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Os Hebreus
usaram a música para fins guerreiros e religiosos, em festas e
lamentações. A primeira menção de instrumentos musicais encontrá-se na
Gênesis (Capítulo 4, versículo 21):
"Jubal, pai de
todos os tocadores de harpa e flauta".
O Velho
Testamento menciona as trompas que fizeram ruir os muros da cidade de
Jericó: a harpa de David que abrandava o furioso rei Saul. Aliás, foi o
próprio David quem organizou o primeiro corpo oficial de música e cantores
no templo.
Seu filho,
Salomão, compôs o "Cântico dos Cânticos" para um grande conjunto de
harpas, sistros, trompas de prata e massa coral. Menciona-se ainda,
Miriam, empunhando o tambor (tof).
Werner Keller
no seu livro "E a Bíblia tinha razão" diz: "Nenhum povo se dedicou mais à
música do que os habitantes de Canaã.
A Palestina e
a Síria eram famosas por seus músicos, como se verifica em
documentos egípcios e mesopotâmicos.
O instrumento
doméstico é a lira de oito cordas.
Os salmos de
David 6 e 12 são precedidos da indicação:
"Para
acompanhar com os instrumentos de oito cordas".
De Canaã a
lira passou ao Egito e à Grécia.
Canaã era a
fonte inesgotável de músicos. Procuravam-se principalmente orquestras de
mulheres e dançarinas. Não eram raridade artistas com contratos
internacionais".
Quanto aos
instrumentos de percussão, notam-se:
t o f, tambor
alongado; s e l i s e l i m, prato metálico
(timbal).
Instrumentos
de sopro:
s h a l i
l e n e k e b, flautas de 4 a 7 orifícios; h a s o s r a
h, pequena trompeta reta de metal. Servia de alarme e era tocada em
solenidades. K e r e n, trompa em forma de chifre em espiral; c h o f a r,
feito de corno de boi em forma de cachimbo achatado. (este toca-se até
hoje nas sinagogas por ocasião da cerimônia "Rosh-Hashanah" (Ano Novo dos
Israelitas) e "Jom-Kipur", quando os judeus lembram a Deus o sacrifício de
Abraão e pedem perdão pelos seus pecados.
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