Nomear é inventar
Inventar é descobrir sombras
Sombras são linhos escuros
Deitáveis na contemplação do amor
Encolhidinho ao seu lado
Despencando orvalho
Ficando a palavra com uma claridade úmida
Nascida da nudez
E desta uma gota de Paraíso
Adensamos como a neblina
Que não deixa rastros
Usamos nomes íntimos, obscuros
Sob o musgo e a magia do querer
Bastando o sussurrar de algumas palavras
E o tesão brota ao chamado dos donos
De mansinho... Mansinho... Mansinho
Mansidão podia ser o amor ou à noite
Cumplicidade homem mulher e palavras
Vagueando pelos nossos corpos
Rimando os sussurros
Ficando a vontade com a criança em nós
Chegando juntos até a ponta do arco-íris
E gozando viramos crianças consteladas
Aladas e amadas!

Marineide Miranda

 

Música: La Serenata

 

 

 

 
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