"Por este nome os latinos chamavam as Musas, mas
incluindo, também,
outras divindades, principalmente ninfas dos
montes.
Egéria era uma delas, e sua fonte e sua gruta
ainda são mostradas até
hoje.
Conta-se que Numa, segundo rei de Roma, era
favorecido por essa ninfa
com encontros secretos, durante os quais ela lhe
dava lições de
sabedoria e direito, que foram concretizadas nas
instituições da jovem
nação.
Depois da morte de Numa, a ninfa definhou de
pesar e transformou-se
numa fonte.
nota: o texto abaixo foi tirado da edição em
inglês e aqui
acrescentado
Byron em "Childe Harold," Canto IV., assim alude
à Egéria e sua gruta:
"Aqui, habitaste tu, neste encantador abrigo,
Egéria! todo o teu celeste peito batendo
Pelos longínquos passos do teu amante mortal;
A meia-noite púrpura acobertava aquele místico
encontro
Com o seu mais estrelado dossel;"
Tennyson, também, em seu "Palácio da Arte",
dá-nos um vislumbre do
amante real
esperando o encontro:
"mantendo uma mão sobre seu ouvido
Para registrar os passos antes de ver
A ninfa do bosque, ficava o rei Toscano a ouvir
da sabedoria e da lei"
Thomas Bulfinch em O LIVRO DE OURO DA MITOLOGIA,
Ediouro, 2000.
adaptado por
Moacir Índio da Costa Júnior
2003