PÁGINA DE MITOLOGIA

MYTHOLOGIA GREGA

1) - As Origens...continuação

Réia (Rhéa) e Chronos

 

"Receioso de ser espoliado do supremo poder por um filho seu, Chronos os ia devorando logo após o seu nascimento. Posteriormente, Rhéa deu à luz ZEUS e HERA. Esta última foi devorada pelo pai, mas Rhéa conseguiu salvar Zeus, apresentando em lugar dele uma pedra que o seu esposo devorou. Levado para a ilha de Creta, ali foi Zeus acalentado pelas ninfas (1) e amamentado com o leite da cabra AMALTÉIA (2). Para distrair e evitar que seus vagidos chegassem aos ouvidos do pai, os sacerdotes de Rhéa, que era objeto de um culto misterioso, executavam em torno do infante suas danças sacras, ritmadas por golpes de lança vibrados nos escudos. O vigor do jovem deus cresceu rapidamente e graças a ele pode Zeus vencer e destronar seu pai, o velho Chronos.

Compelido por Zeus, restituiu Chronos à luz os filhos que havia devorado, e Zeus realizou então com seusirmãos Hades e Poseidon a partilha do mundo, cabendo ao último o domínio das águas e ao primeiro o mundo infernal, enquanto Zeus se reservava o ar e o céu e o governo supremo dos imortais. A alegoria do personagem mitológico de Chronos torna-se transparente, devido à significação de seu nome, que quer dizer o tempo; assim esse deus devorador de seus filhos representa o tempo que, na sua marcha incessante, destrói todas as coisas por ele produzidas. A vitória de Zeus sobre ele indica a imortalidade dos deuses.

Esse mito é de origem indo-européia, conhecido na Grécia pré-histórica e na Ásia Menor.

Rhéa, mulher de Chronos e mãe dos deuses, é muitas vezes confundida e mesmo identificada com a deusa frígia CIBELE, sendo que este último nome era o mais geralmente invocado nas crenças religiosas e nas cerimônias do culto.

Ao nome de Cibele se acha ligada a lenda de Atys, um jovem e belo pastor frígio, por quem a deusa sentia grande paixão, e a quem encarregou de dirigir o seu culto, sob a condição de prestar voto de castidade. Apaixonado pela ninfa Sangaride, violou Atys o seu juramento. Cibele, para o punir, fez perecer a ninfa. Atis, desesperado, se mutilou num acesso de frenesi e estava prestes a por termo à vida, quando Cibele, compadecida, o transformou em pinheiro.

Essa lenda, de caráter etiológico, procura explicar o fatocurioso de serem eunucos os sacerdotes da grande deusa."

Trecho extraído da obra de Mario Guedes Naylor, "Pequena Mythologia" F. Briguiet e cia. editores, Rio de Janeiro, 1933.

nota: Alexandre A. Mattiuzzi, em seu livro MITOLOGIA AO ALCANCE DE TODOS, Nova alexandria, 2000, nos apresenta uma razão para esse tal de destronar o rei dos deuses pelo filho. Eis um trecho:

"Como novo senhor do universo, Cronos (Chronos) iniciou um reinado exageradamente déspota e acabou atraindo para si o desgosto irado da mãe. Amaldiçoando Cronos, Géia previu-lhe o mesmo fim que havia imposto ao pai (*Urano*) dele: no futuro seria derrotado e destronado por um dos seus próprios filhos."


PERFIS

(1) NINFAS -

Fonte de inspiração da arte greco-romana, as ninfas emprestaram suas características a seres mitológicos de culturas posteriores, como elfos, fadas e gnomos. Na mitologia grega, ninfas eram as divindades femininas secundárias associadas à fertilidade e identificadas de acordo com os elementos naturais em que habitavam, cuja fecundidade encarnavam. As oceânides e as nereidas eram ninfas marinhas; as náiades, crenéias, pegéias e limneidas moravam em fontes, rios ou lagos; as hamadríades (ou dríades) eram protetoras das árvores; as napéias, dos vales e selvas; e as oréades, das montanhas. Diferenciavam-se ainda muitos outros grupos. Embora não fossem imortais, as ninfas tinham vida muito longa e não envelheciam. Benfazejas, tudo propiciavam aos homens e à natureza. Tinham ainda o dom de profetizar, curar e nutrir. Em geral, não se destacavam individualmente, embora algumas das mais citadas na literatura apresentassem genealogia definida. As nereidas, por exemplo, eram filhas do deus marinho Nereu e entre elas destacava-se Tétis, mãe do herói Aquiles. As náiades haviam sido geradas pelo deus do rio em que viviam e com elas foram mais tarde identificadas as ninfas da mitologia romana. Um tipo muito especial de ninfas eram as melíades, nascidas do freixo -- árvore que simboliza a durabilidade e firmeza -- que eram belicosas. Belas, graciosas e sempre jovens, as ninfas foram amadas por muitos deuses, como Zeus, Apolo, Dioniso e Hermes. Quando uma ninfa se apaixonava por um mortal, podia tanto raptá-lo, como aconteceu com Hilas; fundir-se com ele, como Salmácis com Hermafrodito; ou se autodestruir, como fez Eco por amor a Narciso.

fonte de consulta:

http://pegue.com/grecia/ninfas.htm

 

(2) Amaltéia

Ninfa, ou mais canonicamente a cabra que amamentou Zeus, este que cresceu sob o Monte Ida. Amaltéia, segundo os mitos mais antigos é a cabra que aleitou Zeus. Outros, no entanto consideram-na como uma Ninfa, que, para esconder o menino de Cronos, o suspendeu a uma árvore para que o pai não o encontrasse, nem no céu, nem na terra, nem no mar. De qualquer forma, Ninfa ou cabra, Amaltéia era de aspecto tão medonho, que os Titãs, temendo-a, pediram à Géia que a escondesse em uma caverna de Creta.

Mais tarde, Amaltéia foi colocada no Zodíaco como Signo de Capricórnio. De um dos seus chifres, foi feita a Cornucópia; símbolo de abundância. Entre os gregos, a cabra simboliza o raio.

A estrela da cabra na constelação do Cocheiro anuncia a tempestade e a chuva, bem como a cabra Amaltéia.

fonte de consulta: http://mitosemagia.vilabol.uol.com.br/Grecia/amalteia.htm

... outra versão

A cabra que amamentou o pequeno Zeus no período em que ficou escondido de Cronos, seu tirânico pai. Em gratidão por ter-lhe salvo a vida, Zeus, ao tornar-se rei dos deuses, colocou-a no céu como a constelação de Capricórnio, e transformou um de seus cornos na Cornucópia ou Corno da Abundância. A cabra simbolicamente pode ser considerada uma representação da mãe, e é interessante se observar, que a casa dez na astrologia, ou seja o setor do mapa natal associada ao signo de Capricórnio, possui uma associação com a mãe, ou com o arquétipo materno sendo ainda que Saturno (Crono) é o planeta que rege o signo de Capricórnio.

fonte de consulta:
http://www.webspace.com.br/meiodoceu/mitologia_deusas_1.html

... outra versão

Décima constelação do Zodíaco, o Capricórnio está ligado a lenda do
deus Pã (ou Pan), descrito como um ser meio homem, meio animal, com torso humano, coberto de pêlos e com cabeça e pés de bode. Habitava os bosques e divertia-se assustando os que passavam com suas bruscas aparições (daí a origem do termo pânico). Júpiter o transformou em constelação por ter ajudado a combater o terrível monstro Tifão. Numa outra versão, o Capricórnio é a cabra Amaltéia, nutriz de Júpiter.

fonte de consulta: 

http://www.zenite.nu/index.htm

 

 

... outra versão (a que eu prefiro!)

A constelação do Cocheiro é representada por um homem que tem na mão direita um chicote, enquanto a mão esquerda sustenta uma cabra em suas costas, Capella (cabrita), a principal estrela dessa constelação. Na mitologia greco-romana, o Cocheiro seria Eritônio, rei de Atenas, o inventor da quadriga, um carro de combate puxado por quatro cavalos. Capella é Amaltéia, a ninfa filha de Melisso, rei de Creta, que cuidou de Júpiter junto aos pastores do monte Ida, quando Cibele o poupou da voracidade de Saturno, alimentando-o com o leite da cabra Aix. Numa outra versão, Amaltéia é a própria cabra que amamentou Júpiter.

fonte de consulta:

 http://www.zenite.nu/index.htm

 

[adaptado por MOACIR ÍNDIO DA COSTA JÚNIOR, POA,RS, 20 de maio de 2002]
[PMV]

 

          

 
 


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