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Se eu fosse
criança novamente...
Este foi o mote.
Darmos de novo uma chance ao sonho que
sonhamos.
Reiniciá-lo, lembrando a todos que o que
temos é o agora, e, que não se pode perder
tempo.
Lembrar o que fizemos, o que não fizemos, e,
o que realmente gostaríamos de ter feito.
Passamos os anos esquecendo os anos - e, em
segundos, no apagar da vela - a diferença
entre o que já passou e que passará.
Olho-me como um cartaz.
Passo rápido, muito rápido, todas as
cenas... Dou um feedback.
Começo a reler as histórias que se encontram
debaixo da cortina do esquecimento...
Releio para trás até chegar a idade de
criança.
Gostaria de ter sido como Peter Pan. Não
crescer e ser sábio. Não envelhecer. Não
morrer jamais.
Porque, sim, morremos todos os dias, cada
vela acesa é uma que se apaga. Volto às
primeiras velas...
Na fazenda não tinham velas de aniversário.
Era um dia festivo - mas apenas um dia.
Entendes?
Na cidade, com treze anos, ganhei meu
primeiro bolo e as primeiras velas foram
sopradas.
A maior lembrança foram os poemas que eu já
escrevia...
Existe um poema para as treze velas rosas
que se apagaram...
Voltar a ser criança, quem sabe retornar ao
protetor útero, úmido, quente, seguro?!
Mas isso é ter medo da vida que segue...
inevitável, rumo ao capitulo final.
Como contar esta historia tão nossa?
Pois certas coisas que nos acontecem não tem
razão e toda a razão possível, motivos e
explicações, acontecem apenas, pelo mesmo
motivo que que estamos vivos e que nos
levantamos todos os dias para seguir em
frente.
Mas se eu fosse novamente criança - ao invés
de apenas esperança, gostaria de que elas -
as crianças - fossem olhadas como destino da
Humanidade.
Leiam o que pensam a respeito os escritores
do Luna&Amigos. |