PÁGINA DE MITOLOGIA

 

Leucotéia e Palêmon



A Fúria Tisífone enlouquece Atamas e Ino

 


"Ino, filha de Cadmo e esposa de Atamas, fugindo de seu furioso marido, com o filhinho Melicertes nos braços, caiu de um rochedo no mar. Os deuses, compadecidos, transformaram-na numa deusa marinha, com o nome de Leucotéia, e ao filho em um deus, com o nome de Palêmon. Ambos tinham o poder de salvar os homens em naufrágios e eram invocados pelos marinheiros. Palêmon geralmente era representado cavalgando um golfinho. Os Jogos Ístmicos eram celebrados em sua honra. Era chamado Portuno pelos romanos, e acreditava-se que governava os portos e as costas.

Milton faz alusão a essas divindades, na última canção do "Comuns":

Atende, ninfa, o ardor que me consome.
Escuta e surge, do Oceano em nome.
Peço-te, ninfa, em nome de Nereu
Taciturno e de Tétis majestosa
E em nome das malícias de Proteu.
De Tritão pela concha sinuosa,
De Glauco pelas suas profecias,
De Leucotéia pelas mãos macias, etc.

Armstrong, o poeta da "Arte de Conservar a Saúde", sob a inspiração de Higéia,deusa da Saúde, assim celebra as náiades:

A caminho da fonte vinde, Náiades!
Donzelas venturosas! Vossas prendas
Exaltar e cantar cumpre-me agora
(Assim Péon ordena, assim ordenam
Da Saúde os princípios poderosos)
Exaltar vossas águas cristalinas,
Ó regatos gentis! Em vosso seio
Vida nova se bebe, quando matam
A sede as mãos em concha e os lábios secos.

Péon (*também chamado Peã*) é um nome pelo qual são chamados tanto Apolo como Esculápio (*seu filho*)."


Thomas Bulfinch em O LIVRO DE OURO DA MITOLOGIA, Ediouro, 2000.

adaptado por

Moacir Índio da Costa Júnior

2003
 

 

 
 
 


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