PÁGINA DE MITOLOGIA

MYTHOLOGIA GREGA
OS Deuses Gregos - resumo

 

Thomas Bulfinch, em sua obra O LIVRO DE OURO
DA MITOLOGIA, Ediouro, 2000, faz esta breve
descrição dos deuses olímpicos:


Júpiter (Zeus)

 

"Depois do destronamento de Saturno (Chronos), Júpiter (Zeus) dividiu os domínios paternos com seus irmãos Netuno (Poseidon) e Plutão (Dis). Júpiter ficou com o céu, Netuno, com o oceano, e Plutão com o reino dos mortos. A Terra e o Olimpo eram propriedades comuns. Júpiter tornou-se rei dos deuses e dos homens. Sua arma era o raio e ele usava um escudo chamado Égide, feito por Vulcano. Sua ave favorita era a águia, que carregava os raios.

Juno (Hera) era a esposa de Júpiter e rainha dos deuses. Íris, a deusa do arcoíris, era a servente e mensageira de Juno. O pavão, sua ave favorita.

Vulcano (Hefesto), o artista celestial, era filho de Júpiter e de Juno. Nascera coxo e sua mãe sentiu-se tão aborrecida ao vê-lo que o atirou
para fora do céu. Outra versão diz que Júpiter atirou-o para fora com um ponta-pé, devido à sua participação numa briga do rei do Olimpo com Juno. O defeito físico de Vulcano seria conseqüência dessa queda. Sua queda durou um dia inteiro e o deus coxo acabou caindo na Ilha de Lenos que, desde então, lhe foi consagrada. Milton alude a esse episódio, no Livro I do Paraíso Perdido:

Caiu do amanhecer ao meio-dia,
Do meio-dia até a noite vir.
Um dia inteiro de verão, com o sol,
Posto, do zênite caiu, tal como
Uma estrela cadente, na ilha egéia
De Lenos.

Marte (Ares), deus da guerra, era também filho de Júpiter e Juno.

Febo (Apolo), deus da arte de atirar com o arco, da profecia e da música, era filho de Júpiter e Latona, e irmão de Diana (Ártemis). Era o deus do sol, como sua irmã Diana era a deusa da lua.

Vênus (Afrodite), deusa do amor e da beleza, era filha de Júpiter e Dione, mas outra versão a dá como saída da espuma do mar (* outra versão cita Vênus nascida da espuma do mar quando sobre ele caiu o sangue de Urano). O Zéfiro (*vento oeste*) a levou, sobre as ondas, até a Ilha de Chipre, onde foi recolhida e cuidada pelas Estações, que a levaram, depois, à assembléia dos deuses.Todos ficaram encantados com sua beleza e desejaram-na para esposa. Júpiter deu-a a Vulcano, em gratidão pelo mserviço que ele prestara, forjando os raios. Desse modo,a mais bela das deusas tornou-se esposa do menos favorecido dos deuses. Vênus possuia um cinto bordado, o Cestus, que tinha o poder de inspirar o amor. Suas aves preferidas eram os pombos e os cisnes, e a rosa e o mirto eram as plantas a ela dedicadas.

Cupido (Eros), deus do amor, era filho de Vênus, e seu companheiro constante. Armado com seu arco, desfechava as setas do desejo no coração dos deuses e dos homens. Havia, também, uma divindade chamada Antero, apresentada, às vêzes, como o vingador do amor desdenhado e, outras vezes, como o símbolo do afeto recíproco. Contava-se a seu respeito a seguinte lenda:

Tendo Vênus queixado-se a Têmis de que seu filho Eros continuava sempre criança, foi-lhe explicado que isso se dava porque Cupido vivia solitário. Haveria de crescer, se tivesse um irmão. Antero nasceu pouco depois e, logo em seguida, Eros começou a crescer e a tornar-se robusto.

Minerva (Palas * Atena*), a deusa da sabedoria, era filha de Júpiter, mas não tinha mãe. Saíra da cabeça do rei dos deuses, completamente armada. A coruja era sua ave predileta e a planta a ela dedicada era a oliveira. Byron, em "Childe Harold" refere-se, da seguinte maneira, ao nascimento de Minerva:

Não podem, por acaso, os tiranos
Senão pelos tiranos ser vencidos,
Não pode mais, acaso a Liberdade
Achar na Terra um campeão, um filho,
Como Colúmbia, ao irromper, um dia,
Armada e imaculada como Palas?

Mercúrio (Hermes), filho de Júpiter e Maia, era o deus do comércio, da luta e de outros exercícios ginásticos e até mesmo da ladroeira; em suma, de tudo quanto requeresse destreza e habilidade. Era o mensageiro de Júpiter e trazia asas no chapéu e nas sandálias. Na mão, levava uma haste com duas serpentes, chamada caduceu. Atribuía-se a Mercúrio a invenção da lira. Certo dia, encontrando um casco de tartaruga, fez orifícios nas extremidades opostas do mesmo, introduziu fios de linho através desses orifícios, e o instrumento estava completo. As cordas eram nove, em honra das musas. Mercúrio ofereceu a lira a Apolo, recebendo deste, em troca, o caduceu.

Ceres (Démeter), filha de Saturno e de Réia, tinha uma filha chamada Prosérpina (Perséfone), que se tornou mulher de Plutão e rainha do reino dos mortos. Ceres era a deusa da agricultura.

Baco (Dionísio), deus do vinho, era filho de Júpiter e de Sêmele. Não representava apenas o poder embriagador do vinho, mas também suas influências benéficas e sociais, de maneira que era tido como o promotor da civilização, legislador e amante da paz.

As Musas, filhas de Júpiter e Mnemósine (Memória), eram as deusas do canto e da memória. Em número de nove, tinham as musas a seu encargo, cada uma separadamente, um ramo especial da literatura, da ciência e das artes. Calíope era a musa da poesia épica, Clio, da história, Euterpe, da poesia lírica, Melpômene, da tragédia, Terpsícore, da dança e do canto, Érato, da poesia erótica, Polínia, da poesia sacra, Urânia, da astronomia e Talia, da comédia.

As Três Graças, Eufrosina, Aglaé e Talia, eram as deusas do banquete, da dança, de todas as diversões sociais e das belas-artes. Assim descreve Spenser as atividades das Três Graças:

Ofertam as três ao homem os dons amáveis
Que ornam o corpo e ornamentam a inteligência:
Aspecto sedutor, bela aparência,
Voz de louvor e gestos de amizade.
Em suma, tudo aquilo que, entre os homens,
Se costuma chamar Civilidade.

Também as Parcas (*destinos*) eram três: Cloto, Láquesis e Átropos. Sua ocupação consistia em tecer o fio do destino humano e, com suas tesouras, cortavam-no, quando muito bem entendiam. Eram filhas de Têmis (a Lei), que Júpiter fez sentar em seu próprio trono, para conselhá-lo.

As Erínias, ou Fúrias, eram três deusas que puniam, com tormentos secretos, os crimes daqueles que escapavam ou zombavam da justiça pública. Tinham as cabeças cobertas de serpentes e o aspecto terrível e amedrontador. Conhecidas também como as Eumênides, chamavam se, respectivamente, Alecto, Tisífone e Megera.

Nêmesis era também uma deusa da vingança, que representava a justa ira dos imortais, em particular para com os orgulhosos e insolentes.

Pã, que tinha a Arcádia como morada favorita, era o deus dos rebanhos e dos pastores.

Os Sátiros eram divindades dos bosques e dos campos, imaginados como tendo cabelos cerdosos, pequenos chifres e pés de cabra (*como Pã!*).

Momo era o deus da alegria e Pluto, o deus da riqueza.




[adaptado por MOACIR ÍNDIO DA COSTA JÚNIOR, POA,RS, 18 de junho de 2002]
[PMVIII]

 

              

 
 
 


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