Esta é uma história contada por Carlos Parada,
autor do Guia
Genealógico da Mitologia Grega, Brown
University.
Pigmalião
é o rei de Chipre que se apaixona por
uma estátua de sua
própria criação, e que, ao beijar
a estátua de marfim, pensa que seus beijos
são correspondidos. Ele fala com ela com
palavras de amor e traz-lhe presentes que, ele
pensa, agradam às
garotas, tais como conchas e caramujos,
pequenas aves e flores de todas as cores.
Além disso, ele também
a veste com mantos, coloca
anéis em seus dedos e colares ao redor
do seu pescoço.
E à
noite, Pigmalião põe a estátua
em sua cama, a chama de sua consorte e
coloca-lhe macios travesseiros sob a cabeça.
Assim, quando chega o
tempo do Festival de Afrodite,
Pigmalião acorre a ele e reza à deusa
para ter uma esposa como
a sua donzela de marfim.
Afrodite compreende que ele quer, na realidade,
a sua própria criação e não outra
parecida.
De modo que,
quando Pigmalião retorna
à casa e beija a sua estátua de marfim,
descobre que ela está quente e que está a
beijar carne e não
marfim. Pigmalião
casa-se com aquela que fora estátua e Afrodite,
que lhe dera vida, vem ao casamento.E
ao próprio Pigmalião, ela lhe concede longa
vida.
(o nome
Galatéia foi dado à estátua muito depois)