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O turismo, no final
do século XX, aparece em primeiro lugar na
economia mundial, ultrapassando a indústria
armamentista. Esse avanço é conseqüência do
progresso mundial, que foi impulsionado pela
Revolução Industrial que trouxe a diminuição
da carga de trabalho, aumento da
remuneração, férias remuneradas, etc., o que
ocasionou uma melhor qualidade de vida, pois
começou a sobrar tempo e dinheiro para o
lazer, que causou altas taxas de crescimento
tanto em número de turistas como de
dispêndio que realizam nos locais visitados.
O Brasil aparece neste contexto pela grande
variedade de atrativos, principalmente os
culturais e os naturais, o que torna o
ecoturismo muito promissor em termos
financeiros, com investimentos cada vez
maiores em empreendimentos turísticos para
atrair um número grande de turistas, o que
pode levar a um uso inadequado e predatório,
destruindo lugares muito sensíveis ao
contato humano desregrado.
Isso causa preocupação nos meios
governamentais e não-governamentais, pois
dentro Programa de Ecoturismo da Embratur é
necessário o incentivo a conservação do meio
ambiente e a conscientização das pessoas
envolvidas nesta atividade, para manter esse
patamar de crescimento e promover o turismo
de forma efetiva e com qualidade. É preciso,
principalmente, o estímulo à capacitação de
recursos humanos para o ecoturismo e seu
aproveitamento para a educação ambiental,
este último legitimado por meio da Lei nº
9795 de 27.04.99, que institui a Política
Nacional de Educação Ambiental.
Todos esses aspectos reforçam a necessidade
de um gerenciamento responsável, a constante
realização de pesquisas que permitam
conhecer as características e
particularidades de cada local. Este tipo de
turismo é muito antigo, mas com seu rápido
desenvolvimento e importância econômica, é
preciso uma análise completa, respeitável e
segura que envolvam vários ramos da ciência
para que se amplie o grau de abrangência dos
elementos que compõem a biodiversidade,
aprofundando a sua relação com o ser humano,
para que se possa assim, conduzir os planos
de desenvolvimento turístico, mostrando ao
homem que ele faz parte de um todo e, não é
um elemento distinto neste complexo
universo, que não é só o planeta, mas o
próprio Universo. |