UM COMPLEMENTO À ONIPOTÊNCIA DE DEUS



Santas e imaculadas são suas atitudes

Plenitudes perfeitas

Refeita sob os espinhos dos dias

Querias pão... Tiveste dor...

Um amor que a dimensão não ousou medir

Mártir de suas próprias causas

Casas que te fizeram partir

Seguir os passos e também os sonhos

Coadjuvante do dia

Meretriz da noite

Redentora da vida

Instrumento de Deus

Que mesmo onipotente,

Não pariria aos teus

Quer fossem Cristo,

Quer fossem Deus,

Até aos ateus geraste

Amamentaste a anjos

E até os demônios sonharam em viver, ainda em teu ventre...

Antes de tua voz,

Não havia nada

Depois de teu colo,

Só me resta a vida,

Que também não é nada,

Diante de seus cantos e encantos,

A tua sabedoria incompreendida,

A tua dor,

Que de tão ferida... É esquecida

Tu és tão presente,

Que de ti se esquecem,

Mas quando a noite ao dia escurece,

Mesmo quando de teu leite não lembramos,

Mesmo quando não mais te temos,

Sua voz pronuncia meu nome,

No vazio celeste de cada lua,

E o teu perfume se perpetua,

Santa,

Rainha,

Querida,

Mãe para o resto da vida.

Sérgio Ildefonso 12.05.2007

 

 

 

 

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