Olimpo: Monte da
Grécia, no maciço de mesmo nome,
próximo ao golfo de Salonica. Segundo a
mitologia,
local do palácio de Zeus e morada da maioria
dos deuses.
Altitude: 2.917m.
"Vencedor de seu
pai, não pode, no entanto, ZEUS
estabelecer sua autoridade sem temíveis lutas.
Primeiramente, foram os Titãs, irmãos de
Chronos,
que se revoltaram ficando, porém, alguns deles
ao
lado de Zeus.
Foi uma luta formidável, da qual saiu Zeus
vencedorgraças à ajuda dos Cíclopes, que ele fez sair
das
profundezas do Tártaro e dos quais recebeu
raios
para esmagar seus inimigos.
Os Titãs vencidos
foram encarcerados no Tártaro,
morada fechada por portas de ferro, donde jamais
poderiam se libertar; o único a não sofrer tal
pena
foi Atlas, filho de Japeto, condenado a um
suplício
especial, o de sustentar o peso da abóbada
celeste.
Zeus, juntamente com
os demais deuses, foi residir noOlimpo, região celeste e luminosa situada sobre
o cume
do maciço que se levanta nos confins da
Tessália com a
Macedônia.
Ali, num ar eternamente sereno e eternamente
risonho,
se levantava o palácio onde viviam os deuses em
contantes
festins, nutrindo-se de ambrosia, que torna
imortal, e
bebendo o néctar em grandes taças de ouro.
A velha Géia (Gaia),
mãe dos Titãs, não se resignava
facilmente com o destino de seus filhos e,
irritada, tentou
novamente a empresa de derrubar de seu trono o
rei
dos imortais, lançando os Gigantes, seus
aspérrimos filhos,
contra a morada dos deuses.
Esses Gigantes, monstros cujo corpo terminava em
uma cauda
coberta de escamas, ganharam, ao sul da
Mecedônia, a
planície de Flegra, onde avulta o número de
vulcões, contando
aproveitar como projéteis os restos de lava.
Para atingir a
elevada cidadela olímpica, os gigantes, com
seus braços
formidáveis, colocaram montanhas sobre
montanhas e se
lançaram ao assalto.
Todos os deuses
participaram da tremenda luta, que terminou
pelo desbaratamento dos Gigantes: o mais
terrível deles, o
formidável ENCELADO, foi soterrado debaixo do
Monte Etna, na
ilha da Sicília, onde até hoje ele se debate
horrivelmente, causando,
cada vez que, num acesso de furor, seus membros
se crispam, os
terremotos e produzindo, com seu hálito, as
erupções vulcânicas.
Então, a incansável Géia, para vingar seus
filhos, concebeu, de
sua união com Erebo, um novo monstro, mais
terrível, ele sozinho,
do que todos os demais juntos: foi TIFÃO, cujos
pés repousavam
sobre a terra, enquanto a cabeça atingia os
astros e em cujo corpo,
coberto de plumas, milhares de víboras se
enlaçavam.
Quando Tifão se dirigiu, a passo de carga, para
o Olimpo, os deuses,
apavorados, fugiram para os confins do Egito e
ali se esconderam,
disfarçados de animais; o grande Zeus, porém,
enfrentou o novo inimigo
e com a sua arma favorita, o raio, o prostrou
fulminado, precipitando-o
no Tártaro.
Atena peleja contra os Gigantes enquanto Nyke
(Vitória) se aproxima. Salvo por três vezes
do ataque de inimigos externos, teve Zeus, uma
única vez, de se defender dos próprios deuses
olímpicos: sua mulher
HERA, irritada pelas suas múltiplas
infidelidades conjugais, tentou
sublevar os deuses. A conspiração, que já
agitava o Olimpo, foi
descoberta por Thétys, esposa de Okeanos. Esta,
fiel a Zeus, trouxe
em seu auxílio o formidável Briareu.
Semelhante reforço assegurou
novamente a vitória de Zeus, que, para castigar
Hera, suspendeu-a,
por uma corrente de ouro, entre o céu e a
terra, com um peso em cadauma das pernas.
O Olimpo voltou, então, à Paz, retomando Zeus
seu poderio desde
então incontestado.
As lutas de Zeus com
os Titãs e os Gigantes, representam, sob a
forma
poética, os grandes cataclismas geológicos que
precederam e produziram
a constituição definitiva da península grega;
a vitória de Zeus significa,
por outro lado, a afirmação das leis morais
sobre as forças brutas e
cegas da natureza.
Alguns mitólogos consideram os Titãs antigas
divindades alvo de cultos
regulares, dos quais foram espoliados pelos
deuses olímpicos.
Vêem por isso, nessa luta, um reflexo de uma
luta histórica entre duas
séries de cultos."
Trecho extraído da
obra de Mario Guedes Naylor, "Pequena
Mythologia"
F. Briguiet e cia. editores, Rio de Janeiro,
1933.
[adaptado por MOACIR
ÍNDIO DA COSTA JÚNIOR, POA,RS, 28 de maio de
2002]
[PMVI]