidade.
O natal deveria ser mais vezes
por ano.

Neida Wobeto



Luz na Catedral
Deus menino em manjedoura
Noite de Natal

Terezinha Manczak



NATAL...

nascimento do homem mais Admirável,
de todos os tempos, trouxe consigo,
o alimento gerador da paz, o amor!
Nasceu pobre, mas rico de bondade, distribuindo
amor a todos os homens, mas nem todos
lembram desta dádiva Divina, preferem seguir a
vida, sem preocupar-se com seus semelhantes
Jesus nada pedia e por todos batalhava, sem usar
armas de fogo, apenas, a palavra e o seu exemplo
de vida, para chegar aos corações da humanidade!
Portanto, não só neste Natal, mas todos os dias
deixemos o amor e a solidariedade atingir o coração
do nosso irmão, como um elo de Paz para todo o sempre!

Feliz Natal!

Zilca P. Tricerri



A VIAGEM DE NATAL

Era de manhã. Passava pouco das dez horas. A agitação lá fora se fazia sentir em todas as pessoas que chegavam para a viagem. O trem estava na estação, prestes a partir. E, como toda partida, lançava fumaça de tristeza pelos ares. Fumaça que a todos impregnava. As notícias eram de que o processo tinha chegado ao fim. O juiz sabia que os seus inimigos o denunciaram por inveja. E fizeram a escolha entre um ladrão, acusado de roubo e de homicídio, e Jesus Cristo, para quem não tinham acusações consistentes E o trem partiu pela Via Sacra, saindo da Primeira Estação: Jesus é condenado à morte. Depois de ter sido açoitado, entregam Jesus para que fosse crucificado. “Deus é meu Pai, ainda que me envie sofrimento. Ama-me com ternura, mesmo que me fira. Jesus sofre para cumprir a Vontade do pai”.

Segunda Estação – Jesus carrega a cruz. O povo de Jerusalém e os forasteiros que vieram para comemorar a Páscoa, encheram as ruas da cidade para ver o Rei dos judeus passar. Burburinhos e vozes tumultuadas ecoam pelos ares. “Se alguém quiser vir após mim, tome a sua cruz de cada dia e siga-me”. (Mt XVI, 24). Jesus caminha pela rua. É alvo de zombarias. Logo quem, o Mestre bom, Jesus, que veio ao encontro dos que estavam longe, que passou pelo mundo ensinando, curando e fazendo o bem.

Terceira parada. Terceira Estação. Jesus cai pela primeira vez. O corpo suado e maltratado de Jesus cambaleia ante o peso da enorme cruz. Seus membros estão cheios de chagas. Jesus caminha e vê a multidão acompanhá-lo. O rebanho sem pastor. “Ali estão os que se alimentaram na multiplicação dos pães e dos peixes, os que foram curados de suas doenças, os que ele ensinou, junto do lago e na montanha e nos pórticos do Templo”.

Quarta Estação: Jesus encontra Maria, sua mãe santíssima. “Com imenso amor, Maria olha para Jesus, e Jesus olha para sua Mãe;os olhos de ambos se encontram, e cada coração derrama no outro a sua própria dor”.

Quinta Estação. Simão ajuda Jesus a carregar a cruz. Jesus está cada vez mais cansado e trôpego. E os guardas, com pressa para o desfecho, requisitam Simão, pai de Alexandre e de Rufo, e o forçam a ajudar Jesus. “Às vezes, a Cruz aparece sem a procurarmos: é Cristo que pergunta por nós”.

Sexta Estação. Uma mulher enxuga o rosto de Jesus.”Uma mulher de nome Verônica, abre caminho por entre a multidão, levando um véu branco dobrado, como qual limpa piedosamente o rosto de Jesus”. O rosto do bem-aventurado está agora como que oculto pela dor. Mas a dor é a nossa purificação. E “esse suor e esse sangue que embaçam a esfumam as suas feições, a nossa limpeza”.

Sétima Estação. Jesus cai pela segunda vez. “Jesus desfalece, mas a sua queda nos levanta, a sua morte nos ressuscita”. “Jesus cai peso do madeiro...Nós pela atração das coisas da terra”. É preciso ser simples. Abrir o coração. Ainda podemos continuar avante. Com mais carinho, com mais amor e com mais fortaleza. Refugiar-se na filiação divina. Para que encontremos a verdadeira alegria, o verdadeiro otimismo e a verdadeira felicidade.

Oitava Estação. Jesus consola as filhas de Jerusalém. Jesus , diante das lágrimas de algumas mulheres que não podem conter a sua compaixão, as convida a chorar pelos pecados, que não as causas da Paixão. “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, mas chorai por vós e pelos vossos filhos...Porque, se assim se trata o lenho verde, que se fará com o seco? - (Lc XXIII, 28.31).

Nona Estação. Jesus cai pela terceira vez. Jesus cumpre a vontade do seu Pai. Pobre, descalços e generoso. Entregou tudo a nós. Amou-nos e entregou-se à morte por nós. “Meu Deus! Que eu odeie o pecado e me una a Ti, abraçando-me à Santa Cruz para cumprir por minha vez a tua vontade...”.

Décima Estação. Jesus é despojado de suas vestes. Os verdugos tomaram suas roupas e as dividem entre si. “Desde a planta dos pés até o alto da cabeça, não há nele nada; tudo é uma ferida, inchaços, chagas podres, nem tratadas, nem vendadas, nem suavizadas com óleo”. Choveram sobre Jesus os insultos da plebe enlouquecida, dos soldados, as zombarias os escárnios e as blasfêmias. Jesus permanece em silêncio. Nem uma queixa, nem uma palavra de protesto. Nem mesmo quando lhe arrancam da pele as suas vestes.

Décima primeira Estação. Jesus é pregado na Cruz. Junto dele, dois ladrões. Um à direita e outro à esquerda. E Jesus diz: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. (Lc XXIII, 34).

Décima segunda estação. Jesus morre na Cruz. Jesus Nazareno , Rei dos Judeus. Na parte alta da cruz via-se a frase. Um dos ladrões sai em sua defesa. “Este homem não fez mal a ninguém! E pede a Jesus: “Senhor, lembra-te de mim quando estiveres no teu reino”. “Em verdade te digo que hoje mesmo estará comigo no Paraíso”, responde Jesus. (Lc, XXIII, 43).

Décima terceira e última estação. Jesus é despregado da Cruz e entregue à sua Mãe. Submersos em dor, Maria e João , por insistência dos judeus, retiram o corpo do Senhor. Depois recebem a autorização para o sepultamento.

“Pontos de meditação: Veio salvar o mundo, e os seus O negaram diante de Pilatos. Ensinou-nos o caminho do bem, e O arrastaram pelo caminho do Calvário. Deu exemplo em tudo, e preferem um ladrão homicida. Nasceu para perdoar, e – sem motivo – O condenam ao suplício. Chegou por sendas da paz, e declararam-Lhe a guerra. Era a luz, e entregaram-nO ao poder das trevas. Trazia amor, e pagam-Lhe com ódio. Veio para ser Rei, e O coroam de espinhos. Fez-se servo para libertar-nos do pecado, e O pregam na Cruz. Tomou carne para nos dar a vida, e nós O recompensamos com a morte. Aqui ficamos. Com nossas reflexões e nossos pensamentos.

“Não valho nada, não posso nada, não tenho nada, não sou nada”.....diante do sofrimento e do amor que Cristo revelou para com a gente.

“Temos de converter em vida nossa a vida e a morte de Cristo. Morrer pela mortificação e pela penitência, para que Cristo viva em nós pelo Amor”.

Boa viagem! Bons Caminhos! Feliz Natal para todos.

Domingos Oliveira Medeiros



AS METAS PARA BOAS FESTAS

É tempo de se fazerem pedidos
Atos de um bem intencionar
Não desejamos ter inimigos
Mas assemelhados em amar

Renascimento dos desejos
Do que teremos que fazer
Nestas datas de festejos
Mostrar o nosso poder

Guiar nossos pensamentos
Sinalizar direção correta
Aos presentes opulentos

Todos reunidos nesta festa
De amores sendo sedentos
Alcançaremos esta meta!

Celito Medeiros



NATAL!

Que as luzes,
As melodias,
Com muitas realizações
Na magia do Natal.
Amizades com altivez,
Espalhando felicidades
Renasça...em busca
Da semente da paz.
Que o brilhantismo
A alegria,
E a expectativa,
Se estendam as crianças.
Abra o seu coração,
Reconhecendo o que recebeu,
Celebrando com...
A bênção do amor...
FELIZ NATAL.

Alba Albarello



É NATAL

De luzes, cores,
ecoar dos sinos reflorindo corações.
Promessas sonhos esperanças . . .
que contagiam a noite tão
esperada com emoção.
Desejos...conquistas...
Num nostálgico tempo.
Onde a magia é esperada!
Na caixinha de presentes.
Mais um ano se passa,
a esperança de um sonho...
de viver, na magia
das quatro estações.
É Natal...

Marinês Bonacina



caminho, penso, sou…
para tentar mudar alguma coisa

o poeta tem um único dever sagrado:
partir
partir em busca de lucidez e de luz
e flores do bem e do mal
e cantigas sem palavras
e anjos sem asas
e

Cristiane Grando
(do livro Caminantes)



E TEMPO DE NATAL!

Solidão é um grito que ecoa inútil na multidão.
Todos passam apressados
sem tempo de olhar para
os lados, e ver o sofrimento do irmão,
que procura um pouco de amor
de carinho e ternura.
È a esperança de um sorriso,de um rosto amigo
na multidão que passa
apressada, e nem vê a
lágrima que rola...
a espada cravada no peito
o correr de abraços abertos para o vazio
em busca do nada.
È a dor que não alivia
o coração dos homens desesperados, desventurados
que deixaram suas família
suas casas, e vieram para a cidade grande em busca
de trabalho.
Mas essa luta danada
sempre termina em nada
e a desesperança toma conta dos que
vivem pelas calçadas mendigando
um cobertor, uma camisa
velha um pedaço de pão.
Vamos festejar o Natal,
nossas casas enfeitadas
arvores cheias de presentes...
Ninguém lembra que ali ao lado
mora um coração solitário
abandonado a própria sorte...nem sabe que é
noite de Natal!
Saiamos do nosso conforto
e vamos procurar agradecer à Deus,
pelo dom de nossas vidas,
atendendo a um apelo desesperado
de um também filho Seu,
nem que seja para lhe dar um abraço cristão.
Mostrar que a solidariedade
ainda vive em nossos corações.

Arneyde T. Marcheschi



PAPAI NOEL EXISTE?


Sim papai Noel existe
E seu viver consiste
Em reviver o Cristo que renasce
No sorriso da criança triste.

Marisa Cajado



Não gosto de datas.
Difícil falar sobre datas..

Natal... Natal
Menino Jesus chegou.

Anna Paes



LATINHA VAZIA

Catava uma latinha,
Daquelas que nós jogamos fora.
Ela nada continha.
A comida que nela havia
Fora consumida numa hora;
Sobre toalhas de renda,
Uma mesa farta,
Com doces, pão em fatias,
Vinho e licor de menta.
Lá fora, ao sol do meio dia,
A criança rota, esfarrapada,
Toda remelenta,
Procura e não acha nada...
Apenas latinhas vazias...
Meu Deus!” Que Natal é este,
Que provê mesas fartas
A uns tantos mortais,
Como prêmio celeste,
Mas vê fechadas as portas,
Em tratamentos desiguais?...
Fazer mais feliz este Natal
É ter as mãos sempre prontas,
Sorriso largo, total
A tantas mãos silenciosas,
A tantos rostos mendicantes
De latinhas de muito amor,
De latinhas tão dadivosas,
De latinhas saciantes,
Livres de toda a dor.
Faça, do seu próprio peito,
Ainda que não sinta vontade,
Um gesto simples de bondade,
Estendendo sua mão, simplesmente,
A todos que não têm jeito.

Adilvo Mazzini



Dos minúsculos aos maiúsculos
Avelãs nozes tâmaras
É noite de Natal no mundo
Ele Nasceu e a Verdade
Reina Absoluta nos ícones
Admirável e grandioso
Amor Imensurável
Cunho de Fraternidade
Imortal é a Lembrança
Eterna se torna a Esperança...
Feliz Natal dos pequenos aos grandes...

Luiza de Marillac Bessa Luna Michel



NATAL

"As raposas têm as suas covas, e as aves do céu os
seus ninhos; porém o Filho do Homem não tem onde
reclinar a cabeça.” (Mateus, cap. 8-20)

Longe do Olimpo, um deus nascia
roxo, a gritar, como os humanos,
um deus sem flâmulas nascia,
para os perdidos e os insanos;

nada tinha do deus heleno
o deus menino sobre o feno,

era um deusinho de brinquedo
no quintal do Império Romano,
era o deus do povo com medo,

um deus sem sorte, palestino,
e sem teto, desde menino.

Alberto da Cunha Melo
Do livro Meditação sob os Lajedos EDUFRN/BAGAÇO - 2002 -
quarto lugar do 1º Prêmio Portugal Telecom de Literatura
Brasileira /2003 - in Dois Caminhos e uma Oração - A Girafa, 2003




UMA NOITE, UMA MANJEDOURA

Foi na pequena vila de Belém
que um milagre aconteceu
Em um estábulo, um rei,
Cristo Jesus, assim nasceu

As palhas foram seu cobertor
a manjedoura foi o seu berço
Bendito fruto do divino amor
de Deus pelos homens em apreço

Não foi saudado com honrarias
pelos nobre ou pelos castelões
Foi dos pastores a primazia
da primeira e terna adoração.

E até hoje nós comemoramos
esse extraordinário advento
e do Cristo nos lembramos
Trazendo-nos à alma alento

Jorge Linhaça



A FEIRA E O MENINO

Nascia a Feira do
Livro de Porto Alegre

Na velha e marítima
Rio Grande de 1737,

Num puxado que
servia de depósito
de pneus usados,
nos fundos da
Padaria Portugal,

Sobre eles ou na calçada,
deitado no banco
ao abrigo do plátano,
ou no colo de sua mãe,
dormia o menino,
sem saber que um dia
na Feira ia estar autografando.

Talvez por isso então
não houvessem presentes de Natal!

Nadir Silveira Dias



FELIZ NATAL...

Nesta noite mágica eu te abençôo
E encurto a distancia que nos separa
Flano a luz da NATAL que percorro
E deito na manjedoura que te ampara...

E te cubro de alôs e versos amenos
Nos afagos do ocaso deste mar sereno
Imerso no atemporal dum luar de alentos
Um Feliz Natal, em Natal o que cremos...

A minha família de luz, desejo o que tenho
Uma alcatifa bordada de bons pensamentos
E brocados azuis, franzes da seara que venho
Transmutando as brumas dissipando lamentos.

Que verta do orbe róridos de alegrias
Tocando as mentes a ternura orvalhada
Dilúculos em pétalas saudáveis nas confrarias
A nós ,Feliz Novo Ano na prece ora versada...

Glorias absorvida, farta de amor em todo lar!
Que não haja catástrofes, eu oro abnegada,
Que na benção dos versos possamos amar
As torrentes que despencam das invernadas.

Receba meu amigo, as flores em braçadas...
Contemples o dito que plasmo nesta alvorada
Prenuncio de cânones e cantatas da passarada
É um brado na lira... Poesias e rajadas.

Ao irmão em cristo, um Feliz Ano Novo!
Minha eterna gratidão do universo trazida
As pelejas e angustias, vivida e superada...
Clamo na fé impressa ao Senhor renovo...

Que o aroma dos jasmins que perfumaram
Meus dias nesse ano que se vai, inebrie o ar,
que o ano que chega, retire as dores se te causaram...