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Lucilene
por ela mesma:
Tento
ser uma pessoa simples (como é difícil ser uma
pessoa simples!), também procuro gostar das
coisas simples e sou capaz de decorar um poema
porque o achei belo. Sou uma pessoa que ama com
paixão mesmo que isso culmine em dor, porque
acredito que só assim se vive plenamente.
Sou
espontânea, não gosto das regras nem das
coisas preestabelecidas, porém não desrespeito
o imutável nem as opiniões alheias. Gosto
muito de uma boa conversa, tenho paixão pela
palavra e acredito ter mais necessidade dela
para viver do que o alimento. Gosto de viajar,
cinema e sou viciada em Internet . Acredito em
Deus como criador, salvador, redentor e como a
única esperança para a restauração do homem.
Na
minha opinião, perdoar é a coisa mais
inteligente que o ser humano pode fazer. É uma
redenção individual. Todo que ama e perdoa é
feliz. Sou romântica, não falo palavrões e
gosto de ficar sozinha. Sou também determinada
e cheia de esperança. Esperança é o prazer da
antecipação do sonho. Procuro ser como se deve
ser e adaptar-me às circunstâncias e ao
ambiente onde vivo.
Gosto
de escrever, mais por intuição que por
inteligência. Quero dizer, não sei bem porque
escrevo, deve ser por puro atrevimento. Penso
que não existe uma explicação para o fato de
escrever. A gente escreve porque escreve. É
como amar, a gente ama porque ama. Já dizia
Drummond nas Sem razões do amor: “Te amo
porque te amo.” E escrever é amar. Escrevo
com amor, ternura, atenção... às vezes dor,
não uma dor ruim, não! É uma dor sem
amargura, sem espinhos, fruto do contexto
observado ou mesmo, do que se cria.
Ah,
sou também desorganizada, até por necessidade.
Preciso de certa desordem para produzir e
paradoxalmente organizar as idéias. Bem, é
mais ou menos isso que eu sou, ou o que penso
que sou. Melhor seria que outra pessoa me
apresentasse e vendesse a minha imagem da forma
como me vê. Sim, porque às vezes eu sou essa
mulher que os outros pensam que sou. Porém,
estou sempre lutando muito para ser eu mesma.
Mas, confesso, tenho medo. Penso que se eu tirar
de mim tudo o que me atribuem e tudo o que eu me
atribuo, fico nua. Aí me sinto meio que
profanando a natureza das coisas, a nudez choca,
principalmente a nudez de alma e espírito.
Então, tento me livrar das coisas que julgo
piores, mas esse exercício é muito perigoso.
Nem sempre a gente acerta e como diz Clarice
Lispector “Nunca se sabe qual é o defeito que
sustenta o nosso edifício inteiro.” Assim
respeito a pessoa que sou, sem querer fazer de
mim uma perfeição, até porque as pessoas
perfeitas são insuportáveis.
Obrigada
pela a atenção dedicada a meus escritos.
Um
abraço,
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