PÁGINA DE MITOLOGIA



MYTHOLOGIA GREGA

2) - A luta pelo Olimpo

Olimpo: Monte da Grécia, no maciço de mesmo nome,
próximo ao golfo de Salonica. Segundo a mitologia,
local do palácio de Zeus e morada da maioria dos deuses.
Altitude: 2.917m.

 

"Vencedor de seu pai, não pode, no entanto, ZEUS estabelecer sua autoridade sem temíveis lutas. Primeiramente, foram os Titãs, irmãos de Chronos, que se revoltaram ficando, porém, alguns deles ao lado de Zeus. Foi uma luta formidável, da qual saiu Zeus vencedorgraças à ajuda dos Cíclopes, que ele fez sair das profundezas do Tártaro e dos quais recebeu raios para esmagar seus inimigos.

Os Titãs vencidos foram encarcerados no Tártaro, morada fechada por portas de ferro, donde jamais poderiam se libertar; o único a não sofrer tal pena foi Atlas, filho de Japeto, condenado a um suplício especial, o de sustentar o peso da abóbada celeste.

Zeus, juntamente com os demais deuses, foi residir noOlimpo, região celeste e luminosa situada sobre o cume do maciço que se levanta nos confins da Tessália com a Macedônia. Ali, num ar eternamente sereno e eternamente risonho, se levantava o palácio onde viviam os deuses em contantes festins, nutrindo-se de ambrosia, que torna imortal, e bebendo o néctar em grandes taças de ouro.

A velha Géia (Gaia), mãe dos Titãs, não se resignava facilmente com o destino de seus filhos e, irritada, tentou novamente a empresa de derrubar de seu trono o rei dos imortais, lançando os Gigantes, seus aspérrimos filhos, contra a morada dos deuses. Esses Gigantes, monstros cujo corpo terminava em uma cauda coberta de escamas, ganharam, ao sul da Mecedônia, a planície de Flegra, onde avulta o número de vulcões, contando aproveitar como projéteis os restos de lava. Para atingir a elevada cidadela olímpica, os gigantes, com seus braços formidáveis, colocaram montanhas sobre montanhas e se lançaram ao assalto.

Todos os deuses participaram da tremenda luta, que terminou pelo desbaratamento dos Gigantes: o mais terrível deles, o formidável ENCELADO, foi soterrado debaixo do Monte Etna, na ilha da Sicília, onde até hoje ele se debate horrivelmente, causando, cada vez que, num acesso de furor, seus membros se crispam, os terremotos e produzindo, com seu hálito, as erupções vulcânicas. Então, a incansável Géia, para vingar seus filhos, concebeu, de sua união com Erebo, um novo monstro, mais terrível, ele sozinho, do que todos os demais juntos: foi TIFÃO, cujos pés repousavam sobre a terra, enquanto a cabeça atingia os astros e em cujo corpo, coberto de plumas, milhares de víboras se enlaçavam. Quando Tifão se dirigiu, a passo de carga, para o Olimpo, os deuses, apavorados, fugiram para os confins do Egito e ali se esconderam, disfarçados de animais; o grande Zeus, porém, enfrentou o novo inimigo e com a sua arma favorita, o raio, o prostrou fulminado, precipitando-o no Tártaro.


Atena peleja contra os Gigantes enquanto Nyke (Vitória) se aproxima. Salvo por três vezes do ataque de inimigos externos, teve Zeus, uma única vez, de se defender dos próprios deuses olímpicos: sua mulher HERA, irritada pelas suas múltiplas infidelidades conjugais, tentou sublevar os deuses. A conspiração, que já agitava o Olimpo, foi descoberta por Thétys, esposa de Okeanos. Esta, fiel a Zeus, trouxe em seu auxílio o formidável Briareu. Semelhante reforço assegurou novamente a vitória de Zeus, que, para castigar Hera, suspendeu-a, por uma corrente de ouro, entre o céu e a terra, com um peso em cadauma das pernas. O Olimpo voltou, então, à Paz, retomando Zeus seu poderio desde então incontestado.

As lutas de Zeus com os Titãs e os Gigantes, representam, sob a forma poética, os grandes cataclismas geológicos que precederam e produziram a constituição definitiva da península grega; a vitória de Zeus significa, por outro lado, a afirmação das leis morais sobre as forças brutas e cegas da natureza. Alguns mitólogos consideram os Titãs antigas divindades alvo de cultos regulares, dos quais foram espoliados pelos deuses olímpicos. Vêem por isso, nessa luta, um reflexo de uma luta histórica entre duas séries de cultos."

Trecho extraído da obra de Mario Guedes Naylor, "Pequena Mythologia" F. Briguiet e cia. editores, Rio de Janeiro, 1933.




[adaptado por MOACIR ÍNDIO DA COSTA JÚNIOR, POA,RS, 28 de maio de 2002]
[PMVI]

 

              

 
 
 


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